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Como típico filme produzido pela Disney, Tron O Legado (Tron Legacy no original), é um filme para toda família, com direito a versão 3D, que, aliás, cabe bem a esse gênero de filme, embora neste as cenas não tenham sido elaboradas para explorar tanto esse recurso. Tron é visualmente empolgante, deixando bem claro a diferença entre a computação gráfica de hoje e os recursos de efeitos visuais (na época, uma inovação) do anterior Tron Uma Odisséia Eletrônica (1982) do diretor Steven Lieberg

Por ter sido feito para atingir um público variado, o roteiro não aprofunda as discussões tecnológicas (uma pena), investindo mais na relação pai Kevin Flynn (Jeff Bridges) e filho Sam Flynn (Garrett Hedlund) , estruturada a partir da separação de ambos e do reencontro no universo da rede de computadores. Kevin Flynn é o diretor da Encom International (uma multinacional de softwares) e fica mais de 20 anos desaparecido depois de desenvolver uma tecnologia capaz de introduzí-lo no sistema de computadores através de um portal, abrindo uma conexão entre o mundo real e o sistema de computadores de sua empresa. No universo dos computadores, Kevin cria Clu 2.0, um clone de si mesmo para fazer o programa Tron, de Alan Bradley (Bruce Boxleitner), desenvolver a rede. 


Clu 2.0, representando todo o seu “lado mal”, exerce seu papel de liderar uma “sociedade” dentro do sistema, de forma ditatorial, com o objetivo de reabrir o portal que comunica o mundo real e o sistema, para que este domine o mundo dos usuários. Clu 2.0 deseja declarar guerra à humanidade. Kevin, que detém a chave capaz de abrir o portal, mantém-se durante todos esses anos foragido, vivendo como um monge meditando e aguardando o caos, a virada, a oportunidade de acabar com as pretensões de Clu 2.0. Quorra (Olivia Wilde, a 13 de House MD), companheira de Kevin, representa os programas ISO que surgiram naturalmente no sistema, sem terem sido programados. Sendo a última naive sobrevivente, ela é a esperança de mudar o mundo real junto com seu filho Sam, segundo as palavras do próprio Kevin. 

Partindo de um objetivo inicial dito nobre, Kevin acreditava que poderia ser Deus e recriar o mundo real de maneira perfeita a partir do universo criado por ele na rede de computadores. O problema é que objetivos megalomaníacos, como esse, podem até ser aparentemente bem-intencionados, mas acabam cedendo aos inevitáveis chamados do desejo de poder. Suas pretensões de criar um mundo perfeito, à imagem e semelhança de seu sistema, parecem mais uma forma de privar a humanidade de sua liberdade (como em qualquer ditadura) do que de gerar benefícios para ela. Estreia: 17 de dezembro.

Tron - O Legado (Tron - Legacy) - 125 min
EUA - 2010
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Edward Kitsis, Adam Horowitz
Com: Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Bruce Boxleitner, Olivia Wilde, James Frain, Beau Garrett, Michael Sheen 



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