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Bem vindo a um mundo de sonhos e imaginação. Don Cobb (Leonardo di Caprio) é o líder de um grupo que invade sonhos para roubar importantes informações e segredos das mentes de pessoas poderosas, enquanto dormem. O roteiro, dividido em limbo, sonhos, sonhos dentro de sonhos e realidade (será?), apesar de complexo, não é confuso. O espectador é brindado, logo de cara, com uma surpresa atrás da outra. O diretor Christopher Nolan - de Amnésia (2000), Batman Begins (2005) e Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008) - gosta mesmo de trabalhar com dramas e suspenses psicológicos. 

Qual a diferença entre sonho e realidade? Essa é a pergunta que Don Cobb parece fazer a cada instante. Após fracassar em uma missão, ele é contratado por Saito (Ken Watanabe), para um último - e quase impossível - trabalho, que pode ser a sua redenção. Em vez de extrair algo de um sonho, ele terá que inserir uma ideia na mente de Robert Fischer (Cillian Murphy), herdeiro de um império capitalista. Mas, para isso, uma equipe terá que ser formada. Arquiteta de sonhos, químico, ator, estrategista... o palco está montado e o elenco é sensacional. Além dos atores já citados, completam o time Ellen Page (de Juno), Tom Hardy, Marion Cotillard (de Piaf), Joseph Gordon-Levitt (de 500 Dias com Ela), Michael Cane e Tom Berenger.

Os maiores perigos enfrentados dentro dos sonhos são os guardas treinados para os proteger e as projeções que as pessoas fazem da realidade. Cobb tem sérios problemas com antigos conflitos e sua ex-esposa Mal (Marion Cotillard) é a personificação de seu turbulento passado. Se você pudesse escolher, iria preferir viver em um universo de sonhos ou em seu mundo real? Após perder sua família, ele tenta reencontrá-la não só em suas lembranças, mas principalmente nos induzidos (e perigosos) sonhos. Quando morrem em um sonho, os corpos reais despertam (numa espécie de game over), a não ser que o sonho seja muito profundo, o que poderá levar a mente do ladrão de segredos ao limbo, enquanto seu corpo vegeta no mundo real.



A parte técnica do filme é ótima. Ambientação, trilha sonora, direção, atuações, roteiro, efeitos especiais...  Repare como o rapazinho inseguro de 500 Dias com Ela se torna uma espécie de Neo, do genial Matrix (1999), só que mais humano, sem aqueles superpoderes de videogame das sequências da Trilogia. Além da excelente construção da história, as cenas de ação são muito bem elaboradas. As que mais me chamaram a atenção foram as mudanças de gravidade, que geram lutas e movimentos incríveis. A Origem, mais uma das excelentes obras de Christopher Nolan, vale muito a pena uma ida ao cinema. E que venha o próximo Batman. Estreia: 06 de agosto.

A Origem (Inception) - 148 min
EUA, Reino Unido - 2010
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Com: Leonardo di Caprio, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Ellen Page, Tom Hardy, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Michael Cane, Tom Berenger


   

Por: Mattheus Rocha

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  1. O filme é excelente! quero ver de novo

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  2. Realmente. 'A Origem' é daqueles tipos de filme que dão vontade de ver de novo, como quase todos do Nolan.

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  3. Aguardo ansiosamente por esse filme há um bom tempo, nenhum dos trabalhos de Nolan esteve abaixo das minhas expectativas até agora e pelo visto este também corresponderá.

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