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Crítica - Drácula - A História Nunca Contada


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Cena do filme "Drácula - A História Nunca Contada"
De assassino cruel a super-herói obrigado a cometer atrocidades para defender sua família e seu reino, a nova versão do vampiro mais célebre do mundo não convence, embora o filme Drácula - A História Nunca Contada divirta às vezes. Pelo menos, no filme dirigido por Gary Shore, o impiedoso príncipe das trevas mantém as características físicas tradicionais, diferente de certos seus descendentes anêmicos e andróginos 

Partindo da mesma figura mítica que inspirou Bram Stoker – o príncipe da Transilvânia Vlad Dracula, o roteiro de Matt Sazama e Burk Sharpless toma um rumo diferente ao tentar incorporar a História -aquela que estudamos na escola,  ao enredo. Assim, traz o Império Otomano no seu auge, impondo seu poder sobre aquela região da Europa. .

Depois de, na adolescência, ter sido levado pelos turcos e treinado como um guerreiro, Vlad (Luke Evans) volta para sua terra, onde consegue estabelecer um clima de paz, volta e meia ameaçado pelos seus antigos mentores. Quando um grupo de soldados turcos desaparece, Mehmed II (Dominic Cooper) exige de Vlad 1.000 meninos para seu exército – incluindo seu próprio filho, Ingeras (Art Parkinson) o príncipe tem de reagir.

A única solução encontrada por ele é aceitar a oferta de um velho vampiro (Chales Dance) condenado a refugiar-se em uma caverna até encontrar um sucessor: obter durante três dias os poderes da criatura das trevas, que lhe daria a força de 100 homens, o que o permitiria derrotar seus inimigos. Como efeito colateral, ele teria um desejo quase incontrolável por sangue humano. Caso resistisse, tudo voltaria ao normal. Senão, seria vampiro para sempre.

Em “Drácula – A História Nunca Contada”, o vampiro vira herói – mas não convence


Poster do filme "Drácula - A História Nunca Contada"No papel-título, Luke Evans demonstra segurança, Como opositor, Dominic Cooper, bronzeado e maquiado para parecer turco, entrega o vilão padrão. O elenco secundário dá o reforço necessário – às vezes com mais brilho que os protagonistas.

Diversos elementos técnicos contam pontos a favor do longa: a cenografia, com castelos, montanhas e vales belíssimos, valorizados por uma fotografia correta; vestuário, direção de arte. Os efeitos visuais já não funcionam tão bem; a nuvem de morcegos que representa o movimento vira quase um borrão indistinto. 

No que importa mesmo, A História Nunca Contada deixa a desejar. O argumento é forçado e narrado de forma convencional, o que o torna previsível. No fim, o diretor Shore  não imprime personalidade nem apresenta um bom filme de ação com sequencias espetaculares. A história não precisava ser contada. 

Por Gilson Carvalho

Nota 6


Ficha Técnica

Drácula – A História Nunca Contada (Dracula Untold) - 92 min.
EUA - 2014
Direção : Gary Shore
Roteiro: Matt Sazama, Burk Sharpless. 
Elenco: Luke Evans, Sarah Gadon, Dominic Cooper, Art Parkinson, Charles Dance

Estreia: 23/10



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Crítica - Grandes Amigos


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Cena do filme "Grandes Amigos"Originado de uma exitosa peça de teatro francesa, a comédia dramática Grandes Amigos traz vigor e se apóia em elenco cativante.

Walter Orsini (Gérard Lanvin) é do tipo que fala alto, é durão, mas tem um grande coração e preza a sinceridade acima de tudo. É dono de um restaurante famoso, e adora uma boa comida e bons vinhos. Entre suas grandes paixões, estão seus melhores amigos, Paul (Jean-Hugues Anglade) e Jacques (Wladimir Yordanoff) – escritor em crise e livreiro, respectivamente –; e também a filha de 20 anos, Clémence (Ana Girardot), que mora com ele e ainda é considerada “sua menininha”. Sua vida, porém, será sacudida ao descobrir que um de seus grandes amigos e sua filha escondem algumas coisas...

“Grandes Amigos”: ótimos diálogos e elenco que envolve o espectador


Poster do filme "Grandes Amigos"É sempre interessante assistir à amizade entre homens quando ela foge ao grupo que se reúne no bar para jogar conversa fora sobre esportes e mulheres, e este aspecto, por si só, já chama a atenção do espectador. Walter, Paul e Jacques são amigos há décadas e seus encontros – sagrados – na livraria de Jacques para refeições ou apenas um apéro (sempre com um bom vinho) demonstram que eles realmente celebram a amizade. Frequentemente, o trio também desfruta de bons momentos na casa de veraneio de Walter, onde costumam se reunir para pescar.

O destaque, contudo, fica mesmo nas mãos do protagonista. O cinquentão Walter (brilhantemente interpretado por Gérard Lanvin) é daqueles que fala sem hesitar, mas que ainda não aprendeu a escutar. Com uma justeza de caráter e afeição sincera, ainda traz algo de “infantil” em sua essência; é possessivo e faz questão de manter-se a par de tudo o que diz respeito às pessoas que preza, especialmente sua filha.

Sensível e, ao mesmo tempo, cheio de humor, o longa ainda nos brinda com diálogos certeiros e reflexões bastante válidas a respeito da amizade, do amor e da sinceridade – incluindo a conhecida metáfora do iceberg, do qual apenas uma pequena parte nos é visível; é necessário, pois, aprender a enxergar e aceitar toda a enormidade que se encontra submersa.

Despretensioso, Grandes Amigos mostra, a um só tempo, a força e a fragilidade das relações. E a importância da maleabilidade e do perdão.

Por Aline T.K.M.

Nota 8


Ficha Técnica

Grandes Amigos (Amitiés sincères) – 105 min.
França – 2012
Direção: Stéphan Archinard, François Prévôt-Leygonie
Roteiro: Stéphan Archinard, François Prévôt-Leygonie, Marie-Pierre Huster
Elenco: Gérard Lanvin, Jean-Hugues Anglade, Wladimir Yordanoff, Ana Girardot, Zabou Breitman, Natacha Lindinger, Jean-Pierre Lorit, Jean-François Stévenin, Aladin Reibel, Alexia Barlier  

Estreia: 23/10.


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Mostra CineBH / Brasil CineMundi


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Mostra CneBH
Tendo como tema central "Desafios da Cinefilia: Proposições para um Novo Tempo", a oitava edição da Mostra CineBH, de 16 a 23 de outubro, vai apresentar 39 longas, 5 médias e 54 curtas-metragens de 20 países e 12 estados brasileiros distribuídos em sete seções: Mostra Contemporânea, Mostra Curtas, Retrospectiva Olivier Assayas, Retrospectiva Santiago Loza, Mostra Diálogos Históricos, Cine Escola e Mostrinha.
Durante o festival acontece também o 5º Brasil CineMundi,  evento de mercado e encontro de coprodução com palestras, oficinas, workshops, masterclasses e estudos de caso, com a participação de convidados de onze países, entre os quais Alemanha, Estados Unidos e França.
A sessão de abertura da mostra acontece nesta quinta, 16, às 20h, com a exibição em pré-estreia nacional de Deserto Azul, do diretor mineiro Éder Santos, no Cine Humberto Mauro.  Outros dois espaços da cidade abrigam a mostra: o Sesc Palladium e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Toda a programação da mostra, a entrada é franca mediante a retirada de senhas meia hora antes das sessões. 
Mais informações: http://www.cinebh.com.br/

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38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo


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38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
A 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quinta-feira, 16 de outubro, com a intenção de oferecer um panorama da produção mundial no último ano. Com mais de 330 filmes de cerca de 70 países, a Mostra vai até o dia 29 de outubro. A abertura para convidados, realizada na quarta-feira, 15 de outubro, teve a exibição de. Relatos Selvagens, estrelado por Ricardo Darín, representante da Argentina no Oscar deste ano.

Com cerca de 70% da programação formada por inéditos, os maiores destaques são os filmes premiados em festivais internacionais, como Cannes, Berlim e Veneza, além dos indicados ao Oscar. No primeiro caso, está o turco Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro, As Maravilhas, da italiana Alice Rohrwacher, que levou o Grande Prêmio do Júri, o americano Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo, melhor diretor, todos  em Cannes; A Pequena Casa, do japonês Yoji Yamada, prêmio de melhor atriz para Haru Kuroki em Berlim,  

Entre os brasileiros, estão os vencedores dos principais festivais do país, como Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, vencedor do Festival de Brasília; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante,  vencedor do Festival de Paulínia; e A Despedida, que levou quatro Kikitos no último Festival de Gramado. Também haverá o lançamento de  Jia Zhangke, Um Homem de Fenyang", documentário sobre o diretor chinês dirigido por Walter Salles, com o lançamento do livro O Mundo de Jia Zhangke, organizado por ele e escrito pelo crítico francês Jean-Michel Frodon.
O grande homenageado é o espanhol Pedro Almodóvar, que terá 15 de suas obras exibidas, entre elas "Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão" (1980), "Maus Hábitos (1983) e o clássico "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervo" (1988).
Há também um tributo ao produtor, diretor, distribuidor e exibidor franco-romeno Marin Karmitz, fundador da MK2, produtora que completa 40 anos Serão 30 filmes, como Antoine e Colette (1962), de François Truffaut; O Vento nos Levará  (1999), de Abbas Kiarostami, e A Professora de Piano (2001),  de Michel Haneke.
Os 100 da criação de Carlitos, personagem imortalizado por Charles Chaplin serão motivo de uma celebração especial: o curta Corrida de Automóveis para Meninos (1914), primeira aparição de Carlitos, dirigido por Henry Lehrman, e o longa O Circo (1928), dirigido e estrelado pelo próprio Chaplin, serão exibidos do lado de fora do Auditório Ibirapuera no dia 1º de novembro, com acompanhamento da Orquestra Experimental de Repertório da Fundação Teatro Municipal de São Paulo, regida pelo maestro Carlos Eduardo Moreno.
A homenagem terá a participação da atriz Geraldine Chaplin, filha do ator, que  apresenta no encerramento do evento, no dia 29, o filme Dólares de Areia, de Amélia Guzmán e Israel Cárdenas. 
Mais informações: http://38.mostra.org/br/home/

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Crítica - Fúria


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Cena do filme "Fúria"
Nos últimos anos, Nicolas Cage tem se especializado em filmes de ação, tiros e correria. Nada que acrescente algo a sua carreira, que há muito passou do auge. Em Fúria, do diretor espanhol Paco Cabezas, ele novamente incorpora o justiceiro que usa qualquer meio para atingir seus objetivos. E haja balas...

Paul Maguire (Cage) é um empresário da construção civil que ama e protege sua família. Bom marido e pai, ele tem, porém, um passado negro. Por isso, quando sua filha de quinze anos é sequestrada na noite em que ele sai para jantar com sua bela esposa Vanessa (Rachel Nicols), precisa descobrir quem poderia querer se vingar décadas depois de ele ter deixado o crime.

Poster do filme "Fúria"Correndo contra o tempo, ele convoca dois de seus antigos e fiéis companheiros Kane (Max Ryan)  e Danny (Michael McGrady) para revirar a cidade. Aos poucos, os esqueletos que tem no armário começam a aparecer e, ao invés de solução, Paul se enreda cada vez mais em questões mal resolvidas com a máfia russa.

Fúria tem público certo: jovens do sexo masculino que não importam com roteiro, interpretação e até mesmo lógica. Para eles, o longa até funciona porque, embora sem nenhuma novidade (ou talvez exatamente por causa disso) traz aquilo que eles gostam – os já citados ação, tiros e correria. Mas o maior defeito é a encenação ser tão acelerada que o tempo certo do suspense se perde. Alem disso, falta ligação adequada entre as sequências de ação, dificultando a compreensão do roteiro que, ainda que cheio de clichês, se bem trabalhado, poderia resultar numa obra mais interessante.

Por Gilson Carvalho

Nota 4


Ficha Técnica

Fúria (Rage) - 98 min.
EUA, França – 2014
Diretor: Paco Cabezas, Rachel Nichols, Peter Stormare, Aubrey Peeples, Danny Glover, Max Ryan, Michael McGrady, Jack Falahee, Pavel Lychnikoff
Roteiro: Jim Agnew, Sean Keller
Elenco: Nicolas Cage,

Estreia: 16 10


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Crítica - O Médico


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Cena do filme "O Físico"
Um épico baseado no romance de Noah Gordon, O Físico chega às telas brasileiras precedido de grande expectativa que, infelizmente não é justificada. A saga do jovem que viaja de Londres ao coração do Império Persa para se tornar um médico oferece menos do que promete, chegando a ser cansativa e confusa, com sua profusão de sub-temas e narrativa vacilante em alguns momentos.  

Inglaterra, século XI. Em plena Idade das Trevas, um barbeiro (Stellan Skarsgård) faz às vezes de médico, mais charlatão do que cientista. Um garoto que vê sua mãe morrer sem poder fazer nada, decide se tornar aprendiz do barbeiro, que está pouco a pouco perdendo a visão. Com a intervenção de sábios judeus, ele tem sua cegueira curada. Isso faz com que aquele jovem, agora já crescido Rob Cole (Tom Payne) tenha desejo de aprender a verdadeira medicina, e parte em uma viagem ao outro lado do mundo, em direção à Pérsia, atrás do melhor médico conhecido, Ibn Sina (Ben Kingsley).

Durante a longa e penosa jornada através de toda Europa e do deserto, Cole quase perde a vida, conhece e deixa escapar seu amor e, milagrosamente, chega a seu destino, onde vai enfrentar outras dificuldades, como a impossibilidade de realizar autópsias, devido a questões religiosas. Por outro lado, faz amizades e descobre habilidades  até então insuspeitas.

Uma boa premissa mal aproveitada faz de “O Físico” uma obra maçante e confusa


Instigante em seu tema e no seu prólogo, O Físico perde fôlego ao longo de seu desenvolvimento.  A questão apresentada inicialmente – o surgimento da medicina,  perde espaço para triângulos amorosos e disputas de poder. O aspecto paranormal não parece adequado à abordagem historicista proposto.  A duração de duras horas e meia cansa.

A direção de Phillip Stolzl flutua de acordo com o andamento da narrativa; segura em alguns momentos, frouxa em outros. No elenco, destaca-se Skarsgard, enquanto o protagonista Payne não chega a brilhar, e Ben Kingsley faz outra vez um papel freqüente em sua carreira. A direção de arte, importante em uma produção do gênero, também padece de altos e baixos, mas a fotografia é bastante atraente.
Poster do filme "O Físico"
Apesar de ser rodado em inglês e ter um elenco multinacional, O Físico é uma produção alemã. A explicação é que o livro de Noah Gordon, lançado em 1986, teve pouca repercussão nos Estados Unidos, seu país de origem, mas tornou-se best seller na Alemanha e Espanha, para só depois ganhar o mundo.  Ainda que seja animador ver produtores europeus se arriscando no gênero, talvez a empreitada tenha sido grande demais para eles. Esse fato nos faz pensar: será que um grande estúdio hollywoodiano não daria um tratamento mais adequado ao material? Há diversos exemplos de épicos bem sucedidos (e alguns fracassos também, a bem da verdade), geralmente resultado de adaptações de obras literárias portentosas. 

Um detalhe, apenas curioso para alguns, significativo para outros é o próprio título da obra. Em inglês, The Physician significa O Médico, nome adotado na maioria dos mercados. No Brasil, não se sabe por que o livro foi lançado como O Físico, e o filme também.

Por Gilson Carvalho

Nota 4


Ficha Técnica

O Físico (The Physician) – 150 min.
Alemanha – 2013
Diretor: Philipp Stolzl
Roteiro: Jan Berger,  baseado em romance de Noah Gordon
Elenco: Tom Payne, Stellan Skargard, Ben Kingsley, Olivier Martinez, Emma Rigby, Elyas M’Barek, Dominique Moore, Stanley Townsend

Estreia: 09/10



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