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São inúmeros os relatos de pessoas que, em situações extremas, desenvolveram forças que nunca haviam imaginado: conseguiram nadar para escapar de um afogamento, passaram dias soterradas e sobreviveram, correram riscos para salvar alguém... Enfim, foram capazes de lutar até o limite. E é com a afirmação “Não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder”, que 72 Horas chega aos cinemas. 
O filme conta a história de um professor universitário (Russell Crowe) que leva uma vida perfeita com a família, até o dia em que sua esposa, Lara (Elizabeth Banks), é presa pelo assassinato da chefe e condenada à prisão perpétua. John, o único a acreditar na inocência da amada, passa três anos apelando para recursos judiciais, mas todos sempre são negados. O que sobra, então, é a última alternativa desesperada: elaborar um plano de fuga consistente para tirá-la da prisão.
Com a ajuda de um homem misterioso (Liam Neeson) que escapou do ambiente carcerário por várias vezes, ele monta um esquema meticuloso na parede de casa, incluindo a rotina de guardas, visitas e horários da cadeia. As horas do título são as únicas disponíveis para que tudo fique pronto e dê certo. A partir daí, a película tem o tradicional desfile de obviedades hollywoodianas: as situações que dão errado e o personagem principal consegue se salvar, é claro, as brigas, as crises de consciência dos envolvidos e tudo o mais de direito. No clímax, até o show dos helicópteros e viaturas da polícia em perseguição toma seu espaço: uma das cenas da fuga é tão surreal que chega a ser risível.
Do mesmo diretor de Crash – No Limite (o vencedor do Oscar de 2006, contra o favorito O Segredo de Brokeback Mountain), Paul Haggis, 72 Horas não é incrível, mas chega a ser um representante satisfatório do gênero. Isso se deve, em maior parte, ao bom trabalho de Russell Crowe. Seu carisma em cena é inegável e o espectador acaba torcendo para que tudo corra bem apenas por John e seu filho, não por acreditar em Lara. Daqui a alguns anos, será figurinha fácil na programação da madrugada da TV aberta. Estreia: 24 de dezembro.
72 Horas (The Next Three Days) - 113 min 
EUA - 2010 
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis, Fred Cavayé, Guillaume Lemans 
Com: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Liam Neeson, Olivia Wilde, Brian Dennehy, Jonathan Tucker, RZA


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  1. Interessante citar que é uma refilmagem do filme francês "Tudo por Ela", que é excelente!

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  2. Opa, fiquei interessada nesse original francês. :)

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