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Além do ótimo elenco, que inclui Michael Douglas, Susan Sarandon, o sumido Danny DeVito e o ótimo Jesse Eisenberg - o Columbus de Zumbilândia (2009) -, a única coisa boa de O Solteirão é o final aberto. Adoro filmes que fazem o público refletir, pensando em qual decisão crucial o protagonista deve ter tomado depois dos créditos subirem. O título original Solitary Man (homem solitário) diz muito mais sobre a personalidade de Ben Kalmen (Michael Douglas), do que a péssima tradução para o português O Solteirão - título com cara de comédia pastelão.  

E de comédia pastelão O Solteirão não tem nada. O longa é um drama que narra a história de Ben, um homem de 60 anos que, após receber a notícia de que poderia estar com um grave problema de saúde, passou a ter uma vida desregrada e desapegada. Se divorciou, destruiu sua bem sucedida carreira e passou a ter uma relação superficial com sua família e todos à sua volta. Ben não valoriza sequer suas verdadeiras amizades, as pessoas que realmente se preocupam com ele.

O cara é prepotente, arrogante, chato e sem graça. E o filme, assim como seu protagonista, carrega alguns de seus defeitos e também é chato e sem graça. Se não fossem os ótimos atores - tanto os principais, quanto os coadjuvantes -, O Solteirão não passaria de um drama entediante. Se bem que bate na trave... Estreia: 22 de outubro.

O Solteirão (Solitary Man)
EUA - 2009
Direção: Brian Koppelman, David Levien
Roteiro: Brian Koppelman
Com: Michael Douglas, Susan Sarandon, Danny DeVito, Mary-Louise Parker, Jenna Fischer, Imogen Poots, Jesse Eisenberg


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