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A catástrofe que assolou o Japão, em 11 de março de 2011, ainda não foi superada por sua população. O terremoto seguido de tsunami foi o 4º mais forte já registrado no mundo e o maior desastre natural da história do país. Constantemente assolado por terremotos, devido à sua localização geográfica, e ainda traumatizado pela tragédia nuclear, o povo japonês tem em sua produção cinematográfica um catalisador de sentimentos. A atualidade do tema está presente na mostra Japão: entre Hiroshima e Fukushima, no Instituto Moreira Salles (RJ), entre 12 e 14 de abril. Serão exibidos nove filmes de diretores japoneses, entre eles o consagrado Akira Kurosawa.

PROGRAMAÇÃO 

TERÇA 12

14h00: Bom dia (Ohayô), de Yasujiro Ozu (Japão, 1959. 94’)
Dois meninos decidem fazer uma greve de silêncio para convencer os pais a comprar um aparelho de televisão.

15h45: Madadayo (Madadayo), de Akira Kurosawa (Japão, 1993. 134’)
Depois do bombardeio de sua casa durante a guerra, Hyakken Ushida, professor de língua e literatura alemãs, abandona a universidade e passa a viver numa casa distante onde, a cada ano, recebe a visita de seus velhos alunos para comemorar o aniversário. Último trabalho de Kurosawa, autor de 31 filmes realizados entre 1943 e 1993.

18h15: Filhos de Hiroshima (Gembaku no ko), de Kaneto Shindo (Japão, 1952. 97’)
Na Hiroshima destruída pela guerra, o jovem Takako passa pelas ruínas da bomba atômica quando volta à cidade natal para rever amigos de infância.

20h00: O samurai do entardecer (Tasogare Seibei), de Yoji Yamada, Japão, 2002. 129’)
No Japão da metade do século 19, passada a guerra, um samurai vive como um pequeno burocrata para sustentar as filhas e a mãe idosa. 

QUARTA 13

14h00: Mulheres da noite (Yoru no Onnatachi), de Kenji Mizoguchi (Japão, 1948.105’)
Filmado em Osaka, Mulheres da noite conta a história de duas irmãs: Fusako, uma viúva de guerra, e Natsuko, que tem um caso com um traficante, que junto com sua mais nova amiga  Kumiko passam a se prostituir, em meio ao caos moral e à devastação do pós-guerra.

16h00: Rapsódia em agosto (Hachi-gatsu no kyoshikyoku), de Akira Kurosawa (Japão, 1991, 98’)
Uma sobrevivente da bomba sobre Nagasaki recebe os netos para as férias de verão e relembra o grande olho que viu no céu no dia da explosão atômica.

18h00: Anatomia do medo (Ikimono no kiroku), de Akira Kurosawa (Japão, 1955, 103’)
Convencido de que sua família, como todo o Japão, corre o risco de ser exterminada numa explosão nuclear,
Kiichi Nakajima se esforça por convencê-los a fugir para o Brasil. Décimo sexto filme do diretor, realizado entre Os sete samurais e Trono manchado de sangue.

19h45: Tão distante (Distance), de Hirokazu Kore-eda (Japão, 2001. 132’)
Três anos depois da morte de mais de cem pessoas no culto do Arco da verdade, parentes das vítimas se reúnem numa cerimônia de dor e de raiva contida.

QUINTA 14

14h00: Eureka (Eureka), de Shinji Aoyama (Japão, 2000. 220’)
Depois de sequestrar um ônibus, um homem se suicida. O motorista e dois jovens estudantes que testemunharam o suicídio, se esforçam para superar o sofrimento diante da violência que presenciaram.

SERVIÇO

Ingressos individuais: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Passaporte válido para todas as mostras de abril (10 sessões): R$ 15,00
Endereço: Instituto Moreira Salles - Rua Marquês de São Vicente, 476. Gávea.
Telefone: (21) 3284-7400


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