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No Olho do Tornado
Lucy Os Mercenários 3 Não Pare na Pista Planeta dos Macacos - O Confronto
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Crítica - No Olho do Tornado


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Cena do filme "No Olho do Tornado"
Considerado um gênero menos nobre, o cinema catástrofe volta e meia compareça às telas, com maior ou menor êxito, determinado, geralmente, pela qualidade (ou falta de) dos efeitos visuais, já que este é o maior atrativo nesse tipo de filme. É o caso de No Olho do Tornado, que, a despeito de trazer uma história fraca, é tecnicamente bem realizado, podendo agradar (apenas) os aficionados.

Numa pequena cidade de Oklahoma, Estados Unidos, um grupo de cientistas, liderado por Pete (Matt Walsh), quer fazer história ao entrar no olho do maior tornado já registrado, apesar das advertências da meteorologista Allison (Sarah Wayne Callies), lembrando das tragédias ocasionadas pelos furacões Katrina e Sandy.  Ao mesmo tempo, Morris (Max Deacon), decide não comparecer à  própria de formatura para ajudar Kaitlyn (Alycia Debnam-Carey), num projeto escolar, e os dois acabam presos em um galpão abandonado, para desespero de Gary (Richard Armitage), pai do menino, que faz tudo para salvá-lo. acaba soterrada em uma antiga fábrica, de onde o pai dos meninos,) tentará resgatá-los. Ainda há uma dupla de retardados que faz qualquer coisa para ficar famosos, e tentam filmar a tempestade bem de parte para depois postar no YouTube.

Ótimos efeitos não salvam péssimo roteiro de “No Olho do Tornado”


Poster do filme "No Olho do Tornado"Com caprichada produção, incluindo fotografia, efeitos sonoros, produção de arte e, principalmente concepção visual - assinada por Marco Rubeo e Kirsten Oglesbys,  No Olho do Tornado não convence pelo mau roteiro de John Swetnam, que além de ter seqüências inverossímeis, limita o trabalho dos atores, com diálogos rasos. 

Um aspecto que deveria somar, o found footage – um falso registro feito pelos próprios personagens – usado com sucesso na franquia Atividade Paranormal,  Cloverfield - Monstro (2008) e A Bruxa de Blair (1999), aqui torna-se excessivo e entediante.

Diretor de Premonição 5 (2011) e assistente de James Cameron em Avatar (2009) e Titanic (1997), Steven Quale mostra que sabe montar um bom espetáculo visual. No entanto, quando raios, trovões, ventania e furacões são mais expressivos que os personagens humanos, há certamente algo errado.

Por Gilson Carvalho

Nota 5


Ficha Técnica

No Olho do Tornado (Into the Storm) –  89 min.
EUA – 2014
Diretor: Steven Quale
Roteiro: John Swetnam
Elenco: Richard Armitage, Sarah Wayne Callies, Max Deacon, Nathan Kress, Matt Walsh. Alycia Debnam-Carey

Estreia: 28/08

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1a Mostra Joias do Cinema Dinamarquês



1a Mostra Joias do Cinema Dinamarquês
Em parceria com o Instituto Cultural da Dinamarca, o Cine Joia, no Rio de Janeiro,  apresenta, de 4 a 10 de setembro, a 1a Mostra Joias do Cinema Dinamarquês. A ideia é exibir filmes daquele país europeu que tiveram pouco espaço no circuito nacional. 
Serão exibidos seis filmes, todos produzidos a partir de 2009, sendo alguns de diretores já consagrados internacionalmente, como Billie August e  Pernille Fischer Christensen, e outros ainda não tão conhecidos.

Programação
Applause – 2009
Direção: Martin Zandvliet - Classificação Etária: 16 anos
Quando a aclamada atriz Thea Barfoed, pessoa difícil e já com certa idade, termina sua reabilitação defronta-se com uma dura escolha. Durante seu período de pesadas bebedeiras ela se divorciou e perdeu a guarda dos dois filhos. Agora ela quer que eles façam parte de sua vida, novamente. 
Dias de exibição: 
04 de setembro – 19:40
10 de setembro – 19:40
Dirch - 2011
Direção: Martin Zandvliet - Classificação Etária: 16 anos
Dirch Passer é um dos comediantes mais conhecidos da Dinamarca. Rapidamente alçado à fama, ele tem de lidar com as constantes demandas do público, ao mesmo tempo em que deseja ser bem recebido pela crítica. Sua solidão e seus anseios se misturam em uma rotina permeada por dinheiro, mulheres e álcool. Em seu constante desejo de ser levado a sério, Dirch decide narrar, em uma de suas apresentações, o início de ‘Ratos e Homens’, de John Steinbeck. Mas as reações da plateia talvez não sejam exatamente o que ele espera. Baseado em uma história real, ocorrida nos anos 60.
Dias de exibição: 
05 de setembro – 21:40
08 de setembro – 18:00
09 de setembro – 21:40
Brotherhood - 2009
Direcão: Nicolo Donato - Classificação Etária: 16 anos
Lars é um jovem de 22 anos que se une a um grupo de neonazistas e conhece Jimmy que é um outro membro do grupo. Os dois acabam mantendo uma aventura amorosa, sendo que as relações homossexuais são castigadas e condenadas duramente pelo grupo, mas o amor e o desejo que sentem é forte, por isso, decidem ficar juntos sem que ninguém saiba.
Dias de exibição: 
05 de setembro – 19:40
07 de setembro – 21:40
09 de setembro – 19:40

Marie Krøyer - 2012
Direção: Bille August - Classificação Etária: 16 anos
Um belíssimo drama de época com requintada direção de arte e figurinos, Marie Kroyer é uma bela biografia da turbulenta vida da mulher do famoso pintor dinamarquês P.S. Kroyer, conhecido por seus distúrbios mentais. Eles estão entre os casais mais admirados e famosos do país mas o casamento deles é muito infeliz. Com o tempo, ela se sente cada vez mais sozinha e angustiada. Decide, então, fugir da rotina e sair de férias. No período, conhece o compositor sueco Hugo Alfvén, por quem se apaixona loucamente.
Dias de exibição: 
04 de setembro – 21:40
07 de setembro – 19:40
08 de setembro – 16:00

Hvidsten Gruppen – 2012
Direção: Anne-Grethe Bjarup Riis - Classificação Etária: 16 anos
A história, baseada em fatos reais, de uma família de proprietários de terras que durante a ocupação nazista da Dinamarca, pegaram em armas contra os ocupantes alemães. Na luta pela liberdade, alguns devem morrer para que outros possam viver.
Dias de exibição: 
06 de setembro – 21:40
08 de setembro – 20:10
10 de setembro – 21:40

Uma Família
Direção: Pernille Fischer Christensen -  Classificação Etária: 16 anos
Ditte é uma jovem que cresceu em uma família tradicional de padeiros e tornou-se dona de uma galeria de sucesso. Depois de aceitar uma oferta para o emprego de seus sonhos em Nova York, ela decide se mudar para lá com o namorado, Petter. O casal estava caminho de Nova York quando Rikard, pai de Ditte, adoece. Ela cancela a mudança para ficar com ele e, antes que perceba, o caminho que havia escolhido para a sua vida está em jogo.
Dias de exibição: 
06 de setembro – 19:40
08 de setembro – 14:00
SERVIÇO  
1ª Mostra Joias do Cinema Dinamarquês –  04 a 10 de Setembro
Avenida Na Sra de Copacabana, 680, Subsolo. Copacabana – Rio de Janeiro


Preço único: R$ 12.00, mas nessa Mostra, todos pagam meia-entrada, R$ 6.00

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Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014 - Premiados


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Poster do filme "Faroeste Caboclo"
Faroeste caboclo, de Renê Sampaio, foi o grande vencedor da 13ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, entre na última terça-feira, 26 de agosto, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Inspirado na canção de Renato Russo, levou para casa sete dos 13 prêmios a que havia sido indicado:  melhor longa-metragem de ficção, ator, fotografia, roteiro adaptado, montagem, som e trilha sonora original.

Flores raras valeu a Bruno Barreto o premio de melhor diretor, o de melhor atriz a Glória Pires, além de melhor direção de arte e melhor figurino. 

Serra Pelada, de Heitor Dhalia, venceu em efeito visual (empatado  com a animação Uma história de amor e fúria), maquiagem e ator coadjuvante (para Wagner Moura).

Uma das mais premiadas produções brasileiras em festivais internacionais, O som ao redor, de Kléber Mendonça Filho ganhou apenas o de melhor roteiro original. 

Recém-criada pela Academia Brasileira de Cinema, a categoria de melhor comédia consagrou Cine Holiúdy de Halder Gomes, também considerado o melhor longa de ficção no voto popular.

Uma história de amor e fúria, de Luiz Bolognesi,  vencedor no ano passado do  Festival de Annecy, na França, o mais importante da categoria, venceu o premio de melhor animação. 

Elena, de Petra Costa, ganhou o premio de melhor longa-metragem de documentário no voto popular, enquanto A luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos foi escolhido pelo júri da Academia.

Django livre, de Quentin Tarantino, foi eleito o melhor filme estrangeiro.

VENCEDORES DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2014:

MELHOR FILME
Faroeste Caboclo

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Luz do Tom

MELHOR COMÉDIA
Cine Holiúdy

MELHOR FILME INFANTIL
Meu Pé de Laranja Lima

MELHOR ANIMAÇÃO
Uma História de Amor e Fúria

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Django Livre (Estados Unidos)

MELHOR DIREÇÃO
Bruno Barreto (Flores Raras)

MELHOR ATOR
Fabrício Boliveira (Faroeste Caboclo)

MELHOR ATRIZ
Glória Pires (Flores Raras)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Wagner Moura (Serra Pelada)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bianca Comparato (Somos Tão Jovens)

MELHOR FOTOGRAFIA
Gustavo Hadba (Faroeste Caboclo)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
José Joaquim Salles (Flores Raras)

MELHOR FIGURINO
Marcelo Pies (Flores Raras)

MELHOR MAQUIAGEM
Siva Rama Terra (Serra Pelada)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Uma História de Amor e Fúria
Serra Pelada

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Kléber Mendonça Filho (O Som ao Redor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Marcos Bernstein e Victor Atherino (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM - FICÇÃO
Márcio Hashimoto (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM - DOCUMENTÁRIO
Marília Moraes e Tina Baz (Elena)

MELHOR SOM
Leandro Lima, Mirian Biderman, Ricardo Chuí e Paulo Gama (Faroeste Caboclo)

MELHOR TRILHA SONORA
Paulo Jobim (A Luz do Tom)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Phillipe Seabra (Faroeste Caboclo)

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
Flerte, de Hsu Chien

MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO
A Guerra dos Gibis, de Thiago Brandimarte Mendonça

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
O Menino que Sabia Voar, de Douglas Alves Ferreira

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Crítica - Lucy


Cena do filme "Lucy"Em Lucy, o cineasta francês Luc Besson parte do mito de que um ser humano médio usa apenas 10% de sua capacidade cerebral para construir um filme de ficção científica ágil e intrigante, trazendo de quebra Scarlett Johansson sedutora e cheia de energia, como uma super-heroína. A diferença é que no lugar de salvar o universo, ela luta para salvar a si mesma.
E
m Taipei, uma jovem americana é mandada para uma armadilha pelo namorado, o cínico e mal-encarado Richard (Pilou Asbaek), que acorrenta ao pulso dela uma valise trancada. Para se livrar do incômodo objeto, Lucy deve levá-la ao misterioso Mr. Jang (Min-sik Choi), que se revela um cruel traficante de drogas. Contra a sua vontade, a moça se torna uma mula, devendo levar um pacote de CPH4, uma substância que o corpo humano produz naturalmente, mas que eles conseguiram sintetizar e potencializar. Por causa da brutalidade da máfia coreana, o narcótico se espalha por seu estômago e sua percepção do mundo começa a mudar. Ao mesmo tempo, em Paris, um cientista, Dr. Norman (Morgan Freeman) apresenta uma conferência sobre o que aconteceria se alguém conseguisse ampliar a utilização do cérebro. Exatamente o que está acontecendo com Lucy. 

"Lucy" dá oportunidade para Scarlett Johansson se destacar em filme de ação


Poster do filme "Lucy"Aparentemente feito para Scarlett Johansson, que apresenta uma excelente performance em sequencias de ação, por outro lado o longa desperdiça bons atores, que tem pouco espaço. Mesmo o personagem título é pouco desenvolvido, já que a moça se torna praticamente uma máquina após ser contaminada pela droga. Não sabemos o que pensa ou sente, apenas a vemos agir racionalmente e cada vez mais brutalmente. Ainda assim, ela liga para a mãe e cria uma conexão com o policial francês Pierre Del Rio (Amir Waked).

V
isualmente, Lucy é deslumbrante. Além de efeitos que simulam a expansão da mente da protagonista, a ação se desenvolve em dois belos cenários: Taipei e Paris, onde uma espetacular perseguição de automóvel tira partido da beleza da capital francesa. 
Luc Besson - um dos mais conhecidos e criticados cineastas franceses é, mais uma vez, auto-referente. Lucy cita Nikita (1990), O Quinto Elemento (1998) e até Joana D'Arc (1999). Acusado de apresentar mais forma que conteúdo, Besson garante estilo e diversão. Visto como realmente é - um bem produzido filme de ação, com um ótimo papel para uma atriz carismática, Lucy diverte e até faz desejar uma sequência. 

Por Gilson Carvalho

Nota 9


Ficha Técnica

Lucy – 89 min. 
França – 2104
Diretor: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Elenco: Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sik Choi, Amir Waked, Pilou Asbaek, Analeigh Tipton, Julian Rhind-Tutt

Estreia 28/08



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Crítica - Magia ao Luar


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Woody Allen é uma máquina de fazer filmes, rodando pelo menos um por ano há mais de quatro décadas. Apesar de repetir temas e abordagem, sempre consegue trazer algo novo, como mostra sua produção mais recente, Magia ao Luar, estrelado por Colin Firth e Emma Stone.  

Nos anos 1920, Stanley Crawford (Firth) é um mágico respeitado que, caracterizado como um chinês chamado Wei Ling Soo, apresenta seus truques infalíveis em diversas capitais europeias.  Apesar do seu sucesso (ou por causa disso) é um homem intragável, sempre vendo a vida por uma perspectiva ácida. Desafiado por um velho amigo, o também mágico Howard (Simon McBurney), ruma para a Riviera Francesa para desmascarar uma jovem vidente, chamada Sophie Baker (Stone), que alega fazer contato com os mortos.


Em "Magia ao Luar", Allen volta ao tema ilusão x realidade 



Por causa dessa inusitada habilidade, Sophie conquista o rico e ingênuo Brice (Hamish Linklater) e sua mãe Grace Catledge (Jacki Weaver), que prometem financiar uma fundação para que ela desenvolva e ensine seus dons. Apesar de sua sagacidade, Stanley não consegue detectar nenhum truque e, pouco a pouco, de forma relutante, fica encantado com a garota.

Com um roteiro engenhoso, repleto de diálogos rápidos e inteligentes, cenários deslumbrantes, vestuário, música e fotografia caprichados, Magia ao Luar é um filme que atrai exatamente pelo conjunto. Todos os aspectos foram pensados para que a narrativa sobressaia. 

Mais uma vez Woody Allen se mostra um exímio diretor de atores. Tendo nas mãos grandes talentos como os veteranos Firth, Catledge, Eillen Atkins e Marcia Gay Harden e os mais jovens Stone e Linklater, consegue um registro coeso. Os destaques são Firth e Stone, que representam polos opostos que se atritam e se complementam. O único senão é a diferença de idade entre Stanley e Sophie, que torna o romance se não impossível, pelo menos improvável. Mas, com talento e charme, tanto Firth quanto Stone fazem com que esse detalhe seja menos importante.

Por Gilson Carvalho

Nota 8,5


Ficha Técnica

Magia ao Luar (Magic in the Moonlight) - 97 min.
Diretor: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Colin Firth, Emma Stone, Marcia Gay Harden, Simon McBurney, Jacki Weaver, Eileen Atkins, Hamish Linklater

Estreia 28/08

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Crítica - Sex Tape – Perdido nas Nuvens


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Cena do filme "Sex Tape - Perdido Nas Nuvens"
Sexo é um tema que Hollywood pouco explora e, quando o faz, é com excessivo moralismo. Sex Tape – Perdido Nas Nuvens tenta apimentar as coisas, mas fracassa.  Apesar da originalidade da idéia e da sensualidade da protagonista Cameron Diaz, a comédia de Jake Kasdan não é tão excitante quanto poderia ser.

Blogueira de sucesso, Annie (Diaz) constata que após anos casada com Jay (Jason Segel), sua vida sexual já não é tão satisfatória como costumava ser no início do relacionamento.  Além da falta de tempo e do cansaço, parece que a magia se foi. Como ambos admitem que gostam de assistir a pornografia, têm a ideia de fazer seu próprio vídeo pornô caseiro. Na empolgação do momento, Jay não apaga o vídeo que, ao invés disso, acaba indo parar na “nuvem”, podendo ser acessado por qualquer pessoa, inclusive seus amigos e colegas de trabalho. A partir daí, eles correm para evitar que a amadora, mas animada produção surja nas telas alheias. 

"Sex Tape - Perdido Nas Nuvens" tem pouco sexo e muita correria, sem chegar lá


Poster do filme "Sex Tape - Perdido Nas Nuvens"Se a premissa inicial é boa, o desenvolvimento do roteiro nem tanto; quem distribuiria tablets de presente para os amigos, como faz Jay? Embora se trate de um filme sobre sexo, há pouca nudez – no máximo a parte traseira do casal. Fala-se muito sobre o assunto, mas até a linguagem é bem cuidada para não ter problemas com a censura.

Mas, o maior problema é a falta de química entre o casal principal, a despeito da beleza e sensualidade de Cameron Diaz, que já se mostrou à vontade em comédias em que mostra o corpo, como Professora Sem Classe  (2011), do mesmo diretor e Tudo Para Ficar Com Ele (2002). Jason Segel, que também não brilha nas sequências de humor físico – Jay é perseguido por um cachorro feroz e é chantageado por um moleque. Faltam tramas e personagens secundários – os poucos que surgem até trazem alguma graça, como Rob Lowe e Jack Black, mas suas participações funcionam quase como esquetes. 

No fim, vencem o recato e a família. Perdem a comédia e a diversão. E pior, triunfa o mercado - que limita a criatividade e a ousadia e ainda fatura através de merchandising pra lá de desinibido, muito mais que o fogoso casal. 

Por Gilson Carvalho

Nota 5



Ficha Técnica

Sex Tape – Perdido nas Nuvens (Sex Tape)  - 97 min.
EUA – 2014
Diretor: Jake Kasdan
Roteiro: Kate Angelo, Jason Segel, Nicholas Stoller
Elenco: Cameron Diaz, Jason Segel, Rob Cordry, Ellie Kemper, Rob Lowe, Nat Faxon, Jack Black

Estreia: 21/08

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