Dez anos após sua estreia, chega ao fim a maior série de filmes da história, com Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Com oito longas, um faturamento até agora de US$ 6,5 bilhões (e previsão de pelo menos mais US$ 1 bilhão) e a impressão de ter atingido sua meta, o universo mágico de feiticeiros e trouxas certamente deixará saudades.
Mais do que um personagem, Harry Potter é um fenômeno pop de dimensões mundiais que vai ficar na história, a despeito das críticas, principalmente por parte dos guardiões da “alta cultura”, quanto à sua falta de profundidade. Para seus seguidores, contudo, a qualidade do último capítulo pouco importa. Mesmo assim, o filme honra sua trajetória de sucesso e fecha com chave de ouro a franquia.
As Relíquias da Morte: Parte 2 apresenta o inevitável confronto final entre Potter (Daniel Radcliffe) e Lord Voldemort (Ralph Fiennes), num clássico embate entre o bem e o mal, mas trazendo uma surpresa no final. Valendo-se da velha máxima de que a melhor defesa é o ataque, Potter percebe que somente com a destruição das Horcruxes conseguirá minar o poder do maligno Voldemort e eventualmente derrotá-lo. Para isso, porém, coloca a si mesmo em posição de grande perigo.
Se a história não apresenta grandes novidades, já que o livro foi publicado há tempos, a forma como é contada a torna bastante interessante. São fundamentais para isso os caprichados efeitos visuais, a primorosa maquiagem e a espetacular cenografia. As cenas de batalha são dignas de um épico, e o uso de 3D, que aparece pela primeira vez num filme da série, só dá um toque a mais. Além disso, quase todos os personagens reaparecem, como convém a uma despedida.
O maior destaque do elenco, como seria de se esperar, é Daniel Radcliffe, que há uma década interpreta o jovem bruxo e hoje tem sua imagem irremediavelmente associada ao personagem. O ator, que admitiu em diversas entrevistas não ter ficado satisfeito com sua interpretação no filme anterior, desta vez reveste seu carisma natural com uma atuação que revela seu amadurecimento e faz prever que terá uma longa carreira.
Seus companheiros Emma Watson e Rupert Grint, (Hermione e Ron) também mostram que cresceram não só fisicamente, mas como profissionais. Ralph Fiennes mantém-se perfeito no papel de vilão, com a inestimável contribuição dos efeitos digitais, e Alan Rickman (Professor Severus Snape) tem a chance de brilhar, uma vez que seu personagem, numa reviravolta inesperada, faz a diferença na batalha que envolve quase todos os feiticeiros e trouxas.
No final, ganham todos: o público, seja ele formado por fãs ou não do simpático bruxinho e sua turma, atores, diretores, técnicos e obviamente os produtores, que tiveram um faturamento bilionário. Ganha também a indústria cinematográfica; afinal, Harry Potter é, em última análise, nada mais nada menos que uma boa e inocente diversão.
Por: Gilson Carvalho
Reino Unido, EUA – 2011 – 130 min
Direção: David Yates
Roteiro: Steve Kloves – Baseado no romance de J.K. Rowling
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Allan Rickman, Helena Bonham-Carter, Tom Felton, Kelly McDonald, Maggie Smith, Michael Gambon, Evanna Lynch, John Hurt, Matthew Lewis
Roteiro: Steve Kloves – Baseado no romance de J.K. Rowling
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Allan Rickman, Helena Bonham-Carter, Tom Felton, Kelly McDonald, Maggie Smith, Michael Gambon, Evanna Lynch, John Hurt, Matthew Lewis
Estreia: 15 de julho.
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1 comentários:
pooooorque poooooorque o Harry Potter marcou muito minha infância ele não tinha que ter acabadu ***chorando chorando chorando ***
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