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A partir do momento em que tomamos consciência de que instituições privadas que visam o lucro, acima da ética jornalística, dominam o mercado de divulgação de notícias, nos cabe a reflexão: são informações de interesse público que chegam ao nosso conhecimento ou artifícios de dominação e acumulação de capital? Educação ou mero entretenimento superficial? E mais: o trabalhador brasileiro, por exemplo, submetido a uma jornada de trabalho muito maior do que oito horas (inclua aí viagens de trem, ônibus, metrô ou carroça) está interessado em quê? Em chegar em casa, sentar na poltrona e refletir sobre os efeitos econômicos que decisões do Banco Central produzem no seu próprio bolso ou saber quantas pessoas morreram em uma operação policial? Em assistir a um filme de ação descerebrada ou a um bom drama existencial?

Teoria da conspiração? Não, realidade. O sistema capitalista precisa de desigualdade social, de trabalhadores braçais, de corpos fortes não-pensantes, de guerra e violência, de inimigos e controle social, para uma "nobre" casta exercer o domínio econômico sobre um enorme bando de ovelhas. Este pensamento também se adequa ao controle religioso, que utiliza a mitologia para controlar seus devotos, mutilar a cultura e o conhecimento científico e também exercer domínio econômico, travestido de ideologia. Não seriam farinha do mesmo saco? Talvez não, porque a religião também oferece paz de espírito e salvação. Ah tá...

Apesar de o documentário-denúncia ter atingido o status de blockbuster pelos filmes de Michael Moore, este estilo já existia muito antes de Tiros em Columbine (2002). Quem não se lembra de Muito Além do Cidadão Kane (1993), sobre as artimanhas da Rede Globo para conquistar a hegemonia das telecomunicações brasileiras? Zeitgeist (2007, EUA), termo alemão que significa espírito de uma época, aborda, em três capítulos, versões diferentes das "oficiais" sobre o catolicismo e o sistema bancário mundial, além de apontar as tramoias econômicas que provocaram desde o crack da bolsa de Nova York até os atentados de 11 de setembro.

Na primeira parte, A Maior História Já Contada, é mostrado como a Bíblia é baseada em um conjunto de metáforas astrológicas milenares. Na minha opinião, usada como a maior jogada publicitária da história. Em O Mundo Inteiro é um Palco, as evidências de que o 11 de setembro foi uma farsa armada pelos próprios EUA são expostas, não só com os depoimentos de pessoas envolvidas diretamente com o escandâlo, mas também com o auxílio de documentos oficiais. Na parte final, Não Se Importe com os Homens por Trás das Cortinas, é denunciada a inconstitucionalidade do Banco Central estadunidense e seu poder, suas verdadeiras intenções, como o financiamento de guerras, e as terríveis consequências de seus atos. A previsão não é das mais esperançosas.

Recomendo este filme a quem deseja saber qual o "outro lado da moeda" ou ampliar seus conhecimentos sobre estes temas.

Por: Mattheus Rocha

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