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Crítica - Deu a Louca na Chapeuzinho 2

31 de agosto de 2011


Depois da fábula escrita pelo francês Charles Perrault ganhar uma versão à la Crepúsculo, com A Garota da Capa Vermelha e seu lobisomem, agora é a vez da paródia voltar às telonas. A animação Deu a Louca na Chapeuzinho de 2005 despertou curiosidade pela roupagem surreal com que reconta a história de Red Riding Hood, em um roteiro elaborado a partir de quatro pontos de vista, para desvendar o mistério dos furtos de receitas na floresta. 

O interrogatório conduzido por Nicky Flippers para conhecer as versões de Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, Lenhador (?) e Vovó surpreende pela ousadia com que Tony Leech, Cory e Todd Edwards resolveram desconstruir o clássico escrito no século XVII. As diferentes angulações se conectam muito bem e só pecam no clímax, quando o velho clichê da descoberta do vilão o faz revelar seus planos e motivações de uma só vez. 

E não é o Lobo que é Mau. Walter W. Wolf é, na verdade, um jornalista investigativo (!?). Deu a Louca na Chapeuzinho, além de apresentar as hilárias novas nuances dos clássicos personagens (e introduzir novos), já termina com uma deixa para uma possível continuação. A Agência Felizes para Sempre, do detetive Flippers, convida Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, seu pequeno ajudante Twitchy e Vovó para fazerem parte do time. Lenhador prefere seguir seu sonho de cantar pelo mundo.

E Hoodwinked Too! Hood vs. Evil (no original) já começa com a deixa do primeiro, mas com algumas mudanças significativas. Acumulando a função de diretores e roteiristas no primeiro longa, Tony Leech, Cory e Todd Edwards entregaram a condução a Mike Disa, mais experiente em equipes de arte e animação. Além disso, Anne Hathaway (de Amor e Outras Drogas) passou o bastão da dublagem de Red, na versão original, para Hayden Panettiere (de Pânico 4, mas mais conhecida pela série Heroes).

Na construção do roteiro, em vez de evitar o clichê do terceiro ato de Hoodwinked!, a nova aventura recorre frequentemente a soluções desgastadas (e são muitas); mas não por falta de criatividade, e sim para fazer piada. A motivação dos personagens e o desenvolvimento da trama foram construídos como uma grande autoparódia e levados com muito bom humor, inclusive com falas abertas. Já a utilização do recurso 3D não proporciona impacto visual, pois foi convertido do 2D.

O impacto maior fica por conta dos traços marcantes e das divertidas inserções de personagens de outras histórias clássicas, como João e Maria, o Gigante de João e o Pé de Feijão, e Os Três Porquinhos. E as referências não são somente a outros contos de fada, como já havia sido feito em Shrek, mas também a filmes como O Silêncio dos Inocentes, Missão Impossível, Armadilha e Star Wars; e até à cultura pop, com uma breve menção ao game Pac Man

Em Deu a Louca na Chapeuzinho 2, Red Puckett tem que abandonar seu treinamento com a organização secreta Irmandade do Capuz, para se juntar à equipe da Agência Felizes para Sempre e treinar seu Kung Fu enquanto investiga o desaparecimento de João e Maria. Desta vez, Lobo Mau e Chapeuzinho, já com status de heróis, são parceiros e os personagens principais enriquecem suas personalidades e características marcantes – incluindo o impagável esquilo Twitchy; além do roteiro aprofundar a origem de suas histórias e, novamente, terminar com a deixa para uma próxima aventura. A boa dublagem brasileira é antenada com o vocabulário jovem, público ao qual o filme é direcionado. Diversão para toda a família!




Deu a Louca na Chapeuzinho 2 (Hoodwinked Too! Hood vs. Evil) – 87 min
EUA – 2010 
Direção: Mike Disa 
Roteiro: Cory Edwards, Todd Edwards, Tony Leech, Mike Disa 
Dublagem Original: Glenn Close, Hayden Panettiere, Cheech Marin, Patrick Warburton, Joan Cusack, Bill Hader, David Ogden Stiers, Amy Poehler, Cory Edwards, Martin Short

Estreia: 02 de setembro.

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1 comentários:

cintia disse...

realmente a versão 1 foi muito melhor mas a 2 ñ teve o esperado pois sai do contexto do primeiro filme e deixa a pergunta foi realmente necessário faze-lo

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