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Lindo, envolvente e fantástico. Dentre muitos adjetivos, esses descrevem bem o prazer de assistir a este documentário, que mostra a vida de quatro bebês de diferentes lugares do mundo, do nascimento aos primeiros passos. Impossível conter os sorrisos, e mesmo as gargalhadas, enquanto vemos as cenas protagonizadas por Ponijao, Bayarjagal, Mari e Hattie, repectivamente dos países de Namíbia, Mongólia, Japão e Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que conferimos as quatro diferentes realidades e aspectos curiosos dessas culturas, vemos também alguns traços universais no crescimento e aquisições dos bebês. As frustrações, as alegrias, a exploração de objetos e espaços físicos pelas crianças, são apenas alguns dos vários elementos que compõem a história. Cada um dos bebês nos ensina algo sobre o universo deles, universo este que é alvo de curiosidade e até de mistério para muitos pais e para as pessoas no geral.

Em Ponijao, da Namíbia, vemos uma criança que cresce em meio a um lugar que, para nós, pode ser uma realidade muito dura e difícil, mas que para ela é totalmente saudável. É interessante ver que as crianças ocientais desde muito cedo brincam de casinha ou carrinho, “treinando” os papéis que irão desempenhar mais tarde na sociedade, e com Ponijao não foi diferente, mudando o fato de que as suas brincadeiras se dão com as atividades braçais desempenhadas pelos pais.



No pequeno Bayarjagal, da Mongólia, observamos uma interação intensa com os diferentes animais com que tem contato no seu ambiente. Nele, também podemos ver o quão curioso pode ser nascer e já ter um irmãozinho à espera; irmãozinho este que muito provavelmente não vai “pegar leve” com você, uma vez que seu nascimento representa uma clara ameaça ao posto de preferido pelos pais.

Mari, do Japão, mostra bem como algumas experiências dos bebês podem ser frustrantes quando começam a explorar o mundo em que vivem. Sabemos que o bebê aprende por tentativas e erros, mas a angústia que muitas vezes isso lhes causa, de tentar e não conseguir, é algo que não temos ideia da proporção que pode atingir.

Hattie, dos Estados Unidos, nos apresenta a relação nova da criança, que estava habituada apenas ao leite do seio da mãe, com a comida. Assim, ela come uma banana, sente o gosto estranho, tira a comida da boca, examina, volta a colocar na boca, e realmente vê que não vai conseguir comer aquele pedaço. Tira outro pedaço, e então, está tudo certo. Hattie aprendeu a comer a banana. Absolutamente tudo neste documentário nos prende e encanta de alguma forma, cada fase dos bebês até os primeiros passos; de um período nebuloso que se dá com o nascimento, até as primeiras interações sociais.

Por: Kessia Mayra

 

Bebês (Bébés) – 76 min
França – 2010
Direção: Thomas Balmès
Roteiro: Thomas Balmès, Alain Chabat
Estreia: 15 de abril.

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  1. Na verdade o que aconteceu no episódio da banana, foi que ela mordeu aquela parte durinha e amarga da pontinha da banana...por isso não aprovou o gosto!

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