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Não é à toa que a estética visual de Predadores lembra muito a de Planeta Terror (2007). A produção deste novo episódio da franquia que teve início com O Predador (1987), estrelado pelo então ator musculoso Arnold Schwarzenegger, é de Robert Rodriguez, o amigo de Tarantino que adora projetos ousados e non sense, como o excelente Um Drink no Inferno (1996). Na primeira cena do longa, o mercenário Royce (Adrien Brody) acorda em queda livre, com um paraquedas nas costas, mas sem saber como foi parar lá, já que nem em um avião estava quando uma luz branca o transportou para o que iria descobrir ser outro planeta. O planeta dos predadores

Além dele, outros combatentes de elite, um presidiário e um médico!? também estavam na mesma situação. Entre eles, Isabelle (a brasileira Alice Braga, que participa - e muito bem - mais em Predadores do que Rodrigo Santoro de todos os filmes que fez em Hollywood juntos). Mesmo contra sua vontade, Royce lidera o grupo na tentativa de descobrir como eles foram parar naquele lugar. Mas, no meio de tanta dúvida, uma certeza os anti heróis passam a ter, depois que seres bizarros os atacam. Eles precisam se manter vivos. Agora, os predadores humanos são a caça dos predadores alienígenas. 

O roteiro não faz a menor questão de dar explicações mais profundas sobre a inusitada situação e elas não se tornam necessárias. Os personagens são jogados (literalmente) em cena, e os conflitos vão aparecendo naturalmente. Não é um filme com pretensão de ser algo mais do que um - violento - jogo de gato e rato (sedimentado no sucesso dos personagens título), com algumas nuances dramáticas e reviravoltas comuns ao gênero. Apesar das boas atuações dos atores principais e de uma direção estilosa (não se sabe ao certo até que ponto fruto da produção de Robert Rodriguez, já que Nimród Antal não é tão conhecido), não recomendo a quem não é fã da franquia. Estreia: 23 de julho.

Predadores (Predators) - 107 min
EUA - 2010
Direção: Nimród Antal
Roteiro: Alex Litvak, Michael Finch
Com: Adrien Brody, Topher Grace, Alice Braga, Walton Goggins, Oleg Taktarov, Laurence Fishburne, Danny Trejo



Por: Mattheus Rocha

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  1. Se lembrar o humor tosco de Planeta Terror eu quero ver.

    Alguma implicância pessoal com Rodrigo Santoro, Mattheus? rs

    Abraço.

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  2. Não, Renan. Acho Rodrigo Santoro um ótimo ator, principalmente em 'Bicho de Sete Cabeças' e 'Abril Despedaçado'. Na minha opinião, sua tentativa de sucesso em Hollywood deu uma pausa no que seria (e ainda poderá ser) uma carreira brilhante no cinema nacional, como um dos melhores atores de sua geração. Alice Braga tem muito mais sucesso em sua escolha de papéis lá na América gringa, a meu ver. Abraços.

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  3. Gostei do filme, um filme que nos deixa na espectativa pois nunca se sabe o que vai surgir do meio da floresta.
    As observaçoes que Adrien Brody o ator principal faz deixa-o com cara de ser muito mais racional do que emotivo.
    O grupo tem que aprender rapido a como sobreviver.
    ja o primeiro filme me desaponta pq os caras eram todos militares treinados e introsados e mesmo assis toma de lavada de um unico predador

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  4. Concordo com tua avaliação Matheus, esse é um filme feito para os fãs da franquia. Tudo neste Predadores remete ao original, Rodriguez e Antal renovam a série voltando ao clássico, ainda bem, uma escolha acertada a meu ver. Gostei tanto do longa, que fiz uma resenha lá no meu blog (jabá mode on).
    E Alexandre, é Arnold no primeiro e Danny no segundo.
    Abraços!

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  5. Tenho 15 anos, e nunca fui fã de Predador, mas esse filme, em especial, me chamou a atenção.
    O filme possuiu um enredo linear e simples. O que não significa que o "revival" do clássico tenha sido mal-feito ou mal planejado. E sim, apesar de todos os personagens não serem exatamente modelos de caráter e honestidade, a identificação do espectador com os personagens é quase instantânea. Especialmente com o carismático médico Edwin, ou a durona Isabelle, que apesar da postura séria que assume durante o longa, não deixa de simpatizar o espectador a cada vez que arrisca a si mesma para proteger seus companheiros, que em sua maioria, só estão preocupados em salvar a própria pele. A redenção de Royce, no final do filme, também colabora para que a trama fique um pouco mais agradável. Enfim, creio que o que salva o filme de um final fútil e desinteressante é a cooperação entre Royce e Isabelle, que contribui para suavizar o final da trama, deixando-a menos oca do que aparenta. Créditos à atuação de Alice Braga e Adrien Brody.

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