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No início de A Sétima Alma, um homem aparentemente esquizofrênico liga para seu psiquiatra pedindo ajuda, pois Abel (Raúl Esparza) sente que está perdendo o controle de suas faculdades mentais. Ele acredita que dentro dele vive um assassino, mas este não seria uma de suas múltiplas personalidades, e sim um demônio. Uma série de acontecimentos nos faz crer na suposta morte de Abel. Na mesma noite nascem sete crianças. Alguns especulam que elas carregariam parte da alma do assassino. Ao completarem 16 anos, coisas estranhas relacionadas ao assassino, começam a acontecer!

Wes Craven já brindou o grande público com o inesquecível Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo (1984). E repetiu o sucesso com a franquia Pânico. Craven é um dos poucos diretores que optam por um gênero. Quando se faz uma escolha desse tipo, duas coisas podem acontecer: o diretor se tornar especialista e dominar totalmente o gênero, ou acabar por repetir velhas fórmulas. E, infelizmente, a segunda opção é o caso de A sétima Alma (My Soul to Take no original). A velha fórmula se repete: adolescentes em perigo divididos entre nerds e valentões, perseguições na floresta, sustos no espelho e a deixa para uma continuação.

Nesta obra, Wes Craven assina a direção e o roteiro, o que gerou expectativa no grande público que é fã de filmes de horror. Comparando com o recente Demônio, este se mostra um pouco mais assustador. Velhos truques ainda funcionam. Apesar de o final deixar a desejar, o desenrolar da história se sustenta. Não espere uma obra prima do gênero de terror, mas um filme agradável e com um nível médio de sustos. Temos a impressão de assistir algo feito nos anos 80. Pena não ser como o Freddy Krueger. Estreia: 10 de dezembro.

A Sétima Alma (My Soul to Take) - 107 min
EUA - 2010
Direção: Wes Craven
Roteiro: Wes Craven
Com: Max Thieriot, John Magaro, Denzel Whitaker, Zena Grey, Nick Lashaway, Paulina Olszynski, Raúl Esparza



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