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Transcendence

Crítica - Piratas do Caribe: Navegando em Águas Perigosas

18 de maio de 2011


O Capitão Jack Sparrow está de volta no quarto filme da franquia Piratas do Caribe. Precedido por A Maldição do Pérola Negra (2003), O Baú da Morte (2006) e No Fim do Mundo (2007), Navegando em Águas Perigosas chega aos cinemas com a pretensão de ser o primeiro de uma nova trilogia protagonizada pelo sempre ótimo Johnny Depp (de Rango e O Turista). Na direção, Gore Verbinski dá lugar a Rob Marshall, que mantém o ritmo e a boa mistura de comédia e aventura – o roteiro continua nas mãos da dupla Ted Elliott e Terry Rossio.

O argumento é baseado na lenda da Fonte da Juventude, objeto de desejo da real expedição do conquistador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521), que, em sua busca, acabou desembarcando na região da Flórida, costa leste dos EUA, no começo do século XVI. Jack Sparrow, após escapar da prisão, se vê em uma jornada inesperada à mítica Fonte, quando uma mulher de seu passado, Angelica (Penélope Cruz) o coloca a bordo do Queen Anne’s Revenge, o navio do famoso e temido pirata Barba Negra (Ian McShane).

O elenco ainda inclui os veteranos da franquia Geoffrey Rush (do oscarizado O Discurso do Rei), como o vingativo Capitão Barbossa (agora servindo à Coroa Britânica!?), e Kevin R. McNally como Gibbs, o parceiro de Jack Sparrow. Sam Claflin estreia nas telonas como um devoto missionário e Astrid Berges-Frisbey, compatriota de Penélope Cruz, interpreta uma misteriosa sereia. Já a participação mais do que especial de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, como o Capitão Teague, merece destaque. Embora breve (ele aparece em apenas uma cena), a piada que faz com sua aparência é hilária. 




Os diálogos inteligentes e bem humorados, com ótimas sacadas cômicas e cenas de ação, mantêm o tom da trilogia e a qualidade dos dois primeiros filmes (No Fim do Mundo, o terceiro, é inferior aos outros, com exceção dos ótimos efeitos especiais). As filmagens de Navegando em Águas Perigosas ocorreram no Havaí e em Porto Rico. Belíssimas locações servem de cenário para as aventuras do carismático pirata Jack Sparrow, mas a fotografia do polonês Dariusz Wolski (presente em todos os filmes da franquia) é irregular e alterna entre takes longos em ambientes muito escuros, insuficientemente iluminados, e o bom uso de cores vibrantes, principalmente em externas. A projeção em 3D não é um diferencial, já que, para minimizar o orçamento, o filme foi convertido, e não captado com esta tecnologia.

O roteiro de Elliott e Rossio é ágil e investe em uma história simples e movimentada, com excelentes personagens principais, mas dá destaque a coadjuvantes em excesso, o que gera subtramas desnecessárias e pouco aprofundadas, como a do religioso Philip (Sam Claflin). O rumo sobrenatural que a saga tomou dá espaço até a sereias vampirescas, mas não abre mão da ironia característica dos roteiros anteriores, incluindo até críticas à sociedade europeia da época das grandes navegações, com a rivalidade entre a Inglaterra protestante e a Espanha católica.

Há uma ótima cena que ilustra uma destas intervenções críticas, quando, na bem construída, e divertida, ambientação do regime monárquico britânico, é demonstrada uma população que tem como principal diversão, inclusive para crianças, ver piratas serem enforcados em praça pública. Navegando em Águas Perigosas tem como destaque na parte técnica impecáveis efeitos visuais, maquiagem, figurinos (de Penny Rose, veterana da franquia) e uma brilhante direção de arte (de John Myhre, que acompanha Rob Marshall em todos seus longas: Chicago, Memórias de uma Gueixa e Nine).




Piratas do Caribe: Navegando em Águas Perigosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides) – 137 min
EUA – 2011
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Penélope Cruz, Ian McShane, Kevin R. McNally, Astrid Berges-Frisbey, Sam Claflin

Estreia: 20 de maio.

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5 comentários:

Mônica Lobo disse...

Considero o filme mais fraco da franquia. É longo demais, sem grandes novidades e a Penélope não é tão interessante quanto era a Keira Knightley que conseguia confrontar o Sparrow de maneira mais divertida.
O Depp é ótimo como sempre, mas não dá conta de carregar nas costas um filme monótono assim.
O filme mereceria uma boa edição para torná-lo mais ágil, curto e interessante.

Bruno Medeiros disse...

Eu considero esse como o mais fraco da franquia,o primeiro é ótimo,o segundo é legal,o terceiro é razoável.
A trama é longa e chata,não consigo lembrar de nenhuma cena de ação do filme que tenha me empolgado,pelo contrário as cenas são longas e pouco interessantes e algumas nem conferem alguma importância ao filme.
Referente as atuações Johnny Depp aparece no piloto automático,trazendo a nós um Jack Sparrow sem supresas cheio de caras e bocas e tics (concordo que ele fez isso muito bem no primeiro filme mas estamos no quarto e esperava uma atução mais interessante, Penélope Cruz aparece linda como sempre, com sua Angélica,um personagem raso e pouco interessante, Geofrey Rush está muito bem como barbossa e Ian McShane ótimo como seu Barba Negra.
Ainda temos uma tentativa por parte dos roteiristas de emplacar um romance entre Sam Claflin um religioso e Astrid Berges-Frisbey uma sereia, que não funciona em momento algum se mostrando chato toda as vezes que aparecem em tela.
Com um roteiro pouco interessante não me espanta que Rob Marshall (Mais conhecido por dirigir musicais )Tenha uma direção lenta e cansativa com um clímax sem sentido ,cenas de ação má executadas e díalogos pobres.

PS: Sou adepto da campanha não veja filme em 3d convertido, Só rodado em 3D, Mas tenho que dizer que mesmo que esse filme tenha sido rodado em 3D (os produtores se orgulham em dizer que foi o primeiro filme a ter externas rodadas em 3D)Não tem nada demais, não jogue seu rico dinheirinho fora e veja em uma cópia e 2d você não estará perdendo nada.

abraço bons filmes

Anônimo disse...

O melhor filme da frânquia...

Anônimo disse...

De todos os filmes, este é o mais fraco. Piratas do Caribe, vinha em uma sequencia bem bacana quanto ao enredo. Não estou falando que foi um filme ruim, mas nós telespectadores ficamos com água na boca quando anunciaram este filme, ficamos todos esperando uma entrada triunfal da Penélope, uma atuação mais engraçada do Jack, mas não aconteceu. Um filme divertido para assistirmos em uma tarde do meio da semana.

Anônimo disse...

Não pode ser considerado detestável,claro que não se compara ao primeiro mas é bom até certo ponto.

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