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Dias Gomes é multimídia. Depois de passar pela televisão e pelo teatro, sua obra O Bem Amado agora chega aos cinemas, pelas habilidosas mãos do diretor Guel Arraes, que, com seu estilo inconfundível, vislumbrado principalmente em O Auto da Compadecida (2000) e Lisbela e o Prisioneiro (2003), faz desta uma das melhores adaptações brasileiras para a telona. O momento de lançamento não poderia ser melhor. Época de eleições merece tempos de reflexão e, apesar de ser uma comédia rasgada, o longa é uma crítica irônica e muito divertida ao ciclo de corrupção que sempre rondou o cenário político do país (vale lembrar que a obra original foi escrita no começo dos anos 60 e a trama se passa naquela época).

Odorico Paraguaçu (Marco Nanini, genial) ganha as eleições para prefeito da cidade de Sucupira, ao prometer construir um suntuoso cemitério para seus moradores não precisarem mais enterrar seus entes queridos em cidades vizinhas. Com seu discurso verborrágico, hilário e impagável, o político tem em seu principal opositor, o dono do único jornal da cidade, uma grande ameaça ao seu "reinado" de "apropriação do dinheiro público". Mas seus problemas ficam maiores quando se passa um ano e ninguém em Sucupira morre. Como inaugurar um cemitério sem defunto? As Intermitências da Morte pairam sobre a cidade e fazem de O Bem Amado mais um ótimo representante do cinema nacional em 2010. Imperdível. Estreia: 23 de julho.

O Bem Amado 
Brasil - 2010
Direção: Guel Arraes
Roteiro: Cláudio Paiva, Guel Arraes
Com: Marco Nanini, Maria Flor, Caio Blat, José Wilker, Tonico Pereira, Andréa Beltrão, Drica Moraes, Zezé Polessa, Matheus Nachtergaele, Bruno Garcia, Edmilson Barros



Por: Mattheus Rocha

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  1. Opa! Me animei de ver!
    Faz tempo que não apareço por aqui... Oiiiii!

    Beijos.

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  2. concordo com você, essa adaptação de Guel é muito boa. Adorei o filme. E o discurso de Odorico não poderia ser melhor.

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  3. To doido pra ver! Adorei o trailer e sou fã do Marco Nanini. Foda é que esse filme não chegou a Niterói, tampouco São Gonçalo. Os cinemas daqui são lamentáveis. Você devia escrever sobre a ausência de salas em grandes centros. Abraço!

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  4. Renan, boa sugestão. Vai pra lista de posts futuros.
    Abraços.

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  5. Impossível não comparar o Odorico da TV com o do cinema... Paulo Gracindo arrebentou na versão televisiva e Marco Nanini imprimiu uma pegada própria ao personagem. Quem fez melhor?!

    O filme vale também por contar com as incríveis cajazeiras Andrea Beltrão, Drica Moraes e Zezé Polessa. Amo as três!!!

    http://blogpanoramatv.blogspot.com/

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  6. Quero muito assistir!
    Vi o trailer e me animei!

    Agora, que as férias escolares acabaram, ficará mais tranquilo de ir ao cinema...esse será o próximo a assistir!

    "Você é o cara!"

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  7. quem vai bater com a globo filmes de frente???

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  8. Boa pergunta, Pedro. Em se tratando de bilheteria do cinema nacional, não há obra fora da Globo Filmes que bata de frente. Agora, em relação à qualidade, tem inúmeros filmes tão bons ou até melhores (em muitos casos) do que os da Globo.

    Abraços.

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