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Crítica - Boyhood - Da Infância à Juventude


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Cena do filme "Boyhood - Da Infância à Juventude"Boyhood – Da Infância à Juventude pode ser encarado como um filme experimental. Mostra o crescimento de um menino e sua família ao longo de doze anos -  mesmo tempo que levou para ser filmado. Por causa disso, poderia ser percebido quase como um documentário, embora do ponto de vista dramatúrgico funcione extremamente bem – mérito de Richard Linklater, ganhador do Urso de Prata de melhor direção na edição 2014 do Festival de Berlim.
O filme começa com Mason (Ellar Coltrane) aos seis anos, um menino que tem dificuldades na escola e vive às turras com sua irmã menor, Samantha (Lorelei Linklater). Ambos vivem apenas com a mãe Olívia (Patricia Arquette) em uma cidadezinha do Texas, enquanto o pai, também Mason (Ethan Hawke) está trabalhando no Alaska. Dificuldades financeiras fazem a família se mudar para Houston, onde as crianças recebem, de tempos em tempos, a visita do pai.

"Boyhood - Da Infância à Juventude" mostra gente como a gente - e todo mundo gosta

Poster do filme"Boyhood - Da Infância à JuventudeEmbora seja centrado no garoto, o drama mostra mudanças vividas por todos os personagens. A mãe volta à faculdade, onde conclui o curso de psicologia e faz mestrado. É lá também que conhece Bill Welbrock (Marco Perella), seu professor que se tornaria seu segundo marido, frustrando a torcida das crianças e do público de que pai e mãe se reconciliem. Mason pai também evolui, eventualmente se casando com uma jovem conservadora do interior e tendo com ela mais um filho. Isso une a família até que o novo casamento de Olívia chega ao fim. O menino cresce, vira adolescente, arruma empregos desinteressantes, se interessa por fotografia, começa a namorar.  
Além das mudanças físicas que os personagens sofrem ao longo do tempo, a narrativa é ancorada cronologicamente através de diversas referências: desde músicas, passando por Britney Spears, Sheryl Crow, Vampire Weekend e Bright Eyes, a momentos políticos, como a eleição de Barack Obama, e avanços tecnológicos, dos celulares tipo tijolão ao Skype.  
Tudo isso cria uma grande empatia com o público, que acompanha a história daquela família como se fossem velhos conhecidos. Os problemas e conquistas são vivenciados de maneira natural, como parte da vida. Muito habilmente, Linklater evita o dramalhão, mesmo nos momentos mais tensos. Também não foca em nenhuma cidade ou região em particular, assim como não busca situações limites ou extraordinárias - é só a vida, afinal. Os atores dão a impressão que não estão representando, apenas vivendo. E fica a vontade de continuar convivendo com eles para sempre. 
Por Gilson Carvalho
Nota 10
Ficha Técnica 
Boyhood – Da Infância à Juventude (Boyhood) – 165 min.EUA – 2014
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Elenco: Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan Hawke, Lorelei Linklater, Marco Perella, Libby Villari, Jamie Howard

Estreia: 30/10
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Tim Maia - Entrevista



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Entrevista coletiva "Tim Maia"
Três atores, dois personagens. Cauã ReymondBabu Santana e Robson Nunes participaram de uma entrevista coletiva nesta terça-feira, 28 de outubro, num hotel da Zona Sul do Rio de Janeiro, para divulgar Tim Maia, cinebiografia do cantor.  Dirigido por Mauro Lima, o filme tem ainda no elenco Alinne Morais, Laila Zaid, Luis Lobianco e Valdineia Soriano, e estreia no dia 30 de outubro.

No filme, baseado em livro de Nélson Motta, Cauã interpreta o melhor amigo e narrador da trajetória de Tim, enquanto Babu e Robson têm o privilegio de incorporar o polêmico e amado artista, nascido em 1942 na Tijuca, Rio de janeiro e falecido em 1998 aos 55 anos e autor de sucessos inesquecíveis como  PrimaveraAzul da Cor do MarDescobridor dos Sete Mares, entre muitos outros.

Num clima descontraído, os atores declararam admiração por Tim e a felicidade de protagonizar a produção. Cauã, que também é produtor associado do filme, explicou que o músico Fábio, seu personagem, é uma espécie de amálgama de vários amigos do cantor e, através da narração, tem a função de ligar as diversas fases de sua vida.  Para ele, o mais gratificante do trabalho foi ver o entrosamento entre Robson e Babu, que criaram uma unidade entre os duas interpretações, criando um único Tim.

Ele disse que achava que conhecia a obra de Tim mas, depois do filme, descobriu muito mais coisas do que imaginava. “Percebi que só conhecia os hits, mas a música dele é toda genial. Por isso decidi virar produtor, para ajudar a viabilizar o filme, para que todos possam conhecer melhor a vida de Tim.”

Robson, que faz Tim jovem, disse que além de ler e ver tudo que podia sobre o artista, estudou bateria, guitarra,  bateria passou um mês antes do início das filmagens ensaiando com Babu e a preparadora de elenco para encontrar o tom certo e garantir que surgisse apenas um Tim. Um momento particularmente feliz foi a filmagem em Nova York, onde descobriu que nossos técnicos não devem nada aos americanos. 

Para Babu, cantar e tocar um instrumento também foi um grande desafio, já que sua experiência com canto limitava-se a participação em coros em musicais com o grupo Nós do Morro.  Extremamente feliz com o trabalho, que exigiu uma caracterização bastante complicada, incluindo uma maquiagem que durava até uma hora e meia, ele não quis revelar todos os truques que usou para ter o corpo avantajado de Tim.  “Não quero estragar a magia do cinema. Deixo para a imaginação do público tentar descobrir.”  


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Dia Internacional da Animação


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Dia Internacional da Animação
Nesta terça-feira, 28 de outubro, o Dia Internacional da Animação (DIA) será  comemorado em mais de 230 cidades do Brasil, revelando novos e já consagrados nomes da animação nacional e do mundo. Neste ano, mais de 100 curtas-metragens de vários estados do país foram inscritos para o evento, que comemora a primeira projeção pública de imagens animadas, por Émile Reynaud, em 1892, em Paris. 

Criado pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA0, o evento acontece em 51 países dos cinco continentes, entre os quais Estados Unidos, França, Portugal, Canadá, Estônia, Romênia, Camarões, Rússia, Egito, Bulgária, Austrália, África do Sul e Coréia do Sul. No Brasil, a organização é da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e chega este ano à 11ª edição.

Apesar de ter uma mostra infantil, o Dia Internacional da Animação é essencialmente uma atração para os adultos. O objetivo é difundir o cinema de animação no país, formando plateia e revelando novos talentos. A entrada é gratuita.

Foram selecionados 30 curtas para as mostras Nacional, Internacional e Infantil. Completando a lista de filmes nacionais e, com o objetivo de resgatar a história do cinema de animação brasileiro, a coordenação de júri selecionou o filme Frivolitá (1930), de Luiz Seel, que abrirá o programa brasileiro.

Frivolitá conta a história de uma mocinha que, querendo dormir até mais tarde, tem de enfrentar o despertador, o gramofone e um bando de gatos. Apesar de ter sido produzido há 84 anos, o curta é inédito no DIA. Esta será a primeira exibição pública do curta após sete décadas desaparecido. Restaurado no ano passado e com apenas três minutos, foi animado em técnica tradicional 2D, desenhado no papel e finalizado em acetato, filmado com truca, montado na moviola e finalizado em película. 

O evento traz ainda, uma Mostra Ambiental online no site oficial, para despertar o interesse pela preservação do meio ambiente. Cada cidade também tem liberdade para oferecer oficinas criativas e fazer suas mostras.

O DIA traz um panorama da animação brasileira, apresentando não só curtas-metragens de diferentes locais do Brasil, como também produções que utilizam diferentes técnicas de animação, como massinha de modelar, desenho a mão, stop motion de objetos, computação gráfica 2D, animação direto na película e animação de areia.

Informações sobre locais de exibição, oficinas, mostras, horários e assistir à Mostra Ambiental: www.diadanimacao.com.br


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Panorama Alemão 2014


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A mostra Panorama Alemão está trazendo ao Brasil, pelo terceiro ano,  a produção cinematográfica mais recente daquele país. Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades escolhidas. Ao todo, são 22 longas-metragens, doze a mais do que no ano passado, e sete curtas-metragens.

Na capital pernambucana, a programação vai até 2 de novembro. Depois passa por Salvador, de 29 e outubro a 5 de novembro, dentro do Panorama Internacional Coisa de Cinema. São Paulo será a próxima cidade contemplada, de 5 a 12 de novembro. Por fim, Rio de Janeiro encerrará a programação, com exibição dos filmes de 12 a 19 de novembro.

Entre os destaques estão Duas irmãs, uma paixão, de Dominik Graf, selecionado para representar a Alemanha na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro; Via-Crúcis, o primeiro longa-metragem de Dietrich Brüggemann, vencedor de dois prêmios no último Festival de Berlim; The green price, de Nadav Schirman, premiado pela crítica no Festival de Sundance 2014; A Outra Pátria, de Edgard Reitz, retrata a intensa imigração europeia para as terras brasileiras, especialmente o Rio Grande do Sul, durante o século XIX; Tango de Uma Noite de Verão, de Viviane Blumenschein, que no documentário acompanha a viagem de três músicos argentinos pela Finlândia, onde buscam a origem do tango.

A lista de longas inclui ainda Beltracchi - A Arte da Falsificação (Arne Birkenstock), Dane-se Goethe (Bora Dagtekin), Jack (Edward Berger), Love Steaks (Jakob Lass), Não me esquece (Jan Schomburg), O Samurai (Till Kleinert), Um Brinde à Vida! (Uwe Janson) e Debaixo da Neve (Ulrike Ottinger).
A programação do Panorama Alemão se completa com os curtas Domingo 3 (Jochen Kuhn), Father (Moritz Mayerhofer), Floresta (Ulu Braun), Curta-metragem (Olaf Held), Reality 2.0 (Victor Orozco Ramirez), Rinoceronte a galope (Erik Schmitt), Sunny (Barbara Ott).
Programação completa: http://www.panorama-alemao.com.br/

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Janela Internacional de Cinema do Recife


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Janela Internacional de Cinema do Recife
A 7ª edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife começa em 24 de outubro, e vai até 2 de novembro, com uma programação que inclui 130 filmes de 17 países, sendo 60 deles nacionais. Serão diversas mostras competitivas e sessões especiais, em três espaços: Cinema São Luiz, no Cinema da Fundação e no Museu Cais do Sertão. Também serão realizadas atividades de formação no Portomídia – Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa.

A abertura será com os pernambucanos Sem Coração, curta-metragem dirigido por Tião e Nara Normande, vencedor do Prix Illy du Court Métrage na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; e Brasil S/A, novo longa de Marcelo Pedroso, que recebeu cinco prêmios no 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Mostras competitivas

A mostra competitiva de longas conta com 11 filmes de seis países – entre eles, os brasileiros Prometo um dia deixar esta cidade, de Daniel Aragão; Ventos de agosto, de Gabriel Mascaro; e Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas. A produção audiovisual nacional recente também será mostrada em sessões especiais de longas-metragens, como Branco sai preto fica, de Adirley Queirós, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Brasília. Sangue azul, de Lírio Ferreira, vencedor do Festival do Rio, encerra a programação do festival.

A seleção competitiva de curtas-metragens tem 23 produções de diversos estados, incluindo filmes do Ceará, Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, e uma coprodução com Cuba (Si no se puede bailar, esta no es mi revolución, de Lillah Halla).

Outras mostras

O Janela promove também mostras diversas, como o panorama do Cinema Alemão; a mostra com curadoria do Cachaça Cinema Clube, também com curtas alemães; a mostra especial “Pós Nouvelle Vague”, que exibirá oito filmes franceses das décadas de 70 e 80; o Clássicos da Janela, trazendo 13 filmes com o tema “Estrelas Perdidas”; o cineclube Dissenso, com uma seletiva especial de três curtas; Toca o Terror, que apresentará sete curtas de horror de quatro países; e o Programa Cais do Sertão, que levará 11 curtas nacionais no Museu Cais do Sertão – entre eles, seis infantis.

O Portomídia, numa parceria inédita com o festival, receberá atividades de formação, como o workshop “Cinematografia como design”, com o fotógrafo Affonso Beato; a oficina Janela Crítica; discussões sobre arte e mídia; além de debates e lançamentos.

Programação completa em http://www.janeladecinema.com.br/2014/


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Crítica - Relatos Selvagens


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Cena do filme "Relatos Selvagens"
Os argentinos estão à beira de um ataque de nervos. Assolados há mais de uma década por problemas econômicos e sociais (e ainda perderam a Copa do Mundo para a Alemanha...), pelo menos no cinema estão batendo um bolão. Em Relatos Selvagens, esse momento é muito bem captado e ficcionalizado por Damián Szifron, diretor, roteirista e montador desta comédia de humor negro, que apesar de estampar um estilo muito pessoal, não deixa de acenar ao grande público.

Escalado para abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano, o longa é formado por seis curtas de aproximadamente vinte minutos cada, focalizando situações bastante corriqueiras, tendo como ponto em comum duas questões: a situação limite e a consequente vingança. Há o engenheiro cujo carro é repetidamente rebocado sem razão; a noiva que descobre ter sido traída no casamento; os motoristas que brigam por bobagem numa estrada deserta, entre outras.

"Relatos Selvagens", ou como transformar uma crise em um excelente filme 


Poster do filme "Relatos Selvagens"Apesar de ter uma certa previsibilidade, principalmente depois que se percebe o padrão temático, o modo como cada episódio é encenado surpreende e encanta. Isso porque há toda uma elaboração de roteiro e mise en scene que permite a construção de uma situação dramática completa, a despeito da duração reduzida. Um grande acerto é não psicologizar demais nem tentar fazer um estudo sociológico; pelo contrário, as histórias são contadas de maneira simples e direta, valendo-se de elementos como suspense, drama e humor intercalados que trabalham para pressionar e relaxar a audiência de maneira eficiente.

Produzido por Pedro Almodóvar e com trilha sonora de Gustavo Santaolalla, Relatos Selvagens é uma super-produção, no melhor sentido da palavra. Tem um numeroso e ótimo elenco, capitaneado por Ricardo Darín, maior nome do cinema argentino na atualidade; cenários variados, muito deles locações, trabalho de câmera criativo e, principalmente, histórias interessantes e muito bem contadas. O resultado é uma verdadeira goleada.

Por Gilson Carvalho

Nota 9




Ficha Técnica

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes) – 122 min.
Argentina, Espanha - 2014
Direção: Damián Szifron
Roteiro: Damián Szifron
Elenco: Ricardo Darín, Rita Cortese, Dario Grandinetti, Leonardo Sbaraglia, Julieta Zilberberg, Érica Rivas, Osmar Núñez, Oscar Martinez, Maria Onetto, Nancy Dupláa

Estreia: 23/10

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