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Uma das mais esperadas adaptações dos quadrinhos, Thor chega às telas dos cinemas como um herói clássico, que precisa defender o espaço sagrado ameaçado por forças externas e, através de ações extraordinárias, merecer seu lugar. A aventura segue assim a linha de um dos super-heróis mais conhecidos, Super-Homem. E também como na história do Homem de Aço, a de Thor é narrada como uma grande fantasia que une dimensões e universos paralelos, só que desta vez em 3D.

Filho de Odin (Anthony Hopkins), rei de Asgard, Thor (Chris Hemsworth) foi preparado desde criança para suceder o pai. No momento em que iria assumir o trono, vê seu reino ser invadido pelos gigantes do gelo, que deste modo quebram o pacto de paz estabelecido com Odin, que garantia a harmonia nos nove reinos. Jovem e impetuoso, Thor quer vingança e, desobedecendo ordens do pai, vai até Jotunheim, o reino dos gigantes do gelo, que ameaçam começar uma guerra. Com isso, Thor é destituído de seus poderes, banido de Asgard, e vem parar na Terra. Sua chegada, no deserto do Novo México, é testemunhada pela astrofísica Jane Foster (Natalie Portman) e seus colaboradores, Dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgård) e a estudante Darcy Lewis (Kat Dennings), que investigam fenômenos atmosféricos.

Baseado na mitologia nórdica menos conhecida que a greco-romana , nem por isso Thor deixa de ser compreendido pelo público geral, já que apresenta elementos comuns às histórias de super-heróis. Além disso, seu banimento para a Terra, onde passa a viver como um reles mortal, o que  provoca algumas situações cômicas, torna a identificação mais fácil. Do mesmo modo, a decodificação é facilitada pelo comportamento da mocinha (Natalie Portman) que, como a heroína clássica, é frágil, delicada e sonhadora. Não por acaso, vive (literalmente) com a cabeça nas estrelas.


A fórmula parece ter sido adotada para facilitar a vida do diretor Kenneth Branagh, premiado por seu trabalho diante e atrás das câmeras, porém mais íntimo das tramas shakespearianas do que do universo dos quadrinhos. Do mesmo modo, a escalação de Hopkins como o rei Odin confere um peso maior à produção. O protagonista, Chris Hemsworth, tem o perfil adequado para o papel e, ajudado pela maquiagem,  Colm Feore faz do Rei Laufy, líder dos gigantes do gelo, um vilão convincente. Um dos pontos mais importantes nesse gênero, os efeitos visuais não decepcionam, assim como as cenas de ação. O 3D, no entanto, não acrescenta nenhum brilho especial à produção.

Aliás, como em todo bom blockbuster que se preze, o aspecto técnico é irrepreensível, ainda que a ambientação de Asgard pareça um tanto exagerada. Nesse sentido, é notória a diferença entre os núcleos terrestre e asgardiano. Na Terra, com seres humanos normais, a história tem mais vida e graça. Nos mundos paralelos, é meio plastificada, pomposa e esquemática, dando a impressão que ser imortal não é lá muito atraente. No final das contas, Thor entrega aquilo que promete, nem mais nem menos e, se não é a pior adaptação de quadrinhos, também não é a melhor.

Prosseguindo com a campanha iniciada na sequência final secreta de Homem de Ferro 2, Nick Fury (Samuel L. Jackson) volta à cena para reforçar o anúncio: vem aí a Iniciativa Vingadores. Além disso, em breve chegarão às telas Lanterna Verde e Capitão América.  É esperar para conferir.


Thor (Thor) – 114 min
EUA – 2011
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Don Payne – Baseado nas HQs de Stan Lee, Larry Lieber, Jack Kirby
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Kat Dennings,  Colm Feore, Clark Gregg, Idris Elba, Ray Stevenson, Tadanobu Asano, Josh Dallas, Jaimie Alexander, Rene Russo

Estreia: 29 de abril.

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  1. Indico não assistir em 3D. O efeito quase não foi utilizado no filme e o óculos acaba atrapalhando a visão. Sem o óculos as imagens são muito mais bonitas.

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  2. Existe um grande problema com filmes 3D,Os filmes que são fimados com tecnologia 3D e filmes que passam por converção.
    Dificilmente as tais coneverções ficam em pé de igualdade com o filmes nativamete filmados em 3D, É Uma forma de lucro maior para os estúdios e de certa forma uma enganação para o público.
    Agora falando do filme achei muito bom e acrescenta muito ao universo marvel nos cinemas , só faltando agora Capitão américa pra nos prepararmos pra Os Vingadores.
    Discordo do crítico a respeito dos lugares ambientados, Acho Asgard muito mais interessante que a terra, A trama chama mais atenção no reino dos deuses do que no nosso planeta por lá se desenrolarem os melhores momentos da Trama!!
    As atuações são boas e me convencem. Principalmente a de Thor - Chris Hemsworth loki - Tom Hiddleston O sempre ótimo Anthony Hopkins como Odin
    o destaque negativo fica para novata Kat Dennings que não consegue fazer funcionar nenhuma Gag infelizmente.

    Abraços Bons fimes.

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  3. Eu gostei das gags!

    Mas eu achei alguns dos efeitos visuais péssimos, ninguém mais? Alguns carros voando com explosões, o gigante de Asgard, e outros detalhes, achei muito mal feito pros padrões atuais, deve ter faltado grana.

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  4. Filme deveria chamar Thor tura. Parece que o diretor quis atingir o publico feminino e homossexual, o tema romance e o sensualidado do thor, vao da hora que ele encontra a Natalie Portman até o fim do filme. Tudo bem que o enredo primario de todo filme de superheroi é o mesmo , mas há temas secundarios como aparecem em homem aranha , batman, xmen etc... de 1 a 10. -1

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  5. Concordo que Thor não precisava aparecer sem camisa para a estudante fazer aquele comentário...

    Também achei muito clichê a Natalie Portman se apaixonar por um alienígena em 2 dias, beijá-lo antes de sua partida, e ficar depois ainda mais empenhada em seu trabalho para tentar construir uma nova ponte para Asgard.

    Outro ponto que li numa crítica e concordei, foi a súbita mudança de personalidade de Thor. Por mais forte que tenha sido o choque de ser banido e da suposta morte de seu pai ( e por mais maravilhosa que a Natalie seja ^^ ) ele passou de um príncipe orgulhoso e egoísta para um herói altruísta rápido demais!

    Mas temos que admitir que fora isso o filme é ótimo.

    As atuações, como citado em diversas críticas, não foram nem de longe brilhantes, mas na minha opinião, foram no mínimo convincentes (Anthony ótimo como sempre).

    Visualmente impecável!
    Há quem reclame de tanto brilho e cor, mas sinceramente, acho uma grande besteira. Todo aquele esplendor de Asgard é devido!

    Eu não entendo como alguém pode não ter gostado das cenas de ação...

    Mas o que mais me chamou a atenção, foi a aberta e objetiva visão ufológica* da mitologia.

    Em suma, apesar de seus baixos, adorei o filme! E acho que muita gente devia parar para pensar antes de falar mal de um trabalho como este.

    __________________________________________________________________________

    *Ufologia: ciência que estuda os UFOs** e os classifica em categorias, objetivando descobrir suas origens e as intenções dos tripulantes, caso sejam detectados.

    **Unidentified Flying Object = Objeto Voador Não Identificado = OVNI

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  6. mas tem alguma diferença entre thor 3d e o thor normal ?

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  7. Como Bruno Medeiros explicou lá em cima, um filme pode ser imaginado e filmado em 3D ou feito de modo convencional e depois convertido para exibição em 3D.
    Thor foi convertido, então o efeito 3D não é tão interessante quanto naqueles filmes que foram pensados e filmados usando a técnica.

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