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Tati (Cleo Pires) é uma jovem independente e apaixonada por Marcelo (Dudu Azevedo), o clássico playboy que não trabalha e vive para curtir a vida. Vendo o pretenso casal, o espectador já tem uma pista de que aquela relação não pode dar certo. Tati quer namorar, tem planos para o futuro. Marcelo se ocupa de fazer festas e ir à praia. 

Apesar da incompatibilidade evidente do casal, Tati insiste em querer namorar Marcelo, algo que parece com uma crise dos 30 anos, quando as mulheres costumam se sentir pressionadas a constituir uma família com a primeiro que aparecer pela frente, nesse caso, Marcelo. Claro, ele é jovem, saudável, poligâmico e se encaixa perfeitamente no perfil de macho reprodutor defendido por Conrado (Malvino Salvador), um biológo pesquisador da teoria evolucionista que acredita que a falência das relações amorosas da atualidade é culpa da mulher. Para ele, as mulheres não são românticas, têm iniciativa demais, independentes demais, o que repele os homens que querem casar. 

Tati, após uma crise com Marcelo, resolve se oferecer como objeto de estudo para a tese de Conrado, desejando provar a ele que sua teoria sobre os relacionamentos amorosos não pode se basear no comportamento reprodutivo dos animais. Para ela, as mulheres são independentes, mas também desejam afeto, companheirismo, representando um pouco da demanda atual por relacionamentos menos conservadores que contenham um diálogo mais aberto entre homens e mulheres, e também amor. Por que não?


O desenrolar da história não é dos mais surpreendentes e isso não prejudica a proposta do filme. Qualquer Gato Vira-Lata, dirigido por  Tomás Portella e inspirado na obra de Juca de Oliveira, é um comédia romântica super gostosa de assistir, que conta ainda com uma participação especial de Rita Guedes e a presença muito engraçada de Álamo Facó, Magrão, o melhor amigo do personagem de Dudu Azevedo.

No fim das contas, o filme deixa a mensagem: não há idade certa para amar, casar ou planejar o futuro. A vida vai acontecendo diferente para cada um de nós e é vivendo que vamos achando nossos caminhos e por estes, as pessoas que vamos amar.




Qualquer Gato Vira-Lata – 95 min
Brasil – 2011
Direção: Tomás Portella
Roteiro: Claudia Levay, Júlia Spadaccini – Inspirado na obra de Juca de Oliveira
Elenco: Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo, Álamo Facó, Letícia Novaes, Jean Pierre Noher, Gregório Duvivier

Estreia: 10 de junho.

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  1. Esperava mais desse filme...Já não tô com tanta pressa de vê-lo...

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  2. O filme é bem divertido e despretensioso como qualquer filme do gênero.
    Não sei se é o caso dos comentários acima, mas as pessoas ainda tem muito preconceito com filme nacional e são super complacentes com filmes estrangeiros de péssima qualidade. Vamos olhar o cinema nacional com mais generosidade!

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