0


 O que explica o sucesso da aparente infinita franquia de Jogos Mortais? A sequência de abertura deste nos dá uma pista. Em uma praça, pessoas começam a se amontoar em frente a uma vitrine onde dois rapazes desacordados estão amarrados cada um em uma ponta de uma mesa. Nas mãos eles têm uma serra elétrica. Quando acordam e pedem desesperadamente ajuda, as pessoas parecem não acreditar e apenas se limitam a assistir ao que virá. Não vou contar para não estragar a surpresa dos fãs, mas é óbvio que alguém vai morrer. É o nosso prazer pelo freak show.

O primeiro Jogos Mortais (Saw), de 2004, tinha seus méritos. Era a primeira vez que o espectador tinha contato com as engenhocas de Jigsaw e a revelação final do assassino realmente surpreendia. Ninguém podia supor sua presença em cena o tempo todo. Como superar esse elemento surpresa? Não se supera. As sequências são apenas mais do mesmo. O assassino e seus seguidores bolando muitos jogos e a polícia que nem barata tonta atrás dele.

Em Jogos Mortais, o Final não é diferente. Há alguns bons momentos em que sentimos a pressão daquela situação limite. Mas nada que justifique esse número 7, que não, não será o último - como engana o subtítulo. O material de divulgação na internet destacando o 3D até gerou uma expectativa em quem queria ver o sangue jorrar, mas o resultado final é puro caça níquel. Recomendo só para os fãs. Estreia: 05 de novembro.

Jogos Mortais, o Final (Saw 3D) - 90 min
Canadá, EUA - 2010
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Com: Tobin Bell, Costas Mandylor, Cary Elwes, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery, Gina Holden




Por: Tais Carvalho

Share |

Postar um comentário

 
Top