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O simples fato de ter o nome de James Cameron envolvido em um projeto, seja como diretor, roteirista ou produtor executivo, como em Santuário, já é garantia de bilheteria. Não é à toa que este suspense de ação inspirado em uma história real terá nesta sexta-feira a maior abertura em 3D já registrada no Brasil, com 207 salas 3D, além de 71 no tradicional 35mm – uma a mais que a animação Enrolados, que estreou em 206 salas, e Tron: O Legado, com suas 200 salas 3D. 

Apesar de ter sido filmado com as mesmas técnicas de fotografia tridimensional das lentes desenvolvidas por Cameron para Avatar, que já tem duas sequências confirmadas, para 2014 e 2015, o que mais chama a atenção em Santuário não é o visual, mas sim o suspense envolvendo uma equipe de exploradores e mergulhadores, que, em meio a uma tempestade tropical, ficam presos em uma gigantesca e opressora caverna subaquática, em Papua Nova Guiné, que mais parece um labirinto intransponível.



Este recanto selvagem e inexplorado exerce um poder de fascínio e medo, até mesmo entre alguns dos exploradores mais experientes, o que dá à caverna características de um personagem "vivo", que "dialoga" com os protagonistas, assim como o oceano sem fim de Mar Aberto (2003), o gelo de Pânico na Neve ou o caixão de Enterrado Vivo. A iluminação de algumas cenas, inclusive, lembra a ambientação claustrofóbica do filme estrelado por Ryan Reynolds

As belezas da paisagem ao redor da caverna, mostradas do alto, para dar noção ao espectador do recôndito lugar em que os personagens se encontram, pode até fazê-lo lembrar do universo de Pandora. Mas, à medida em que os exploradores se aprofundam nos sistemas de túneis da caverna, o ambiente logo se torna isolado e hostil. Além de ser um suspense de ação instigante, Santuário também dá espaço ao drama proveniente de uma conflituosa relação entre pai e filho, que, com o perdão do trocadilho, apesar de não ser profundo como a caverna, por falta de espaço no roteiro para ser desenvolvido com maior consistência, flui de uma maneira interessante. Estreia: 04 de fevereiro.

Santuário (Sanctum) – 109 min
EUA, Austrália – 2010
Direção: Alister Grierson
Roteiro: John Garvin, Andrew Wight
Com: Richard Roxburgh, Ioan Gruffudd, Rhys Wakefield, Alice Parkinson, Dan Wyllie, Christopher Baker, Nicole Downs, Allison Cratchley, Cramer Cain



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  1. Eu gostei muito do filme, pelo menos foi melhor do que algumas coisas que tenho visto. Talvez até pelo fato de te-lo visto em 3D, a sensação de clautrofobia foi imensa, cheguei a ter falta de ar.

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  2. Para não passar linhas discutinho a razão e a emoção, apenas repetindo a crítica que escrevi ao mesmo filme em meu blog, deixo o link dela aqui, caso interesse, mas discordo de você, caro Mattheus Rocha
    , desde já, sobre o filme ser toda essa maravilha.

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  3. Caio, eu não disse que o filme é "toda essa maravilha"...

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  4. O filme é muito ruim, o roteiro é fraquíssimo e nem o 3D compensa o dinheiro gasto com ingresso. Aliás, está cada dia mais difícil encontrar algum bom motivo pra ir ao cinema...

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  5. Filme decepcionante! Efeito 3d fraco, o roteiro é cheio de clichês e as cenas são cansativas. Péssimo!

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  6. Ótimo filme,só as imagens iniciais de Papua Nova Guine ja valeu a pena... quem ja entrou numa caverna sentira fortes emoções, mas quem conhece a vida só de um sofa de sal, pode achar monotono

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