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O que será de nozes?

Crítica - Rio

21 de março de 2011


Depois de chamar atenção como co-diretor de A Era do Gelo (2002) e Robôs (2005) e como diretor das duas continuações da aventura glacial, o brasileiro Carlos Saldanha decidiu homenagear sua cidade natal com a animação Rio. E, para isso, conta com um elenco de peso, com nomes como o brasileiro Rodrigo Santoro, Anne Hathaway (de Amor e Outras Drogas), Jesse Eisenberg (de A Rede Social), o oscarizado Jamie Foxx (de Ray) e o músico Will i Am, dos Black Eyed Peas, dublando os cativantes e muito divertidos personagens; além de uma competente equipe técnica. 

O trabalho em 3D, com planos abertos e profundidade de campo, valoriza as belíssimas paisagens e belezas naturais da cidade, resultando em uma animação visualmente perfeita. Rio não lança mão do didatismo de Brasil Animado, que tinha como proposta fazer um tour tipo exportação pelo país, mas tem como principal aspecto visual exaltar as belezas e o carnaval da cidade do Rio de Janeiro, embora se aproprie de uma espécie de desfocado "olhar estrangeiro", que ignora a vida cotidiana de uma metrópole com tantos problemas e desigualdades, criando uma visão caricata de sua população.

O longa conta a história de Blu (dublado perfeitamente por Jesse Eisenberg), uma arara azul domesticada, que não sabe voar. Após ser capturado por contrabandistas de aves exóticas, ainda filhote, Blu acaba indo parar na fria Minnesota (norte dos EUA), bem longe do Rio de Janeiro, mas é tratado com amor e cuidado por Linda (Leslie Mann, de O Golpista do Ano). Por ser o último macho de sua espécie, o ornitólogo (biológo que se dedica ao estudo das aves) Túlio (Rodrigo Santoro) quer convencer Linda a levá-lo para o Rio de Janeiro, a fim de perpetuar a espécie com a fêmea Jade (Anne Hathaway).

E é na "cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos", que Blu irá viver a maior aventura de sua vida e se ver obrigado a esquecer o ambiente doméstico a que estava acostumado, para poder encarar a temida vida numa natureza desconhecida e, aparentemente, hostil. Permeando as aventuras e apresentações de personagens, a música é elemento essencial em Rio e o brasileiro Sergio Mendes, produtor musical executivo, lança mão de ritmos que misturam o carnaval carioca com o pop norte-americano


Além da relevante, e bem humorada, crítica ao contrabando e comércio ilegal de aves exóticas, também é abordado, embora superficialmente, o importante tema da extinção. Rio tem a capacidade de dosar elementos narrativos de forma a agradar tanto a adultos quanto a crianças, o que merece méritos, já que o gênero animação tem criado uma espécie de separação entre filmes voltados para adultos e filmes voltados para o público infantil. Com exceção das caricaturas, a composição dos personagens também merece destaque, principalmente as diversas espécies de aves e os macacos espiões, que se comunicam até por SMS (a cena da briga entre aves e macacos é sensacional).

Desde a abertura do longa, com a vista panorâmica do Pão de Açúcar e o empolgante desfile de carnaval de aves exóticas, são destacados pontos turísticos do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, Cristo Redentor, Praia de Copacabana e Santa Teresa. Tanto para os moradores da cidade, quanto para quem a conhece, é interessante reconhecer paisagens tão bem desenhadas e transpostas com perfeição para o filme, mas, independentemente de se passar em época de carnaval, também pode incomodar parte do público a visão exageradamente carnavalesca da cidade (como se o carioca, de forma generalizada, só se preocupasse com futebol e festividades), assim como o fato de em Rio praticamente toda a população carioca ser fluente em inglês, o que não corresponde à realidade.

O fato de ser uma obra de arte que lança mão da licença poética (como animais que falam, tão comuns desde o advento dos filmes de animação) não justifica o fato de retratar de forma errônea moradores de uma determinada região, como se fossem apenas uma massa uniforme, sem a rica diversidade cultural que apresenta. Quando a intenção de um projeto é parodiar um estereótipo comportamental, cultural e/ou regional, ou até mesmo uma sociedade, como Os Simpsons, deve-se analisá-lo a partir deste contexto, independentemente de suas generalizações, já que particularidades presentes em uma massa heterogênea não retratam fielmente uma população como um todo, apenas características presentes em parte deste conjunto de pessoas.

E este não é o caso do Rio de Saldanha, pois o filme não tem intenção de parodiar a cidade, mas exaltar suas belezas, e acaba, de forma involuntária, criando uma caricatura pejorativa de sua população. A animação mais parece uma espécie de lúdico universo particular, mesmo reconhecido por grande parte do público, não em sua totalidade, mas nos que se identificam com as particularidades apresentadas. Separando a análise subjetiva de uma visão baseada na experimentação do cinema em sua função de entreter, Rio é uma linda animação, empolgante em suas imagens, músicas e cenas de ação (tanto para crianças quanto para adultos), mas falha numa tentativa de autorretrato da população carioca. Como a banda Maglore canta, "me disciplinaram tão além, que eu esqueci de venerar os carnavais também".



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Rio – 2011
Brasil, Canadá, EUA – 96 min
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia, Sam Harper
Dublagem Original: Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Leslie Mann, Jamie Foxx, Jake T. Austin, Rodrigo Santoro, Jemaine Clement, George Lopez, Tracy Morgan, Will i Am, Wanda Sykes, Brian Baumgartner, Carlos Ponce, Bernardo de Paula

Estreia: 08 de abril.

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89 comentários:

Andre disse...

Tudo bem, é uma crítica, mas passou um pouco do ponto. Você acha que crianças americanas leriam legendas em inglês? Na versão dublada em português a ave que veio dos EUA deveria falar inglês? Acho que não.
E uma fantasia, uma diversão e não tem a menor obrigação de mostrar o lado ruim do Rio. Tropa de Elite está aí pra isso. Não é função de um desenho animado feito pra divertir mostrar traficantes e prostitutas. Além do foco ser nas aves e não nas pessoas. Talvez algum arco dramático com uma criança pobre, mas, como falei, o foco é outro.

Grande abraço.

Mattheus Rocha disse...

Andre, um dos males difundidos pela propaganda ideológica estadunidense é justamente o de não aceitar diferenças culturais. Talvez por isso eles tenham tanta preguiça de ler legendas e façam tantos remakes. Acaba sendo mais fácil esperar o remake do ver a obra original, mesmo que ela seja infinitamente superior... Um dos pontos mais interessantes levantados pela teoria da aldeia global é exatamente o de manter as raízes culturais de cada povo, para ser somado ao de outro, e não anulado, neste caso pelo fato de crianças não lerem legendas (falo aqui de uma visão não específica dos espectadores infantis)... Eu acho sim que na versão dublada Blu deveria falar inglês no Brasil, fato corroborado pela cena em que ela traz um dicionário inglês-português enquanto as aves brasileiras falam português. Só ao perceberem que Blu é "estrangeiro" é que elas começam a falar em inglês... Sim, 'Rio' é uma fantasia e um filme-pipoca, mas nenhum filme tem obrigação de nada (nem de mostrar nem de não mostrar a realidade)... Mas o fato de ser um filme sobre o Rio de Janeiro, incomoda sim o "olhar estrangeiro" e a "pegada" tipo exportação... Isso gera uma visão distorcida de nosso país lá fora... O fato de o foco ser um ou outro, não impede de termos esta interpretação.
Obrigado pela participação.
Um abraço.

Caio disse...

Mattheus, se você se presta a fazer o crítico de cinema, precisa prestar mais atenção aos detalhes. O filme se passa em época de carnaval, logo, a atmosfera da cidade na película é bem carnavalesca. Época de carnaval, fala-se em carnaval. Não entendi também por que o público se sentiria incomodado com o fator "carnaval-futebol" ou com as falas em inglês. Tudo me parece muito óbvio: Uma única língua no filme para não confundir a cabeça das crianças ou fazê-las ler leganda o filme inteiro. Umas cenas de futebol e carnaval, típico. E outras cenas como asa-delta, lapa, corcovado, praia, favela, floresta, etc. Acho que o Saldanha mostra de forma quase perfeita o real Rio de Janeiro em época de carnaval.

Antonio disse...

"incomoda sim o "olhar estrangeiro" e a "pegada" tipo exportação..."
Mas o filme foi feito com esse objetivo. Vc quer compara-lo com Brasil Animado?

Mattheus Rocha disse...

Caio, se você se presta a ler uma crítica de cinema, precisa prestar mais atenção aos detalhes e à visão do crítico. O público não se sentiria incomodado caso não se importasse com a visão deturpada que sua cidade, estado ou país tem no exterior... Eu moro no Rio de Janeiro há pouco mais de 30 anos e te garanto que o Saldanha passa longe de mostrar de forma quase perfeita o real Rio de Janeiro em época de carnaval... De real, o Rio de 'Rio' tem pouquíssima coisa...

Antonio, justamente pelo fato de o filme ter sido feito com esse objetivo é que incomoda... E, sim: 'Rio' e 'Brasil Animado' não apenas se encontram em forma e conteúdo (deixando de lado as qualidades e defeitos de cada um, afinal, considero 'Rio' tecnicamente infinitamente superior), como, principalmente em objetivo...

Anônimo disse...

O Rio do RIO é uma alegoria de estereótipos...e, muitos deles, preconceituosos ou reforçadores de uma imagem que, há anos, não cabe mais para "vender" a cidade aos estrangeiros. Longe do politicamente correto, mas sim por uma questão de pricípios, colocar o vilão na pele de um negro favelado é, no mínimo, ignorância (no sentido de ignorar). Quando se fala em vilania na favela, o "negócio" é outro... e passa por drogas e armas. A cor do chefe da boca não tem nada a ver com isso, e não há bandido em favela que queira um monte de ave e micos berrando em gaiola pra chamar atenção. O Brasil, hoje, está entre os países lideres comercilaização ilegal de animais silvestres, com mais de 12 mil espécies comercializadas por ano, e movimentando uma rede de mais de 1 milhão de reais nesse mesmo período. O tráfico parte do Norte, Centro-Oeste e Nordeste brasileiro... e vai parar no eixo Rio-São Paulo e, ainda, países do Primeiro Mundo. Uma falcatrua alimentada, não por favelados, mas por uma classe social deslocada de qualquer consciência ecológica e que acha bonito ter um animal exótico enjaulado no terraço!!! . A animação, de fato, até toca nesse tema.. mas utiliza de cliches sociais sofríveis para desenrolar o assunto. Noves fora, a produção impecável e um protagonista encantador (Blu é uma fofura inquestionável..), o Rio merecia um autorretrato mais bem desenhado.

cacaroto disse...

Quanta falácia boba. Comparar esta linda produção do genial Carlos Saldanha com aquele projeto de propaganda turística chamado "Brasil Animado" é de pleno mau gosto. E mais, querem que o rapaz faça um filme sobre o Rio sem falor do "clichê", é isso? Então vamos ver um Rio sem praia, sem mulheres de biquíni, sem floresta, sem favela(porque favela aparece no filme e também virou chichê da cidade nos últimos anos), corcovado, pão de açúcar, etc, etc, etc. Ou seja, melhor fazer um filme sobre outra cidade então, não é mesmo? Esses tais "clichês" é que tornam o Rio único, quente, vibrante, mítico. A mítica do Rio está no Cristo, no carnaval, nos contrastes. E isso aparece no filme. Mas lembrem-se, é uma animação, não um filme real. Um crítico deve ver este filme como uma animação e nada mais.

Mattheus Rocha disse...

Cacaroto, "quanta falácia boba". A produção do Carlos Saldanha realmente é linda, mas se encontra com 'Brasil Animado' em seu objetivo de propaganda turística. Isso é fato. Sim, por que não fazer um filme sobre o 'Rio' sem ser clichê? É possível fazer um filme que retrata as belezas do Rio de Janeiro sem ser clichê... A forma como Saldanha retrata as belezas é lindíssima. O problema é a simplória forma estereótipa como o povo carioca é retratado. As belezas do Rio de Janeiro não são clichê, e sim a forma como elas são usadas... O fato de ser uma animação, ainda mais do responsável pelos brilhantes 'Era do Gelo', deve ser analisada a partir do talento do diretor, até porque existem animações brilhantes que dão de dez em filmes "reais", como você chama. Um exemplo recente: 'Mary e Max'. Um crítico deve ver 'Rio' com olhar crítico, destacando suas qualidades e apontando seus defeitos, diferentemente de uma visão parcial de quem é fã do Saldanha (e eu admiro muito seu trabalho) ou de quem não se importa com a visão deturpada que o Rio de Janeiro e o Brasil têm no exterior. Afinal, no cinema comercial brasileiro, costuma-se fazer filmes pra gringo ver, sem respeito pela verdadeira cultura local...

Onofre disse...

O cineasta é carioca, faz uma leitura visualmente bonita, porém ridícula em contexto, passando uma imagem da cidade que só existe na ficção, e a rapeize brasileira aplaude. O povo merece mesmo sofrer e ser visto como um bando de idiota pela rapeize lá de fora. Agora vou tomar um banho porque fui dar um mergulho na Praia de Copacabana e uma camisinha usada grudou no meu braço. Écoti...

DARDAL disse...

os caras acham que traficantes ,prostitutas ,ladrões ,assassinos,gente pobre só existissem no Brasil ,em qualquer pais tem ate bastante nos eua ,a diferença é que no Brasil é mais explícito.

Anônimo disse...

Me parece que niguem aqui está se lembrado de que este filme é "INFANTIL"... o que vocês esperavam, traficantes e prostituição???, vão ver outra coisa.

José disse...

Concordo com o crítico e discordo do anônimo acima. O filme é direcionado a todos os públicos. E quem disse que precisa mostrar traficantes e prostituição pra fazer um real retrato do Rio???

Felipe disse...

Nossa, quanta melancolia. Incluindo a crítica do Matheus. O cinema nacional fez mesmo um trabalho forte de construção de uma "verdade" de que o nosso país e, especialmente o Rio, só podem ser mostrados sempre levando em conta o lado negativo também. Isso parece até um câncer ou um tipo agudo de depressão. O filme é lindo.

Anônimo disse...

Concordo com o Felipe. O filme é infantil e tem que ser direcionado para a sua faixa etária. Quem disse que todo o filme sobre o Rio tem que retratar pobreza, violência e mazela?

Onofre disse...

Não. O filme não é apenas infantil. Atinge todas faixas etárias. As opiniões do Felipe e do anônimo é que na minha opinião são infantis. Sem contar que parece que o Felipe não leu o que foi dito. Se teve um ponto em que ninguém discordou foi que o filme é lindo.

Arnoldo Freitas disse...

Meus parabéns. Única crítica que li de Rio que não puxa o saco do Saldanha e destaca bem os pontos positivos e os negativos. Achei o filme muito lindo e tal mas fiquei com uma dúvida. Rio é uma animação ou uma propaganda da RioTur!?

Anônimo disse...

vc é um crítico exagerado .. o filme é lindo sim, mostra uma visao bonita do rio ; então pq mostrar traficantes em um filme feito para crianças ?

Mattheus Rocha disse...

Anônimo, onde eu escrevi que o filme é feio e que precisa mostrar traficantes?

Daniel Guimaraes disse...

O filme é para todos os públicos sim, mas com um forte apelo infantil, visto por toda campanha de marketing envolvida (no mundo todo, diga-se de passagem).
Ou seja é um filme que tem sim um foco mais infantil e simplista. E qual o pecado nisso? E daí que mostra um Rio de Janeiro utópico (ou para os paulistas de plantão) irreal? Araras não falam...
Isso se chama licença poética, assim como o sol nascer de trás do Pão de Açúcar na cena inicial do filme também não irá fazer do filme algo pior.
Entretenimento. Entendam essa palavra antes de torrarem a paciência com esse politicamente correto chato.

Bruno Gonçalves disse...

A pergunta do Arnoldo foi boa. "Rio é uma animação ou uma propaganda da RioTur!?" Tá muito mais pra propaganda da RioTur mesmo. E esse Daniel aí de cima é super metidinho a intelectual. Fala sério...

Rio é uma propaganda descarada da RioTur e o pessoal ainda fica defendendo.

Anônimo disse...

Excelente e corajosa crítica Matheus. Concordo em gênero, número e grau. Li isso num jornal e achei interessante compartilhar aqui. "Segundo cálculos da Riotur, a empresa municipal de turismo, as campanhas promocionais do filme alcançaram um número próximo aos dois bilhões de pessoas no mundo todo, em uma tentativa de projetar uma imagem idílica do Rio de Janeiro, cidade-sede da Copa do Mundo 2014 e sede das Olimpíadas de 2016". Repito: "em uma tentativa de projetar uma imagem idílica do Rio de Janeiro, cidade-sede da Copa do Mundo 2014 e sede das Olimpíadas de 2016". Tá explicado né? rsrsrsrs
Um abraço.

Thaysa Freitas disse...

Mattheus, se a imagem exageradamente carnavalesca, que segundo você não é assim nem no carnanaval, não é uma boa representação do Rio, e também trafico e prostituição também não, então como seria o retrato?
As pessoas se incomodam demais com os estereótipos, mas no fundo no fundo eu acho que alguns têm fundamento. Fora praia, corcovado, pão de açúcar, favela, carnaval, tráfico e violência, o Rio é uma cidade tão comum quanto as outras.
Assim é a cidade onde eu moro. Fora onça pintada, capivara, tuiuiú, pantanal, rios belíssimos, grutas divinas, peixes espetaculares e sertanejo (universitário ou de raiz), minha cidade é tão comum quanto qualquer outra. Então, não quero criticar sua crítica nem nada, mas... como diferenciar o Rio de Janeiro de Campo Grande ou de Salvador?

Fred Spósito disse...

Achei o filme fraco. É bonito visualmente? Sim! E muito! Mas a história é fraca e a visão do Rio de Janeiro serve apenas de cartão postal.. um cartão postal bem batido por sinal. O Filme também não se assume: Não assume que é um musical, não assume que é comédia (isso não é mesmo), não assume se é de ação... ficou um pouco de tudo sem ser nada. Virou uma salada que não se define o sabor.

Esperava mais, confesso. Esperava uma relação dos personagens com a cidade bem maior. Esperava uma magia em geral que os filmes 3D não tem, que ficou lá nos 90 nos filmes de animação 2D da Disney.

Mattheus Rocha disse...

Thaysa, você não entendeu o sentido da crítica. O problema não é o estereótipo, e sim a caricaturização do estereótipo. Há filmes, principalmente de comédia, que têm como proposta criar caricaturas de um segmento. Tudo bem. Mas o problema de um filme que tem como proposta exaltar uma região, como Rio, cair no exagero caricatural e generalista de estereótipos, se caracteriza como erro de leitura, ou, no mínimo, mau gosto e desrespeito com sua população. O Rio de Janeiro é muito mais do que "praia, corcovado, pão de açúcar, favela, carnaval, tráfico e violência", assim como sua cidade é muito mais do que "onça pintada, capivara, tuiuiú, pantanal, rios belíssimos, grutas divinas, peixes espetaculares e sertanejo (universitário ou de raiz)".

Michelle disse...

Parabéns ao Carlos Saldanha e toda a equipe. Nós é que temos orgulho de você, por nos presentear com tão bela produção, que a meu ver retrata tanto a pobreza na dosagem certa e exalta as belezas da Cidade Maravilhosa. Adoro animações, e RIO me encantou com a história, um pouco previsível sim das ararinhas, afinal é um filme infantil e deve ser olhado como tal.

Paulo disse...

Caricatura? Estereótipo? Eu chamo de identidade! Estão reclamando do filme mostrar cariocas ligadíssimos em carnaval. E por acaso isso não ocorre??? Se fosse mais realista seria impossível passar pela orla de carro. Teria bloco para todo lado e monte de gente "séria" vestido de mulher, mulher vestida de homem, todo mundo fantasiado e trio elétrico passando! E qual o problema de mostrar isso?? Somos nós!!! Não percebemos isso porque vivemos aqui! Isso tem explicação antropológica! Sinto que o crítico ficou incomodado com essa imagem. Informo: no carnaval o carioca só se preocupa com o carnaval mesmo!!! Nego para na sexta e só volta ao trabalho, de verdade , mais de uma semana depois! Nós mesmos dizemos que o ano no Brasil só começa depois do carnval!

Se tiramos "praia, corcovado, pão de açúcar, favela, carnaval, tráfico e violência" e acrescento o Maracanã, vira o que?? Poderia ser qualquer outra cidade do mundo!! É óbvio que esses elementos tem que estar no filme! Você reconheceria a cidade se não fosse por eles???

Tem gente que não aceita o que é e culpa os outros por mostrar isso. Para esses eu apenas posso recomendar que mudem-se. Eu mesmo acabei de ir num show do Ozzy Osbourne mas não iria querer ver o Blu dando um rasante no palco do Rock in Rio. Não faria o mínimo sentido! Já pensou se o Nico e o Pedro fossem dois fãs fervoroos de Judas Priest?? Que sentido isso iria fazer??? Afinal, o que acontece todo ano: Sapucaí ou Rock in Rio?

Saldanha mostrou maravilhosamente bem quem somos. Aceitem! Pequenos exageros e alguns estereótipos fazem parte e são completamente naturais tanto no cinema, quanto na literatura, quanto em qualquer outro lugar.

Para (não) finalizar: o Sepultura é uma banda brasileira de heavy metal que usa batuque nas suas músicas. E aí? Aposto que uma galera que postou aqui (ou até mesmo o crítico) adora metal e nunca questionou o "estereótipo" que a banda adotou.

Não seria uma questão de identidade? Ou falta dela?

Anônimo disse...

Eu sou carioca e no carnaval não me preocupo só com isso. Como não sou rica nem desocupada não volto uma semana depois no trabalho e assim como eu conheço várias pessoas. Acho que o Saldanha errou feio. Talvez porque ele mora a muito tempo fora do Brasil. Realmente ficou uma visão errada do carioca. Acho que o filme Rio tem uma identidade deturpada. Paula.

Mattheus Rocha disse...

Paulo, não concordo com a afirmação de que "no carnaval o carioca só se preocupa com o carnaval mesmo". Essa informação é baseada em alguma pesquisa? Pois conheço muita gente mesmo que não se preocupa com carnaval, assim como tem outras que param suas vidas pelas festividades. Não se pode generalizar...

Sobre os elementos citados e a pergunta se eu reconheceria a cidade sem eles, a resposta é sim, pois moro há mais de 30 anos no Rio de Janeiro e conheço muito bem a cidade. Mas eu não disse que esses elementos não têm que estar no filme. Pelo contrário: elogiei a bela forma com a qual foram transpostos para a telona...

Ao falar do "rasante do Blu", você se contradiz, pois, segundo seu raciocínio, "Pequenos exageros e alguns estereótipos fazem parte e são completamente naturais tanto no cinema, quanto na literatura, quanto em qualquer outro lugar". Então por que um rasante do Blu no palco do Rock in Rio não faria sentido??? Sem contar que exagero não é sinônimo de caricatura, mas sim a deturpação de uma imagem...

Não entendi a relação que você estabelece entre questionar o estereótipo adotado pelo Saldanha e gostar de metal. Eu, particularmente, não gosto de metal.

Só achei uma pena você não compartilhar a explicação antropológica que você citou. Enriqueceria bastante o debate.

Onofre disse...

Esse Paulo tá cheio da grana. Além de ir no show do Ozzy Osbourne, volta ao trabalho mais de uma semana depois do carnaval. Eu volto a trabalhar na minha repartição na quarta-feira de cinzas ao meio-dia. Assim como toda a rapeize da repartição. Até o chefe.

Ana Beatriz disse...

Meu Deus... isto é só um desenho... queria saber de onde este povo tira tanta crítica... o filme é lindo... como é um desenho é para a criançada... (as quais ficaram maravilhadas e ouvi muitos gritinhos de alegria por tanta beleza) gostaria de ver uma crítica escrita por uma criança de 8 ou 10 anos...isto sim seria lindo!!!Lógicamente está cheio de estereótipos, mas o mundo é assim... aqui no Brasil tem muita gente (por exemplo) que acha que na Austrália só tem canguru....fazer o que!!! Tenho uma filha de 10 anos e ela adorou e nem por isso deixa de separar o que é a realidade da ficcção!!!Filme é entretenimento quando as pessoas vão colocar isto na cabeça???

Anônimo disse...

Matteus, o que o Saldanha deveria colocar no filme ?O filme é a visão do Rio através da ótica de pássaros, e não a ótica de uma pessoa que foi morar no Rio de Janeiro. O filme foi feito para crianças, apesar de atrair um grande publico adulto. Se fizessem um desenho com nome de Austrália sem canguru e coala não teria sentido. Os animais, o carnaval, o Pão de açucar e as praias fazem parte do Rio e o povo deve ter orgulho disso. Animação Rio tem que mostrar o que o Rio tem de diferente do resto das cidades do mundo.

Eduardo disse...

Estou chocado de ver tantas criticas negativas sobre esse filme.

Estou na noruega, e senti um orgulho imenso de assistir no exterior um filme que eh uma verdadeira homenagem ao Rio de Janeiro e ao nosso pais. Tive vontade de me levantar e aplaudir no final.

Que bom que o filme so mostrou o lado bom do Rio, assim a nossa imagem aqui de fora vai continuar sendo a de sermos um povo alegre e acolhedor, qualidades unicas e muito raras no mundo todo.

Meu caro Mattheus Rocha, larga de ser chato! O tipo de critica que voce fala so serve para menos de 1% do publico alvo deste filme. Vai assitir algum filme em preto e branco da decada de 50 que voce deve adorar!

Abracos a todos,

Arthur disse...

Caros amigos, prestamos atenção no filme. É divertido e zela pela natureza, digamos que um tanto educativo, se não fosse pelos pré-conceitos nele apresentado. Os diretores pintaram o 7 em avacalhar. Começaram a dizer que os brasileiros só pensam em fugir, sendo isto na cena em que a Jade faz de tudo para se libertar. Depois, que ele briga com todo mundo (que contradição em um americano dizer isto). Mas até ai tudo bem, o clima começa a esquentar quando mostra a pobreza absoluta do nosso pais (sabemos que somos assim, mas quando é nos filmes americanos eles não exageram tanto). E chegou no gota d'água quando mostrou o racismo. Mostrando que macacos que vivem no Rio, ou na favela são ladrões. E uma frase que ficou na minha cabeça foi quando o passaro mal disse algo similar a "isso é que dá quando se dá serviço pra macaco". Sinceramente, nunca deixaria meus filhos assistirem a este filme. Se os americanos são nacionalistas por que nos não podemos ser também? Espero que atentem a estes pontos e assistam novamente o filme com uma visão mais brasileira, e não americana. Esperava muito mais.
Ps: Excelente efeitos
Arthur

Mattheus Rocha disse...

Ana Beatriz, ninguém disse que o filme é feio...
O fato de ser um desenho não quer dizer que é apenas para "a criançada", como foi dito no texto. Ainda mais se tratando de uma obra do Saldanha, que já demonstrou enorme talento na trilogia 'A Era do Gelo' - que é muito mais que apenas entretenimento, diga-se de passagem (também é arte).
Reforçando: filme não é apenas entretenimento, também é arte. E deve levar-se em conta o contexto ao analisar uma obra cinematográfica.
No caso de 'Rio', por ter um diretor brasileiro, e por ele já ter demonstrado um talento digno de admiração, em obras anteriores, vale ressaltar o retrato estrangeiro dado aos personagens cariocas.
O que não faz o filme deixar de ser lindo e entreter... Em nenhum momento foi dito isso.

Anônimo, assim como você, outras pessoas ou comentaram sem ler a crítica, ou não a entenderam. Em momento algum eu disse o que o Saldanha deveria ou não colocar no filme. O que eu critiquei foi a visão estereotipada do povo carioca. Apenas isso... Releia trechos para entender melhor:

"O trabalho em 3D, com planos abertos e profundidade de campo, valoriza as belíssimas paisagens e belezas naturais da cidade, resultando em uma animação visualmente perfeita".

"Com exceção das caricaturas, a composição dos personagens também merece destaque, principalmente as diversas espécies de aves e os macacos espiões, que se comunicam até por SMS (a cena da briga entre aves e macacos é sensacional)".

"Desde a abertura do longa, com a vista panorâmica do Pão de Açúcar e o empolgante desfile de carnaval de aves exóticas, são destacados pontos turísticos do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, Cristo Redentor, Praia de Copacabana e Santa Teresa. Tanto para os moradores da cidade, quanto para quem a conhece, é interessante reconhecer paisagens tão bem desenhadas e transpostas com perfeição para o filme...".

Eduardo, você não estaria chocado com o fato de pessoas terem opiniões diferentes das suas? É normal. A maioria das pessoas não procura o debate, apenas opiniões iguais às suas, infelizmente... O problema da sua visão generalista (e de 99% das outras pessoas que pensam como você - apesar de não saber que método de pesquisa você utilizou para chegar a este número), é taxar quem pensa diferente como chato ou outra coisa. Segundo seu raciocínio, quem gosta do filme 'Rio' é legal e quem não gosta é chato. É isso? Mas, independentemente de seu ataque gratuito e sem sentido, devo te dizer que eu gostei do filme. Achei visualmente belíssimo. Onde eu disse que não gostei? Como respondi ao anônimo acima de você, o que eu critiquei foi a visão estereotipada do povo carioca. Apenas isso...

Em relação a filmes em preto e branco da década de 50, te vários que eu adoro e outros que não gosto. Assim como animações dos anos 2000. Tem várias que eu adoro, como a trilogia Toy Story, a própria trilogia A Era do Gelo, As Aventuras de Sammy etc., assim como tem outras que não gosto. Deixe de lado a visão generalista sem fundamentos e argumetnos consistentes, e debata de forma menos infantil...

Arthur, excelente reflexão. É bom aparecer leitores com espírito crítico para enriquecer o debate, em vez de acusações infantis e sem fundamento.

Eduardo disse...

Arthur, nao seja ridiculo.

Voce nao deixaria seus filhos assistirem a esse filme? O que eh adequado entao para os seus filhos? Novelas da Globo? Big Brother Brasil?

O filme retrata o Rio de uma maneira romantica, vibrante e inocente.

Baixe a guarda e nao procure problemas onde nao existem. O filme eh excelente, uma verdadeira obra de arte, e um motivo de grande orgulho para todos nos.

Paulo disse...

O carioca não para no carnaval?? O que são os engarrafamentos rumo a região dos Lagos e para a Costa Verde??? E os zilhões de blocos todos lotados que correm o RJ há alguns anos??? Você vê a Rio Branco cheia de engravatados no carnaval? Não! Todos estão lá mas fantasiados de alguma coisa e seguindo o Bola Preta. Não precisa de pesquisa para isso. Se você vive aqui há 30 anos sabe muito bem disso.

Nos reconheceríamos o Rio se mostrasse só Olaria e Bonsucesso. Só que da mesma maneira que ninguém faz um filme em Paris sem mostrar o Torre Eifell ninguém irá fazer um filme sobre o Rio sem mostrar seus cartões postais. Simples.

Sobre o rasante do Blu. Oras! Simplesmente não faria sentido porque ninguém reconhece o Rio de Janeiro pelo Rock in Rio. Tradicional e cultural mesmo é o desfile na Sapucaí. A Globo vende o DVD de resumo dos desfiles pelo mundo. Seria um exagero completamente fora de contexto e identidade. Agora, exageros a partir da realidade valem muito! "Os Simpsons" exageram muito sobre o modo de vida da classe média americana e todo mundo gosta , não? Sabemos que é piada. Quando é conosco ficamos sensíveis.Vide o episódio no Rio. Tudo aquilo é verdade, apesar do exagero.Entendeu?



Falei sobre o estereótipo que o Sepultura assumiu ao adotar o batuque brasileiro (ritmos africanos e indígenas) em suas músicas. Os músicos brasileiros mais famosos no mundo todo (Sim. Nenhum outro artista brasileiro vendeu tanto disco ou ingresso lá fora) colocou isso na música. Não seria um estereótipo? É. Mas também não é verdade que a percussão é um elemento importante, eu diria até primordial da nossa música?? Da mesma forma que essa imagem do povo carnavalesco que você critica é um estereótipo mas também é verdade e é sim um fator diferenciador do carioca, do brasileiro. Pode ter carnaval em outras partes mas onde que a população para completamente para brincar é aqui.

Talvez você não aceite isso. A nossa identidade cultural como carioca. A Antropologia Cultural taí para quem quiser ler.

"Esse Paulo tá cheio da grana. Além de ir no show do Ozzy Osbourne, volta ao trabalho mais de uma semana depois do carnaval. Eu volto a trabalhar na minha repartição na quarta-feira de cinzas ao meio-dia. Assim como toda a rapeize da repartição. Até o chefe."

Onofre, então você admite que para de sexta a noite até quarta-feira até o meio dia, não?? Ponto provado.

Paulo disse...

Mas até ai tudo bem, o clima começa a esquentar quando mostra a pobreza absoluta do nosso pais (sabemos que somos assim, mas quando é nos filmes americanos eles não exageram tanto). E chegou no gota d'água quando mostrou o racismo. Mostrando que macacos que vivem no Rio, ou na favela são ladrões. E uma frase que ficou na minha cabeça foi quando o passaro mal disse algo similar a "isso é que dá quando se dá serviço pra macaco".

E não tem pobreza absoluta nas favelas??? Eles não mostram isso nos filmes deles? Amigo, Boyz 'n the Hood. Apenas assista. "Preciosa", que tal? Ou até séries cômicas como "Todo mundo odeia o Cris" isso tá lá.

Usar os micos como vilões menores do filme é racismo??? Por que?? Talvez porque você associe macacos aos negros, não? Aí o racismo tá na cabeça de quem??? Então, leões são perversos (Scar), crianças de um orfanato maltratam seus brinquedos ( Toy Story 3), e baianos são traficantes (Tropa de Elite).

Mattheus e Arthur, há diferença entre ser crítico e paranóico. Um cruzou a linha e o outro foi atrás.

Se tem algo que o Saldana fez foi mostrar como ninguém é inocente na rede de tráfico de animais. Como o Blu foi parar nos EUA? Ele não deixou bem claro que os americanos são receptadores de pássaros contrabandeados???

Yuri disse...

Assisti o filme ontem e claro que ele passa uma imagem caricata do Brasil. Futebol, Carnaval, Favelas, o brasileiro sussegado que desleixa no trabalho (a cena da mulher passando fantasiada e o cara falando: "não é uma dançarina profissional, é minha dentista" num dia a tarde). A animação é linda, a história é politicamente correta, mas tem esse aspecto ruim. O Brasil tem o Sul, o churrasco, os trajes típicos. Tem o nordeste, com suas peculiaridades. A Amazônia e tudo o que ela oferece. Mas sempre é a mesma história. O Rio de Janeiro é uma metrópole, com carros importados e de luxo e não apenas kombis velhas e carros ultrapassados como aparece no filme. Os filmes norte-americanos sempre retratam sua classe média. E o Brasil? Não tem classe média? Esterótipos que só servem para prejudicar nossa imagem lá fora. Mas, fazer o que. Desde o início do século XX o Brasil busca desesperadamente uma identidade (Carmem Miranda, Samba, futebol) e até hoje continua ligada a essa banalização.

Mattheus Rocha disse...

Paulo, você cai em dois problemas chamados de "vícios de debate", assim como inúmeros outras pessoas que comentaram aqui. Em vez de argumentar saudavelmente, você passa a atacar seu interlocutor, de forma gratuita, sem sentido e embasamento, fazendo questionamentos que não têm nada a ver com a análise a que nos propomos, além de lançar mão de generalismos. Sem contar que minha crítica negativa foi apenas à caricaturização de personagens. Destaquei diversos pontos positivos no filme. Mas vamos lá...

Como eu disse, "conheço muita gente mesmo que não se preocupa com carnaval, assim como tem outras que param suas vidas pelas festividades". Não desconheço nem nego que uma grande parte da população carioca para pelo carnaval, mas daí a falar que todos os cariocas param, é exagero e generalização (no filme demonstradas como caricaturização - filme brasileiro pra gringo consumir). Assim como não é verdade que "todos" que trabalham de terno na Rio Branco seguem o Cordão do Bola Preta. Conheço gente que evita blocos justamente por não gostar. Direito delas, assim de quem gosta curtir os blocos. E olhe que eu nem citei o erro de continuidade do clímax de 'Rio', quando, para justificar a inserção da cena da Apoteose no roteiro, eles criaram um caminho para o aeroporto que não existe. E ainda me chamam de chato. rsrs

Agora, um errôneo generalismo técnico. "ninguém faz um filme em Paris sem mostrar o Torre Eifell". E a nouvelle vague francesa??? E os filmes franceses contemporâneos que propõem um estudo - este sim, antropológico/cinematográfico - sobre os subúrbios parisienses ou a situação de imigrantes na cidade, amplificada pela abertura da unificação europeia?

Quanto ao Rock in Rio, você não justificou sua contradição e mais uma vez recorreu ao generalismo. "ninguém reconhece o Rio de Janeiro pelo Rock in Rio"... Ora, como você disse, "A Globo vende o DVD de resumo dos desfiles pelo mundo". E o Rock in Rio tem versões até na Europa... Também não é uma forma de exportação de nossa cultura? Há um grande cenário de rock no Rio, assim como há de samba. Há gosto pra tudo. Você gosta de Ozzy e samba. Qual o mal nisso? É ótimo !! Viva a diversidade cultural.

Paulo, ao dar como exemplo de caricatura como proposta de paródia, como 'Os Simpsons', você então concorda comigo. O que critiquei foi a forma como Saldanha caiu no estereótipo caricatural não tendo como finalidade essa proposta, assim como 'Os Simpsons' tem... Com exceção deste detalhe, 'Rio' é ótimo.

Percussão na música não define um estereótipo, e sim um recurso técnico para enriquecer o arranjo. É óbvio que eu aceito e me orgulho da "nossa identidade cultural como carioca". Se não me orgulhasse dela não me incomodaria com uma visão exageradamente caricatural. 'Brasil Animado', por exemplo, embora seja tecnicamente muito inferior a 'Rio' oferece uma proposta de animação tipo exportação e justamente por isso até achei o filme divertido. Porque não erra em sua proposta, embora não tenha a beleza esplendorosa de 'Rio'. Paulo, eu amo morar nessa cidade, amo o Pão de Açúcar, a Praia de Copa, as belezas de nossa cidade. Não interprete mal minha crítica a um erro técnico de construção de roteiro, evidenciada em seus personagens humanos (as aves são fantásticas).

Agora, em relação ao seu ataque pessoal: eu não sou paranoico e caso você não tenha doutorado em psicologia, psquiatria ou psicanálise, é ofensivo você julgar uma pessoa desta maneira desrespeitosa apenas por discordar de um ponto de vista referente a um filme. Pense melhor antes de usar palavras depreciativas.

Paulo disse...

Mattheus, já que você passou a querer me acusar de ataque pessoal no lugar de realmente debater e passou a deturpar minhas palavras só para provar que você está certo eu não posso fazer nada.

Está dando exemplos de filmes de nicho e não mainstream para comparar com um filme mainstream. Distorceu o que eu disse sobre os Simpsons.

O problema da pseudo intelectualidade é não aceitar que os generalismos existem e sem eles não haveria identidades culturais pelo mundo. Pelo visto você não entende disso ou no mínimo não quer aceitar que o Rio é samba, carnaval e a maioria gosta de pular carnaval e correr atrás do Bola Preta (um milhão de pessoas no último carnaval) e outros blocos.

Comparar a importância do Rock in Rio com a Sapucaí como representante cultural do Brasil foi uma forçação sem igual. Não existe um grande cenário de rock no Rio de Janeiro (muito menor do que em São Paulo). É muito menor do que o do samba, funk , pelo menos.Além do mais, Rock não é nossa cultura. Samba é. Basta olhar a definição de cultura na Constituição de 1988 que isso ficará claro.

Caricatura seria uma cidade animada em pleno carnaval com a maioria das pessoas doidas para cair na folia? Que uma dentista saia fantasiada pela rua?? Isso é caricatura ou realidade? Anos atrás vi meu professor da faculdade, formado em Teologia, com uma lata de cerveja na mão seguindo o Bola Preta. Se mostram isso num filme é caricatura, mas foi na vida real. E aí?Não será que tais coisas acontecem mesmo?

Você quer avaliar a caricatura a partir de um recorte muito, mas muito pequeno que é a sua realidade. Você conhece gente que não gosta disso ou não faz aquilo. Você não está analisando um povo como um todo. Não representa-se uma população pela particularidade de uma minoria (sim, é minoria) e sim pelo maior denominador comum. Em ciências sociais isso é feito direto. Não é possível representar tantas realidades distintas em uma hora e meia de filme. Tem que ser feita uma escolha. É feita aquela mais caracterizante da população. Será que é tão difícil compreender isso?

Quando você escreveu sua monografia conseguiu dar conta de englobar todos os pontos que gostaria sobre seu objeto? Não teve que escolher o que mostrar e ficar com os pontos principais, que melhor representavam e exemplificavam aquilo que você gostaria de mostrar? E mesmo assim, você deixou de mostrar a realidade? Ou algo muito representativo da realidade?



Escrevi pacas.

Paulo disse...

Só uma pergunta: como você trabalha um filme mostrando particularidas de um nicho de dada população? Se já viu Boyz 'n the Hood sabe que essa forma de tratamento é normal. Vai dizer que todos os caras de South Central e Compton arrumam brigas de gangue e fazem churrasco com copos vermelhos cheios de cerveja?

Basta ter o discernimento de compreender e aceitar essas representações. Acho que todos nós somos inteligentes tanto para saber que a generalização faz parte da caracterização de uma população ( que são reais e válidas!), ao mesmo tempo que irão existir unicidades dentro da mesma.

Vai dizer que você não tem qualquer ideia formada sobre argentinos, franceses, ingleses, americanos a partir de uma ideia geral? E pior que estarão certas!!!

Não sei onde você mora aqui no Rio, mas vai dizer que você não tem uma imagem prontinha na cabeça sobre a periferia? E ela será válida. Estereótipos existem e partem de uma verdade ou algo comum e corriqueiro sobre uma localidade ou população.

Não é verdade que nós flamenguistas sejamos ladrões mas corriqueiramente é preso algum bandido com a camisa do Flamengo.

O japonês tem o estereótipo de ser organizado e ordeiro e é uma verdade que o terremoto provou. Estrada destruída recuperada em seis dias!

Quando você entender isso talvez saberá porque estereotipização é utilizada tanto no cinema quanto na literatura.

Não te ofendi! Foi um comentário paranóico do Arthur (típico de brasileiro que vê maldade até onde não tem) e você o elogiou por um comentário obviamente equivocado e , repito, paranóico. Qualquer um com um pouco mais de reflexão perceberá que há diferença entre comentário crítico e comentário paranóico sem fundamento.

P.S.: Você acha um erro de descontinuidade o diretor inventar um caminho para o aeroporto que nem existe num filme onde pássaros falam?

Mattheus Rocha disse...

Paulo, pelo menos você tem uma qualidade que admiro num debate. Não foge da raia, como pessoas que vêm aqui, falam abobrinhas e nem voltam pra ver a resposta e treplicar. Bom, você começou já dizendo que não me atacou pessoalmente e atacando de novo. Meio sem sentido, não? Antes eu era paranóico e agora sou pseudo intelectual? Você precisa me conhecer bem ou, pelo menos, conhecer bem meu trabalho, para me taxar de pseudo intelectual... Eu não concordo com você, mas debato a partir de argumentos, não taxando seu posicionamento como fruto de pseudo intelectualidade ou paranoia. Reforço: debate não é por aí. O fato de se discordar de uma opinião não justifica o pré-conceito sem fundamento de rotular uma pessoa...

Eu não comparei filmes de nicho com de mainstream. A nouvelle vague francesa influenciou e revolucionou o cinema mainstream mundial, atacando a forma de se fazer cinema industrial, se tornando ela própria, mesmo com suas particularidades artísticas, capaz de fazer o que fez, em sua grandiosidade artística e de público nos cinemas, que se mobilizou e se identificou com a realidade diferenciada apresenta pelo movimento (assim como foi o neo realismo italiano)... Movimentos de vanguarda devem ser valorizados. Repito: eu não comparei filmes de nicho com de mainstream. Argumentei comprovando a falha de sua generalização acerca do cinema francês.

Paulo, entenda: eu não nego que haja um forte fator cultural no Rio ligado a samba e carnaval... Não repita o mesmo erro de interpretação. Um milhão de pessoas no Bola Preta no último carnaval. Aham. E quantos milhões no show dos Rolling Stones na Praia de Copacabana? Ou de FatBoy Slim? Ou de Roberto Carlos? Mais de um milhão. Ou seja, repito novamente: eu não nego que haja um forte fator cultural no Rio ligado a samba e carnaval... Mas o Rio é muito mais diversificado que isso. Você não pode chegar e falar: “Rio é só carnaval”, porque não é. Mas, volto a colocar: você está se desvirtuando do foco do debate, que é: O filme ‘Rio’ estereotipa a população de forma simplista, generalista e negativa. Não é difícil perceber isso. (continua)

Mattheus Rocha disse...

(continuação) E outro erro de interpretação: eu não comparei a importância do Rock in Rio com a Sapucaí. Afirmei que o Rock in Rio também é fruto de nossa cultura e reforcei: “Também não é uma forma de exportação de nossa cultura?”. Já que você citou a Constituição de 1988, você deve saber que em seu artigo 216, é definido que “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico”. Ou seja, o Rio não é apenas samba e, obviamente, nem rock. Tanto que no próximo Rock in Rio teremos apresentações de músicos de diferentes estilos.

Não, eu avalio a caricatura a partir do recorte do Rio de Janeiro como um todo, como eu afirmei na crítica. Sim, a população é definida pelo conjunto de particularidades, não de generalidades hipotéticas. É a partir de uma observação de que no Rio há carnaval, há rodas de samba, há show de rock, há a diversidade da Lapa, que podemos chegar à conclusão de que o Rio de ‘Rio’ é um autorretrato equivocado. Falo dos personagens que não são animais. Generalização jamais é real é válida, a não ser que seja uma extensão de uma ideia que pode se aplicar a todos os casos. E obviamente não podemos estender a visão de ‘Rio’ a todos os cariocas.

Repito: “O problema não é o estereótipo, e sim a caricaturização do estereótipo. Há filmes, principalmente de comédia, que têm como proposta criar caricaturas de um segmento. Tudo bem. Mas o problema de um filme que tem como proposta exaltar uma região, como Rio, cair no exagero caricatural e generalista de estereótipos, se caracteriza como erro de leitura, ou, no mínimo, mau gosto e desrespeito com sua população’. Você consegue diferenciar um estereótipo praticado pelo senso comum (que não tem validade conceitual) da caricaturização do estereótipo?

Paulo disse...

Mattheus, não entende que o filme passa na cidade do Rio de Janeiro bem na época do carnaval??

E na época do Carnaval nós nos voltamos ao carnaval. Rolling Stones foi pontual. Estive nesse show e te garanto que os fãs não passavam de 100, 150 mil , se tanto. O resto estava pelo evento. RC idem. Tá... Até tinha um número maior de fãs. Até pq é parte da cultura.

Agora, já foi no Bola Preta? Toca um samba e um milhão e meio de pessoas cantam.

Eu não entendendo o porque de você achar que o alívio cômico que existe em todos os filmes que tem alguma comédia, até Star Wars, é uma caricaturização do estereótipo? Você fala do segurança que se transforma numa louca com roupa de lantejoulas douradas? Ri muito naquela parte! Porque foi comédia! Só para fazer rir. Faz parte dos exageros com o estereótipo que te disse. Pontual e engraçadíssimo para fazer o contraponto ao segurança sério e preciso mostrado segundos antes. Alívo cômico! Puro e simples! Erro de quem leva a sério. É um filme que pássaros falam e filosofam!

Como eu te disse: se a dentista fantasiada passando pela orla em pleno dia de desfile, o auge do carnaval no Rio, é caricatura, o que seria o meu professor teólogo indo atrás do Bola Preta com uma lata de Skol na mão?

P.S.: Um bom debate é comigo mermo!

Paulo disse...

E para concluir por hoje:

No carnaval você dificilmente irá encontrar outra coisa que não samba e pagode, funk ou axé pela cidade.

Qualquer lugar que você vá vê isso. Inegável! Pode ser que aqui ou acolá tenha outra coisa tocando mas em 99¨% dos lugares só toca esses ritmos.

Mais uma vez: como vai mostrar todas as pequenas particularidades que acontecem pela cidade em uma hora e meia de filme? Na sua monografia você conseguiu cobrir tudo , absolutamente tudo do seu objeto ou fez escolhas?

Saldanha fez a escolha pela imagem que nós mesmos temos do carioca. Época de carnaval= samba! Ou será que tal imagem não existe??

Mattheus Rocha disse...

Paulo, se eu não entendensse que "o filme passa na cidade do Rio de Janeiro bem na época do carnaval" não criticaria a visão estereotipada do carioca em tempos de carnaval. Você afirma que "na época do Carnaval nós nos voltamos ao carnaval". Nós quem? Você e os outros 99% da população? (número que continuo sem dar validade). Há muitas excessões!! Eu também estava no show dos Rolling Stones, que foi maravilhoso, por sinal. Só que, detalhe: o público estimado foi de 1,3 milhão de pessoas. Ou seja, se você acha que "os fãs não passavam de 100, 150 mil, se tanto" e que 99% da população carioca curte carnaval como mostrado em 'Rio', você não tem muita noção de números...

Opa !! Onde eu escrevi que "o alívio cômico que existe em todos os filmes que tem alguma comédia, até Star Wars, é uma caricaturização do estereótipo?". Não disse isso !! Os filmes que que têm como proposta criar caricaturas de um segmento têm validade. Outro erro: "No carnaval você dificilmente irá encontrar outra coisa que não samba e pagode, funk ou axé pela cidade". Justamente por uma grande parcela da população não curtir carnaval é que inúmeras casas oferecem uma "saída", com outros tipos de festas e shows.

Já que você não respondeu minha pergunta de se você consegue diferenciar um estereótipo praticado pelo senso comum (que não tem validade conceitual) da caricaturização do estereótipo, faço outra pergunta, que é o foco do debate, infelizmente desvirtuado por pessoas que não aceitam opiniões contrárias, a partir de minha crítica (que você não entendeu):

O carioca, de forma generalizada, só se preocupa com futebol e carnaval?

Marina disse...

Sou patriota logo me decepcionei com este filme. Estava muito ansiosa para vê-lo. Sai do filme arrasada. Carlos Saldanha, você é um brasileiro muito inteligente como você pode fazer isto com a gente???? Para que fazer mais do mesmo? Chega de esteriótipos do Brasil no exterior. Olha só o que você mostrou dos brasileiros: a única criança é abandonada, o único especialista é um idiota, as mulheres são vulgares, os macaquinhos assaltantes (será que podem ilustrar os trombadinhas?), o segurança é um panaca, favela com traficante, pessoas abobalhadas. E como sempre os americanos e que salvam a gente. O que você quer mostrar para os extrangeiros? E pior, o que você quer mostrar para as nossas crianças? Somos só isso? Um pais que só pensa em bunda, futebol e samba? Acho que não podemos nos resumir a isto. Carlos Saldanha, por favor, mostre o que há realmente de bonito no país.

cristina disse...

Cristina Maiseller disse...

Gente posso até estar meio doida, mas acabei de assitir ao filme RIO, aquele da ararinha azul BLUE, e estou estarrecida. Há passagens do tipo turistas no Pão de Açúcar sendo furtados por um grupo de macacos (mas eles não roubam apenas comida, e sim jóias, carteiras e outros objetos de valor). Depois esses mesmos macacos são vistos ostentando todos esses objetos em um baile FUNK. Nesse momento são ordenados por um traficante de animais a fazerem o que ele quer. O capanga desse traficante, nada mais é do que uma cacatua, cuja fala é a seguinte: "- É nisso que dá mandar macacos fazerem um serviço...". Tô doida ou posso dizer: "sacou, sacou?"

Dr. Álvaro disse...

Só três críticas que pesquisei na internet têm uma visão inteligente do filme. A do Mattheus Rocha, a do Marcelo Forlani e a do Pablo Villaça. Mostrar o Rio de Janeiro de forma bonita é uma coisa. Generalizá-lo generica e ofensivamente é outra. É uma pena ver comentários tão destoantes, pois estes ilustram uma sociedade analfabeta funcional, que não tem capacidade de entender um texto claro, e sem capacidade cognitiva para visualizar elementos subjetivos e mensagens subliminares presentes no filme. Recomendo a apreciação dos documentários "Um olhar estrangeiro", que demonstra como o Brasil é visto deturpadamente pelos americanos, e "Lixo extraordinário", que retrata a pobreza do Rio de Janeiro, mas exaltando a dignidade de quem quer melhorar de vida e luta diariamente por sua sobrevivência, sem denegri-la em momento algum.

Anônimo disse...

Eu assisti o filme ontem, e apesar de retratar o Rio no Carnaval nao vi motivo pra tanta indignacao como em alguns comentarios acima.Achei ate sutil e engracada(afinal e um desenho)a forma de mostrar 1(eu disse 1)dos problemas do Rio de Janeiro que sao os trombadinhas.Nao vi mulheres vulgares sendo retratadas, o traficante de passaros e um personagem chave da estoria, entao nao tem como nao mostra-lo,de resto mostrou um Rio de Janeiro belissimo.Muita gente reclama da estoria rasa, talvez eles nao se lembrem de Avatar, cuja estoria e igualmente batida mas foi endeusado por boa maioria dos criticos.Rio fala de um problema serio(no mundo inteiro) que e o trafico de animais de uma forma simples e sem ser sensacionalista.Se nao vai ser um classico, pelo menos cumpre a principal funcao de um desenho animado que e divertir.

Anônimo disse...

Vocês estão tão preocupados em rebater as críticas uns dos outros, que não repararam na visão etnocentrista que estão tendo do filme, era pra ser uma crítica e acabou virando antropologia... acho que vocês deveriam pensar mais no contexto como uma ficção e menos como uma questão cultural, pois se pensarem do ponto de vista de que o filme se passa no Rio, criado por um brasileiro e fabricado em Hollywood, fica bem difícil retratar tudo o que vocês pensam que deveria retratar, pois é impossível agradar a gregos e troianos.

Fabiano disse...

Aos contentes pelo filme, só mostra o quão o brasileiro é um sujeito adestrado, aprisionado, dominado culturalmente, chegando ao ponto de pagar para assistir um filme feito por gente preconceituosa, que ri de nós, mostrando injustamente, equivocadamente nossos problemas no sentido de desqualificar.

Ademais, essa gente escravizada pelo imperialismo cultural americano, que aqui comenta, é de uma MENORIDADE INTELECTUAL sem tamanho, gente que tem acesso à formidáveis ferramentas para o conhecimento, mas ao invéz de fazer bom uso delas, atrelá-se ao entretenimento, perdendo a capacidade de pensar por sí mesmo.

O resultado disso, é a falsa idéia de cidadão do mundo, pq não é. Nós latinos americanos, devemos sim, sermos intolerantes quanto a qualquer ato discriminatório.

Perla disse...

Não há como negar que o filme foi muito bem bolado, que a animação está linda e que a ideia foi boa. Porém, um olhar mais atento nos mostra que o "Rio" apresenta o brasileiro como:
1. "povo que só pensa em carnaval" (nas primeiras cenas do filme isso fica bem claro).
2. "ladrão" (representado pelos macaquinhos).
3. A qualquer momento pode surgir uma mulher/mulata/gostosa rebolando no meio da rua.
dentre outros.

Confesso que isso me deixou um pouco triste porque esperava sair do cinema sorrindo e não pensando no modo como as pessoas criam estereótipos e os vendem para fora como se fossem a "verdade absoluta" se é que isto existe! E o pior, nós mesmos os compramos!

Que fique claro: não estou dizendo que devemos banir o carnaval de nosso calendário, apenas devemos mostrar pro resto do mundo que nos outros dias que sobram do ano, o brasileiro faz outras coisas, que é bom em outras coisas... Que existe vida além do carnaval e do futebol (nossos principais estereótipos). Será que isto é pedir muito?

Anônimo disse...

a visão de brasil é muito estereotipada... o tripé futebol, mulata, carnaval é o que mais tem lá fora...se tem gente que não se ofende por passarmos essa imagem e acha que isso é cultura é porque vamos combinar, está macomunado com o fútil, ou seja, o verdadeiro estereotipado acomodado...vlw

Miguel disse...

Ai galera, o filme RIO assim como todos os outros filmes são explicitamente comerciais, ou seja capitalistas.

Ladrão, prostituta e demais problemas são apenas espelhos da sociedade atual que usa internet e midia para propagar algo invisivel que fingimos não ver.

Por fim se é bom ou ruim não importa o filme cidade de deus não foi bem aceito não é verdade pois tinha muita violencia....hehehehe é isso abraços...

Cris disse...

Gente, eu devia ter assistido ao filme antes de ler a crítica e os comentários aqui... ficou uma sensação pesada, densa... Enfim, vou voltar pra opinar depois que tiver a minha impressão! Ainda estou em transe com as imagens perfeitas do desenho que vi nos trailers e com a mistura fascinante de Will.li.am, Carlinhos Brown e Sérgio Mendes!!!

Anônimo disse...

Legal...

Anônimo disse...

A Animação de Carlos Saldanha não retrata com fidelidade o cotidiano dos cariocas por um único motivo: esse não era, em momento algum, o objetivo do filme. Portanto, não tinha essa obrigação. E se o fizesse, era capaz de tirar parte do brilho. Trata-se da história de uma ave que volta às suas origens. Ficção. Ponto. Não há o que discutir. Nós temos o péssimo hábito de exigir que nos retratem com fidelidade. Mas qual seria essa fidelidade? Apresentar a Av. Rio Branco no horário do almoço? Os engarrafamentos da Lagoa? Os jogos do Maracanã? O entra-e-sai da Rodoviária Novo Rio? O Rio serviu de cenário (belíssimo, por sinal), apenas. Parem de procurar chifre em cabeça de cavalo. Além do mais, em época de carnaval, o povo vive o carnaval sim. São 4 dias em que a cidade para e todos vão à praia e caem na folia. Não vi nada absurdo na animação. Me impressiona é que um homem que vive fora há 20 anos consiga ter a sensibilidade de retratar a cidade muito melhor do que muito carioca por aí. Nota 10 para RIO. O resto é trombeta.

Anônimo disse...

Se um alienígena vir o filme do espaço... sem preconceito nenhum... chegará ao Brasil como:
1) de férias, pois o filme deixa claro que é um país que nem mesmo quem deveria trabalhar ( seguranças ) são sérios.
2) sem nada de valor: pois será roubado
3) sem a esposa, pois vai se divertir com a facilidade da mulherada brasileira.

Morei em Londres por algum tempo... e por essas e outras que nossa fama la fora é justamente essa: macaquitos jogadores de futebol. malandros e folgados...

O filme é lindo, mas coloca nao só o carioca, mas o brasileiro na lata da escória da humanidade... Senhor Saldanha... o senhor pode ser muito bom de animação, mas deu um tapa da cara do brasileiro.
Lamentável...

Betinha disse...

Em minha opinião a animação "Rio" é maravilhosa, impecável em sua produção. Apenas penso que o diretor perdeu uma ótima oportunidade de levar uma imagem de nosso país ao exterior, principalmente Estados Unidos, mais condizente com nossa realidade, já que o Brasil é um país que cresce a cada dia e não é composto apenas de carnaval, favelas e corrupção.

Rogério Bernardo disse...

Assisti à animação do Carlos Saldanha e fiquei dividido entre duas situações. A primeira: O filme, visualmente, é muito bem arranjado. Apresenta com perfeição a paisagem carioca que fora 'escolhida' e a construção das personagens-animais também é, imageticamente, muito boa. A segunda: O enredo é muito fraco. Baseia-se numa sequencia de obviedades que até para a maior parte das crianças é confortável. Isso mesmo, confortával. Não há uma proposta de causar um efeito estético inteligente e 'desestabilizador' das expectativas. Qualquer um sabe que o arara conseguirá voar, conseguirá encontrar sua dona e que esta namorará o pesquisador. Para isso, basta assistir a vinte minutos do filme. Além disso, a apresentação de macacos como ladrões é de extremo mau gosto. Não há sentido, inclusive na constituição da coerência do próprio enredo, de que os macacos roubem objetos dos turistas apenas para tê-los e ostentá-los. Isso, ao meu ver, ficou solto, sem conexão com o restante do enredo. Se os macacos estivessem roubando para comer, faria sentido. Todas as aves atuam como aves, mesmo quando estão sob a dominação dos humanos; entretanto os macacos atuam como humanos, não como macacos.Roubam pela posse, são corruptos, ostentam e, pra piorar, são representações metefóricas de um esteriótipo de parte do povo carioca. Isso é incoerente. Sugiro a leitura de Adorno em "a indústria cultural". Um abraço

Anônimo disse...

Bom na opiniao estao chamando nos todos de ladrao, descaradamente pois macacos sao os ladroes e gangues as dançarinas sao as prostituta cracatua e chefe do bando e o patrao rico e contra bandista de ave e os moçinho e moça e o rapaz do outro paiz,gostei do filme mais carnaval futebol arrastao com os macacos roubando turista, so brasileiro pode achar tudo bonitinho faz um filme desse tipo e lança no usa,nem sai na tela hahahahaha!!!!!!!!!!!!!!!!

Amanda disse...

Nossa, muito me assusta ler alguns comentários, que atacam a crítica baseados no "argumento" isso é só um desenho, só uma animação, só um filme. Só para divertir e entreter.
Infelizmente talvez seja esse mesmo o pensamento. Mas cinema é arte. Para mim a arte além de retratar deve informar, levar a reflexão, ao conhecimento, ao saber, a crítica, ao prazer estético e a diversão quando for o caso. Mas só diversão nunca deve ser o caso.
Ser simplista porque é para criança, acreditem a criança tem a capacidade imagética e de criação de signos muito maior do que o adulto.
NÃO SUBESTIMEM (SUAS, AS) CRIANÇAS!!

Quanto ao filme, quase tudo já foi dito. E concordo com quase tudo que o Matheus diz exceto quanto trava debate ferrenho com relação a carnaval e rock in Rio. As duas coisas tem peso, mas não resta dúvida que o carnaval por enquanto é o signo mais forte, então acho ele deve aparecer no filme. O problema é forma como aparece. Pior que o carnaval é forma como brasileiro é retratado.
Fora isso, se é que alivia, o filme é belíssimo, um brinde ao olhos.

Obs: Enquanto mostrem nos filmes que retratam a Austrália somente os cangurus, só vamos saber que na Austrália tem canguru e mais nada além disso.

Evandro disse...

Tropa de Elite pode mostrar, favelas, traficantes, drogas, corrupção e é aplaudido. Saldanha faz uma bela vista de forma até "eufemístificada" e é criticado porque mostra alguns traficantes de aves e o belo carnaval brasileiro.

Murilo disse...

Olha só, essa crítica tá muito boa, só que vem uns muleques da quinta série falar 'EU ACHEI LINDO O FILME'. Cara qualquer um que tenha conhecimento sobre o que acontece atualmente no Brasil e no mundo, entende essa crítica. Deixa eu falar um termo que vcs entendam.(A VISÃO DO BRASIL NO EXTERIOR É DE QUE AQUI SÓ TEM CARNAVAL COM UM MONTE DE GENTE PELADA. CONCLUSÃO DO BRASIL NO EXTERIOR É QUE SOMOS UNS FRACASSADOS QUE SÓ PENSAM EM FESTA). Se você pensa que o rio de janeiro é só essas coisas bonitinhas que passam nas novelas, você está enganado.

Mattheus Rocha disse...

Evandro, 'Tropa de Elite' não é aplaudido por "mostrar, favelas, traficantes, drogas, corrupção". É aplaudido por estimular uma saudável reflexão e escancarar um problema que precisa ser debatido. Além de ter um roteiro primoroso, direção e atuações perfeitas e parte técnica irretocável. 2010 foi um ano rico do cinema nacional, no qual outros filmes foram aplaudidos e sem mostrar os aspectos que você citou, como 'Meu Mundo em Perigo', 'Reflexões de um Liquidificador', 'Eu e Meu Guarda Chuva' e 'As Melhores Coisas do Mundo', por exemplo.

Quanto a 'Rio', o Saldanha tem sido muito elogiado pela forma belíssima como retrata as paisagens do Rio de Janeiro. Ele tem sido criticado é pela visão simplista e caricatural com que retrata o povo carioca, além do roteiro previsível até para uma criança, diferentemente de animações brilhantes e redondas como 'Up', 'Toy Story' e a própria trilogia 'Era do Gelo'. Você se engana na sua leitura do filme, já que, se for para usarmos figuras de linguagem para analisar a obra, eufemismo é o que não tem. Pelo contrário, 'Rio' é marcado pelo exagero caricatural, ou seja, a hipérbole seria uma leitura mais adequada. Sem contar as metáforas sociais, que o Rogério Bernardo bem destacou em seu comentário.

Arlene Mulatinho disse...

Tecnicamente o filme é perfeito. As imagens são de fato maravilhosas, mas não condiz com a realidade do Rio de Janeiro.
Os macacos pareciam os negrinhos bandidos da favela e aquela fala da águia que não pode dar trabalho de pássaro pra macaco parecia um trocadilho pra negros.
Uma caricatura divertica, bem feita, Rio da bunda, carnaval e samba. Mas na verdade brasileiro nao é tão chegado a samba assim. Triste de quem formar sua opinião sobre o rio baseado nesse cartão postal parcial e tendencioso.
Mas pra quem quer só rir o Rio tá um entretenimento legal.

fabio disse...

Mattheus Rocha .

Concordo com você, e digo mais.

A parte gráfica é nota 10 sensacional.

A história não tem pé nem cabeça, uma criança com menos
de 10 anos, saberá o que é contrabando, trafico de animais, entre outros

É um filme mais voltado para adultos.

A cena dos Macaquinhos roubando os turistas, dá impressão de que o turista não pode confiar em ninguém no Rio, achei péssima ainda mais pra um filme que será assistido mundialmente.
Decepcionei-me com o filme, é tipo de filme para bilheteria, a pessoa se encanta em ir ao cinema, mas dificilmente tem vontade de assistir novamente em casa.

Fabiano disse...

Acho curioso como os Trapalhões/Casseta & Planeta e outos programas de comérdia sempre brincaram com visões esteriotipadas do brasileiro comum... e, quando uma produção gringa faz o mesmo, ficamos sensibilizados.

Rio é um filme de esteriótipos, sim, assim como qualquer episódio dos Simpsons/South Park e filmes de comédia exagerada americana. Mostra uma imagem irreal do Rio de Janeiro? Sim, mas calcada em uma base real. E qual o problema disso? Será que é tão difícil rir um pouco da nossa desgraça? Não é tão difícil rir dos Simpsons qdo eles mandam a Australia se catar e esculacham a cultura local. Ou quando eles sacaneam a rodo a cultura americana. Toda vez é isso. Quando os Simpsons fizeram o capítulo no Rio, todo mundo ficou revoltadinho. Quando o Michael Jackson filmou o clip na favela, todo mundo ficou revoltadinho.

Mas quando bate as férias, todo mundo vai pras "Zoropa", pra conhecer Paris e Londre, pq lá é q é legal. Quando compra vinho, vai logo no francês/italiano/chileno/argentino, pq vinho brasileiro é uma 'porcaria'. Reclama que no Brasil não tem trem pra tudo quanto é lado, mas acha uma besteira fazer o trem-bala, pq 'se é feito no brasil, não deve ser bom'. Acha a Barra da Tijuca o máximo pq parece Miami. Vai no Outback pq se sente num filme americano. Compra a máquina do Nespresso com suas cápsulas vagabundas pq é chique, enquanto temos o melhor café do mundo no Brasil.

O Brasileiro (e, principalmente, a elite brasileira), não compreende que o que faz esses povos terem uma cultura forte á o amor à própria terra e, principalmente, valorização do proprio produto. Se vc for para a França e pedir um vinho italiano, vc é um louco. Se for para a Colônia na Alemanha e não pedir um koelsch, é um idiota. Se tentar construir uma casa com arquitetura ameircana em Vienna, é mal visto. Se quiser comer um queijo Brie francês na Itália, é um otário.

Para o Italiano, o melhor lugar do mundo é Milão; para o francês, Paris; para o Alemão, Berlim; para o Inglês, Londres; para o Espanhol, Madrid; para o Catalão, Barcelona; para o português, O Porto; para o norteamericano, pode ser NY ou LA ou São Francisco E para o brasileiro?

Isso aqui é uma nação condicionada desde pequena a olhar sempre para fora, pq tudo daqui não presta. E essa baixa auto-estima se reflete na nossa incapacidade de aceitar um sarcasmo ue venha de fora.

Irathel disse...

Mattheus Rocha penso semelhante a você, roteiros desse tipo deixam claro qual é a visão do brasileiro lá fora, já ouvi de mais "sangue malandro", "espertalhão"... e o fato é que nem todos somos desse tipo, acredito que nesse aspecto o filme é totalmente falho, digno de uma sessão da tarde de quarta feira.

Anônimo disse...

RESUMINDO O FILME MOSTRA ATRAVÉS DE DESENHOS BICHO...QUE BRASILEIRO É MALANDRO,LADRÃO...

QUE VERGONHA DE FILME....

patricia disse...

Mattheus, excelente crítica. Assisti o filme com meu filho e sai encantada com a qualidade técnica do mesmo mas muito decepcionada com a imagem estereotipada do Rio, do povo carioca, aliás, do brasileiro.
Mas na verdade, a minha maior decepção reside no fato que se trata de um diretor brasileiro. Se fosse estrangeiro, seria mais compreensível, mas é muito triste ver que um brasileiro alcança a posição que o Saldanha alcançou, tem nas mãos a oportunidade de mostrar para o mundo todo que o Brasil tem sim, carnaval, favela,marginalidade, gente bonita, festeira e louca por futebol, mas que não é só isso, e acaba deixando passar batido essa oportunidade. Para mim, era a a grande oportunidade de também mostrar, ainda que sutilmente, que além de lindas paisagens, temos uma riqueza cultural, que temos patrimônio histórico e artístico, que temos pessoas honestas, inteligentes, trabalhadoras e otimistas (porém não bobas), que há outros esportes além do futebol, que há educação, policiais honestos, que na favela também tem famílias sólidas e trabalho social, enfim tantas outras coisas que apesar de não darem tanto ibope estão aí, no cotidiano do Rio, do Brasil.

Anônimo disse...

Fui ao cinema e confesso que saí de lá um pouco revoltada. Adorei as cores, as paisagens, cheguei a me arrepiar com as músicas que mostram tanto do nosso Brasil, mas não gostei nada de terem mostrado o nosso povo como contrabandista.
Já no início do filme, quando Blu está sendo contrabandeado para outro país, aparece o escrito "LONGE DO RIO" (ou algo assim). Por que não aparece "Estados Unidos da América"? Ou seja, Blu caiu de um caminhão "por acaso" em Minesota. Contrabandistas são os brasileiros e não os norte-americanos.
Outra coisa que não gostei foi o fato do ornitólogo Túlio ser mostrado como um tonto, que precisou da ajuda de uma heroína norte americana para salvar a arara Blu.
Mas o que mais me deixou triste, foi ver a maneira como as nossas crianças cariocas foram representadas: um pobre garotinho negro, abandonado, que ganha dinheiro ajudando traficantes.
Bem, resumindo, não gostei.
Não escrevo com crítica de cinema (que não sou); dou a minha opinião de brasileira apaixonada pelo Brasil, que conhece os grandes problemas de nosso povo, mas que sabe também, que grande parte da nossa população é de gente que trabalha com dignidade e respeito. Heróis brasileiros que, infelizmente, não foram mostrados nessa animação.

Anônimo disse...

Assisti hoje com minhas filhas. Pecou em colocar macaquinhos roubando jóias,... É filme para crianças, mas chutou mesmo o balde.

Júlia Oliveira disse...

Eu sinceramente acho um absurdo que tenham pessoas que sintam orgulho em assistir um filme que "homenageia" o Rio de Janeiro. Que tipo de "homenagem" é essa? Sendo um filme para crianças, acho que os roteiristas passaram do ponto das mensagens subliminares nele contido. Falar que os MACACOS roubam os turistas, acho que tem uma segunda intensão nisso... Sem tocar na parte da criança órfã do filme. Achei de extremo mal gosto, e muito preconceituoso. Senti muita vergonha de ver um filme infantil sobre nossa cidade com tantas mensagens desse tipo... Lamentável.

Ana disse...

Que filme é esse?????
A luz que se acaba no meio de um jogo de futebol insinua algo sobre a capacidade do Brasil de sediar copa e olimpiada?????
Os macaquinhos ladrões seriam os garotos abandonados e reféns do tráfico do Rio que fazem arrastão????
Por que a salvação da espécie dependeu de uma americana que "soube cuidar do animalzinho?? Estão insinuando algo?????
E por que o simpático cachorro Luiz, além de quase cortar o dedo naquela máquina, sobe no carro alegórico e canta "Daqui não saio, daqui ninguém me tira"????
Acho que pensam que somos idiotas!!!!!!!!!!!!
E que tal se o cachorrinho se chamasse OBAMA?????
Chega de aplaudir sucesso norte americano!
Vamos abrir os olhos para o que eles querem dizer de nós ao mundo!!!
E o diretor do filme? Será que é brasileiro mesmo????????
Que saudades do OSAMA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ana

Anônimo disse...

gente o que ísso , é so um filme , senta no cinema e curte tem tantos filmes ruim tanto americanos como brasileiro , mais esse eu amei

Anônimo disse...

O négocio é o seguinte, pouco me importa se o filme mostra um Rio verdadeiro ou não. Gostei de um comentário que fala que quando vemos um filme sobre a Austrália eles mostram cangurus.
Eu me diverti, meu filho assitiu diversas vezes e adorou, tanto que ele pediu o DVD.
Rio não descepciona e a proposta é exatamente essa: divertir!

Antonella disse...

OUÇAM.
Acontece que você pegam pesado. O filme é para crianças. E, com licença, não subestimem as crianças.
Os saguis roubando, isso não agradou muito.COMO SE isso não acontecesse. Não esqueçamos que... eles fazem isso mesmo. Principalmente com comida. Sim, eu perdi um dos brincos enquanto fotografava um, e outro deve ter pego.
Talvez... Não, com certeza há deslizes. Mas então... Os norte-americanos não deviam reclamar de "Os Simpsons"? Qual é?
O grosso da população é ignorante. COMO SE isso não acontecesse com outros filmes, também. O simples fato de o protagonista de "Ratatouille" ser um rato já deixou os franceses um tanto revoltados, mas tenho certeza de que não foi nada assim... tão... É.
POR FAVOR, vamos cooperar. Vamos tornar o Brasil um lugar melhor e... opa... ATÉ PARECE que o Brasil é tão ruim assim. Vejamos a nós mesmos com outros olhos. Olhos mais compreensivos.

@carloscleiton disse...

Sinceramente, Matheus, o ponto da crítica em que você fala sobre a questão da população do Rio de janeiro falar inglês fluente em "Rio" foi um pouco absurda. Toda sua crítica tem um bom fundamento e por isso dou meus parabéns, mas nessa parte do inglês, admitamos, você pecou. Em grandes filmes de Hollywood que se passam na Grécia, na China, na itália, todo mundo fala inglês. Por que "Rio" teria que ser diferente? Deveria ser uma "Paixão de Cristo" de Mel Gibson que usou a lingua nativa da época em que a história se passa?

Mattheus Rocha disse...

Carlos, obrigado pelos parabéns.

"Em grandes filmes de Hollywood que se passam na Grécia, na China, na itália, todo mundo fala inglês" e acrescento: sem respeito algum pela cultura local, transformando a pluralidade cultural em padronização, visando grandes bilheterias, ou seja: lucro.

Por que 'Rio' tem que ser igual à mesmice? Por que não inovar corajosa e artisticamente como Mel Gibson em 'Paixão de Cristo'?

Embora seja predominante, essa padronização cultural, em detrimento da riqueza artística, felizmente, não afeta diretores corajosos, que privilegiam a arte e ainda produzem seus filmes.

Anônimo disse...

Bom *-*

Anônimo disse...

Um brasileiro querer levar para o mundo a imagem de um País sujo através de um desenho é ridículo. A parte técnica do desenho é linda, mais como já disseram em outro comentário aí, já existe tropa de elite para isso...
Mostra um garoto órfão participando do tráfico de aves, uma mulata atravessando a rua de fio dental, e o personagem diz: não se preocupe amanhã estará todo mundo assim, como se todas as mulheres, generalizando andassem só de fio dental, e ainda, criminosos participando de um desfile de carnaval como se fosse a coisa mais simples é ridículo...
Carlos Saldanha deve ter esquecido que é brasileiro...

Anônimo disse...

Antes que eu me esqueça os macacos roubando é de estremo malgosto............................................rdículo

Anônimo disse...

O que vi nesse filme foi uma interpretação americanizada do nosso país.
Arara azul no Rio de Janeiro???
Tantos tucanos em que floresta???
Foram tantas as metáforas que encheram o saco.
O filme é apenas bonitinho...

Anônimo disse...

Este filme é um verdadeiro lixo e este diretor deveria ter o bom senso de zelar pela sua pátria pois apesar de sabermos que o Brasil vive no caos da falta de ética , corrupção generalizada , extrativismo de suas esperanças , etc... uma obra em película acaba por eternizar situações. Assim sendo para mostrar ao mundo que os estadounidenses são pessoas de alto padrão moral que se espantam com a verdadeira zona (puteiro mesmo) daqui é completamente dispensável e destrutivo para nossa auto-estima ,ou seja , melhor deixar só o noticiário. Soma-se a isto Carlinhos Brown e outros ajudarem com suas artes uma obra tão preconceituosa.Esta gente é séria? Claro que não. São comerciantes da pior espécie.

Anônimo disse...

o

Anônimo disse...

O filme é muito legal mais uma ave ke naaaum sabe voar nada ver mais o filme tah fila vlw galera

Michael Fernandes disse...

Quando a gente assisti um filme, pra alguns é só um filme, pra outros oque há por traz dele..Mesmo dizendo que o filme é para crianças e adultos, ambos veem diferente a forma de ver , imaginar e divertir.Depois desses comentários e debates percebi que tudo mudou, é interessante mesmo quando olhamos de outra forma.

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