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Os mais chegados à psicologia sabem que na infância estão os acontecimentos que formam uma importante parte de quem somos, e diferente de outras fases da vida, nossas lembranças dessa época não permanecem em nossa memória mais superficial com mesma a clareza que temos de nossa adolescência e juventude. Assim como o desenvolvimento do corpo depende diretamente do leite materno das primeiras refeições, a forma como o mundo nos é apresentado enquanto nossa consciência está sendo formada nos conduz por caminhos invisíveis até o fim de nossas vidas.

Assim é a história de Thomas (interpretado por três atores: Gabin Lefebvre, Maxime Renard e Vincent Rottiers), um garoto francês que desde muito cedo teve que enfrentar a rejeição de quem mais deveria amá-lo, e assumir responsabilidades injustas para uma criança de sua idade. Thomas, e seu irmão biológico mais novo, são filhos adotivos de um casal que se esforça para ser uma família comum e feliz. Com François (Ludo Harley e Olivier Guéritée), o irmão mais novo, as coisas correram bem e ele cresce como um garoto comum, mas Thomas, que mantém lembranças de momentos traumáticos de seus primeiros anos, passa a infância e a adolescência buscando o amor de sua mãe verdadeira, e acaba descontando a dor de sua rejeição em seus pais adotivos.

Por volta dos 20 anos, e após tentativas frustradas de se apresentar à Julie (Sophie Cattani), sua mãe de sangue, Thomaz cria coragem para estabelecer uma relação com ela e passa a frequentar sua casa, sem dizer nada a ninguém. A partir daí, Thomaz irá usar todas as suas forças na tentativa de ter de volta o amor maternal de sua infância, mas nem tudo sai como desejado. Feliz Que Minha Mãe Esteja Viva possui personagens bastante realistas e humanos, e é possível perceber uma preocupação muito grande no trabalho dos diretores Claude e Nathan Miller em manter a coerência psicológica de cada personagem, o que pode ter sido valorizado pelo fato do trabalho ser baseado em uma história real.

Por: Lucas Siqueira Cesar 

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Feliz Que Minha Mãe Esteja Viva (Je suis heureux que ma mère soit vivante) – 90 min
França – 2009

Direção: Claude Miller, Nathan Miller
Roteiro: Emmanuel Carrère (história), Alain Le Henry, Claude Miller, Nathan Miller
Elenco: Vincent Rottiers, Sophie Cattani, Christine Citti, Yves Verhoeven, Maxime Renard, Olivier Guéritée, Ludo Harley, Gabin Lefebvre, Quentin Gonzalez

Estreia: 25 de Março.

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