0

Não é um Tudo Sobre Minha Mãe, nem um Fale com Ela, mas é um Almodóvar. Foi o que pensei durante a projeção de Abraços Partidos (sim, esse eu não baixei). A marca inconfundível dele está lá, em cada frame do filme. As cores fortes e vivas, o melodrama, o clima noir, as personagens estranhas, cheias de segredos. Penélope Cruz, linda, em excelente atuação, e interessantes referências cinematográficas, como a Fellini, também estão lá.

O roteiro é complexo, com filme dentro do filme, e bruscas, porém bem colocadas, passagens de tempo. Pode parecer exibicionismo de um cineasta maduro, mas não é. Tudo é planejado. Vários pontos de virada entrecortam a trama, com precisão. O filme é lento e não chega a empolgar, mas é denso, forte e competente.

Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos, Espanha, 2009) mostra os conflitos que levaram um cineasta a perder a visão e mudar de nome. Como Mateo Blanco passou a se chamar Harry Cane, deixou de ser diretor para ser roteirista, e passou a ter relações fugazes por não ter mais seu grande amor.

Por: Mattheus Rocha

Postar um comentário

 
Top