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Como um bom filme inglês, temos um período histórico decisivo para o país tratado com toda a pompa e circunstância. O rei George VI (Colin Firthassume o trono após a desistência de seu irmão, e, gago, teme realizar os discursos direcionados à sua nação. Uma premissa como essa poderia não ser valorizada em dias atuais, logo, o roteiro faz questão de contextualizar a importância da fala de um rei diante do advento do rádio e, principalmente, da iminência da Segunda Guerra Mundial.


Apesar do livro já ter sido adaptado em 1969 – dando o Oscar de Melhor Ator para John Wayne, papel hoje comandado por Bridges , os diretores conseguiram um filme que não pode ser considerado simplesmente um remake. Apesar de beberem da fonte original, é possível ver a adaptação dos traços mais característicos dos Coen em cada frame: estão lá o humor negro, o tratamento de cores e as longas tomadas retratando a paisagem árida (que lembram muito Onde Os Fracos Não Têm Vez, outra obra de Joel Ethan, vencedora dos Oscar de Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Ator Coadjuvante de 2008).


Se A Rede Social contasse a história da criação de uma imobiliária ou de uma fábrica de carros, e não do Facebook, não teria a menor graça. Apesar de não ser um filme especificamente direcionado ao público geek, e ter interessantes elementos dramáticos sobre escolhas, prioridades, relacionamentos e, principalmente, ambição, não acredito que quem não esteja familiarizado com redes sociais e web 2.0 entre na história. O roteiro é dinâmico e alterna a linha do tempo entre a criação da rede mais famosa do mundo e os acordos extrajudiciais que Mark Zuckerberg teve que enfrentar, à medida em que o Facebook crescia. "Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos".

Bem vindo a um mundo de sonhos e imaginação. Don Cobb (Leonardo di Caprio) é o líder de um grupo que invade sonhos para roubar importantes informações e segredos das mentes de pessoas poderosas, enquanto dormem. O roteiro, dividido em limbo, sonhos, sonhos dentro de sonhos e realidade (será?), apesar de complexo, não é confuso. O espectador é brindado, logo de cara, com uma surpresa atrás da outra. O diretor Christopher Nolan - de Amnésia (2000), Batman Begins (2005) e Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008) - gosta mesmo de trabalhar com dramas e suspenses psicológicos.

Alguns atores se destacam pela capacidade de interpretar tipos específicos. Outros representam um perfil camaleônico e encaram transformações físicas inacreditáveis no intuito de garantir verossimilhança a determinado personagem. Christian Bale é um deles. O ator emagreceu 28 quilos para viver um insone no filme O Operário (2004), depois apareceu musculoso em Batman Begins (2005) e, agora, volta a emagrecer para compor um ex-lutador de boxeviciado em crack, em O Vencedor, do diretor David O. Russel.

Em 25 de abril de 2003, o alpinista Aron Ralston visitava o que ele chamava de sua “segunda casa”: as montanhas de Utah, nos Estados Unidos. Conhecedor profundo dos caminhos e das passagens secretas existentes no local, ele não poderia imaginar que passaria as 127 horas seguintes com o braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência foi caracterizada por momentos de nervosismo alucinações, que posteriormente foram contadas no livro Between a Rock and a Hard Place.

Diz-se que o cinema é o equilíbrio perfeito entre o real e o irreal. Que as imagens em movimento emprestam uma dose perfeita de realidade à fantasia que é a sétima arte. Mas o arrebatamento que alguns filmes causam, nos faz repensar esse equilíbrio, fazendo-nos considerar a hipótese daquela história estar acontecendo exatamente naquele momento em que estamos assistindo. Somos tocados pelos acontecimentos, sentimos o que os personagens sentem, vemos o que eles veem, da maneira que eles enxergam o mundo... E isso, nenhum recurso 3D consegue superar: essa experiência de ser capturado pela ficção, de se entregar à sua verdade irreal!

O tempo passa, e Andy, o dono dos adoráveis brinquedos protagonistas, cresce e vai para a faculdade. Mas antes, sua mãe quer que ele deixe tudo arrumado e separe o que vai levar e o que não vai. Ao ouvirem este diálogo, WoodyBuzz Lightyear e seus amigos percebem que podem parar em três lugares diferentes: eles serão guardados na caixa da faculdade, do sótão ou no saco do lixo. Mas um capricho do destino irá levá-los a um lugar completamente diferente, uma creche, onde nada é o que parece ser, e eles terão uma incrível aventura pela frente. Novos brinquedos entram em cena, incluindo um super vilão, mas o casal Barbie Ken rouba a cena, com a hilária metrossexualidade dele e a aparente fragilidade dela.

Dramas humanos não distinguem opção sexual. A diretora californiana Lisa Cholodenko, que tem o currículo recheado de experiências com séries de televisão, aproveitou o fascínio da atriz Julianne Moore por projetos mais autorais e a cooptou para, ao lado de Annette Bening, desmistificar os dramas de um casal de lésbicas às voltas com os desafios de criar uma família (dita) não convencional.

É preciso muita coragem para, com 17 anos de idade, um irmão de 12, uma irmãzinha de 6, uma mãe doente e um pai desaparecido, encontrar forças para enfrentar sérios problemas deixados pelo pai Jessup Dolly. Mas, Ree Dolly (Jennifer Lawrence, de Vidas que se Cruzam) parece ter essa coragem. Ou precisa ter. Membro de uma família envolvida com tráfico consumo de drogasRee precisa ir em busca da verdade sobre o desaparecimento de seu pai após ser ameaçada de despejo, devido ao fato dele ter deixado a casa como garantia para pagar sua fiança da prisão. Durante sua trajetória, Ree nos guia por um cenário frio e isolado.

* Para ler as críticas completas, clique no título do filme.

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