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Em tempos de premiações, as telas de cinema são preenchidas com aqueles filmes que podem ser considerados “feitos para as estatuetas”. E, nessa disputa, quanto mais nos aproximamos da data do Oscar, a maior premiação do cinema, um favorito desponta como a principal aposta dos especialistas. Esse ano, como não poderia ser diferente, temos um escolhido: O Discurso do Rei

Como um bom filme inglês, temos um período histórico decisivo para o país tratado com toda a pompa e circunstância. O rei George VI (Colin Firth) assume o trono após a desistência de seu irmão, e, gago, teme realizar os discursos direcionados à sua nação. Uma premissa como essa poderia não ser valorizada em dias atuais, logo, o roteiro faz questão de contextualizar a importância da fala de um rei diante do advento do rádio e, principalmente, da iminência da Segunda Guerra Mundial.

Se existe um segmento no qual o filme pode ser considerado imbatível é no quesito atuação. Geoffrey Rush, o Barbossa de Piratas do Caribe, domina a tela como o terapeuta de fala do rei. E se Colin Firth, de Direito de Amar, já estava no patamar dos atores que entram na fila por um prêmio, desde o ano passado, essa é sua grande chance.



Vencedor dos principais prêmios do Sindicato dos Atores (SAG), além do Sindicato dos Diretores  dos EUA (DGA), é pouco provável que O Discurso do Rei não receba o Oscar de melhor filme. De certa forma, é um prêmio merecido. Estamos falando de uma produção impecável e com ótimas atuações. Ainda assim, creio que se trata de um fenômeno retrógrado. Num ano em que tivemos a oportunidade de assistir a obras controversas, modernas e audaciosas e aqui cito especificamente A Rede Social, Cisne Negro e A Origem , é estranho ver a consagração de um filme considerado “clássico”.

Esse fenômeno só confirma os equívocos gerados pela temporada de prêmios. Não podemos esquecer que grandes obras e seus diretores passaram em branco nesse período de Charles Chaplin a Stanley Kubrick. É aguardar e ver quais das obras citadas serão lembradas no futuro como filmes representantes desta geração. Estreia: 11 de fevereiro.

12 Indicações ao Oscar: Filme, Diretor, Ator (Colin Firth), Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush), Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), Roteiro Original, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Edição, Trilha Sonora Original, Mixagem de Som

O Discurso do Rei (The King's Speech) – 120 min
Reino Unido, Austrália, EUA  – 2010
Direção: Tom Hooper 
Roteiro: David Seidler
Com: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Jennifer Ehle, Guy Pearce, Michael Gambon, Timothy Spall



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  1. Muito interessante o filme, vale sim o Oscar pela ótima atuação de Colin Firth e Geoffrey Rush.

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  2. Muito interessante o filme. O que mais me deixou pensativo, foi a maneira de passar para o público como um homem comum,o terapeuta da fala do rei (Geoffrey Rush), pode se tornar tão importante. capaz de ajudar toda uma nação, através de sua habilidade.

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  3. O trabalho do actor Colin Firth é memorável. A sua actuação em conjunto com a do Geoffrey Rush dá um ênfase muito grande a todo o enredo. Parabéns pelo filme!

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  4. De: Sequeira

    Meu deus tá lindo este filme!! Paguei para ver e pagava novamente! adorei a prestação do actor e decididamente merece o óscar que recebeu, tal como os restantes dedicados ao filme!! é 5*! aconselho vivamente!

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  5. Vi somente hoje e valeu a pena mesmo, mostra muito de ajudar o outro, acreditar no seu potencial, confiar no amigo, não temer ensinar ou aprender coisas novas, pois sabendo-se do que é capaz pode-se ir muito longe.

    Vou procurar o livro com mais detalhes!

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  6. Nossa, eu achei esse filme sensacional!
    Valeu e muito o OSCAR para melhor filme, diretor e principalmente, melhor ator.

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  7. Considero um bom filme. Mas, de maneira alguma, o melhor dentre os concorrentes. Muito menos a melhor direção.
    Enfim, ganha a filme mais simpático...

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  8. Um gago aprendendo a falar...sem comentários; os outros concorrentes deviam ser muito ruins...

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  9. Esperei mais conteúdo do filme. Poderia-se ter ido além da questão somente da fala do rapaz. Por ex, o poder que ele chegaria a ter no poder, diante da situação de guerra e até mesmo a vitória, no caso.

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