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Não entendo esse frisson todo que a figura de Angelina Jolie causa em grande parte dos cinéfilos. Tirando suas atuações em Garota, Interrompida (1999) - que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante - e A Troca (2008), uma das geniais obras de Clint Eastwood, não vejo outras grandes atuações desta estrela Hollywoodiana. Alguns falam de O Preço da Coragem (2007), mas confesso que não tive a menor vontade de assistir. Em relação à sua dita incontestável beleza, também não a vejo com os mesmos olhos que seus fãs e admiradores. Não acho Angelina essa Coca Cola toda. Mas, gosto não se discute.

A introdução deste post é dedicada à sra. Brad Pitt (ou seria ex? tô por fora dos noticiários de fofoca), pois ela é a protagonista de Salt, filme de ação e espionagem aparentemente com pretensões de se tornar uma espécie de Identidade Bourne feminino, mas que não chega nem aos pés da trilogia estrelada por Matt Damon. Salt revisita a já mais do que batida fórmula de roteiro envolvendo resquícios da Guerra Fria entre a Rússia, antiga União Soviética com seu comunismo desvirtuado, versus os EUA e suas pretensões maquiavélicas propagandistas de fazer de seus militares patriotas mocinhos de todas as histórias.

Evelyn Salt, a personagem título, é acusada de ser uma espiã russa em uma das cenas mais patéticas da história do cinema. No diálogo com seu interrogado e acusador, em uma empresa que serve de fachada para a CIA, da qual Salt é agente, ela diz: "Sua história é entediante". E é isso que o filme é, até as fugas, intrigas e assassinatos surgirem. O roteiro pobre e raso se prende às cenas de ação para dar ritmo ao filme, mas sem sucesso algum. Salt não passa de uma desculpa esfarrapada para o público de Angelina Jolie a ver correndo, pulando e distribuindo tiros e pontapés, resultando num longa tão ruim quanto Lara Croft: Tomb Raider (2001). E o pior é que deve vir sequência por aí. Estreia: 30 de julho.

Salt (Salt) - 100 min
EUA - 2010
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Kurt Wimmer
Com: Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor, Daniel Olbrychski, August Diehl


Por: Mattheus Rocha

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  1. Concordo em gênero, número e grau com tudo que você disse, menos com relação à beleza... kkk

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  2. Com certeza esse é um daqueles filmes "não vi e não gostei". Angelina Jolie está a anos luz do talento de seu maridão, que já provou não ser apenas um belo homem. No quesito beleza, pra mim ela tbm não está com essa bola toda. Temos por aqui atrizes bem mais atraentes e sedutoras (e competentes) do que a Jolie, como Ana Paula Arósio.

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  3. Teresa, você tem razão. Não tá perdendo nada. Beijos.

    Valeu, Pedro. Abraços.

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