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Trinta
Jogos Vorazes: A Esperança Quero Matar Meu Chefe 2 Saint Laurent Tim Maia
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VI Semana dos Realizadores


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A VI Semana dos Realizadores, de 19 a 26 de novembro, traz ao Rio de Janeiro uma programação repleta de filmes ainda inéditos no circuito carioca. Criada como uma alternativa ao Festival do Rio em 2009, a mostra terá mais de 50 produções de longa, média e curta metragens e a participação da maioria dos seus diretores.
Além da mostra competitiva - que acontecerá no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, Zona Sul,  haverá uma retrospectiva da obra do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, que também dará uma master class, e exibição de seus curtas ao ar livre com o coletivo Perto do Leão Etíope, na Praça Agripino Grieco, no Méier. O movimento IndieLisboa trouxe, pela primeira vez, uma seleção especial. 
Haverá ainda uma sessão na Praça Tiradentes em comemoração aos 12 anos do Cachaça Cinema Clube, e uma parceria com o Cineclbue Matecomangu levará o evento a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Outras atividades são quatro mesas com debates sobre linguagem cinematográfica, técnica, política e fomento.
Programação da Mostra Competitiva e Hors Concours

Quinta, 20 de novembro

17h - Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas
19h15 - Flutuantes, de Rodrigo Savastano
21h30 - A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchoa

Sexta, 21 de novembro
19h15 - Batguano, de Tavinho Teixeira
21h30 - Com os Punhos Cerrados, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti

Sábado, 22 de novembro 
19h - Urihi Haromatipë – Curadores da Terra-Floresta, de Morzaniel ƚramari Yanomami
21h - Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós
23h30 - Nova Dubai, de Gustavo Vinagre

Domingo, 23 de novembro
16h30 - A História da Eternidade, de Camilo Cavalcanti
19h - A Misteriosa Morte de Pérola, de Guto Parente
21h30 - Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro
Segunda, 24 de novembro
19h15 - Noite, de Paula Gaitán
21h30 - Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira

Terça, 25 de novembro
19h15 - Dromedário no Asfalto, de Gilson Vargas
21h30 - Brasil S/A, de Marcelo Pedroso

Quarta, 26 de novembro
21h - Premiação da VI Semana dos Realizadores


Mais informaões: www.semanadosrealizadores.com.br

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Crítica - Boa Sorte


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Cena do filme "Boa Sorte"
Um encontro improvável entre duas pessoas em momentos opostos de suas vidas é o que mostra o drama Boa Sorte, dirigido por Carolina Jabor e estrelado por Deborah Secco e João Pedro Zappa. Baseado em um conto de Jorge Furtado, o filme tem ainda no elenco Fernanda Montenegro e Cássia Kis Magro.

João (Zappa), um adolescente de 17 anos viciado em remédios, é internado em uma clínica de reabilitação onde conhece Judite (Secco), portadora do vírus HIV e consumidora de todo e qualquer tipo de droga. Ele acredita que um remédio tomado com um refrigerante o deixa invisível, ela acha que vai morrer. Os dois se veem, se conhecem e se apaixonam um pelo outro. A partir daí, constroem uma relação que terá muitos ganhos e algumas perdas e que vai mudar a vida de ambos para sempre.

"Boa Sorte": belas atuações em uma história de amor sensível e desafiadora


Poster do filme "Boa Sorte"Tendo como pano de fundo uma instituição que deveria zelar pelo bem estar de pessoas com dificuldades em encontrar seu lugar no mundo, o longa aborda, de modo sutil, a questão das drogas lícitas e ilícitas, além da falta de comunicação entre pais e filhos. Mas não se aprofunda, preferindo partir dessas constatações para construir uma bela história de amor e aprendizagem.

Em sua estreia na ficção, Carolina Jabor mostra sensibilidade e personalidade para buscar uma visão pessoal para o conto do gaúcho Jorge Furtado, adaptado por ele mesmo e seu filho Pedro Furtado. Mais do que tudo, consegue reunir um grande time como o designer de produção Cláudio Amaral Peixoto, a fotógrafa Barbara Alvarez e o diretor musical Lucas Marcier, que contribuem para obter as texturas, as nuances e os tons que ela queria imprimir a Boa Sorte

Nesse sentido, um acerto talvez ainda maior tenha sido a escalação do elenco. Deborah Secco se entrega totalmente ao personagem (perdeu 11 quilos para o papel), exibindo todo o controle e vulnerabilidade exigidos pela complexa personagem. João Pedro Zappa - uma ótima novidade, transmite inocência e coragem ao descortinar uma  possibilidade de felicidade. Fernanda Montenegro empresta seu brilho habitual em poucas mas significativas sequencias. Os outros atores também tem performances satisfatórias, embora seus personagens um tanto limitados não permitam maiores voos. 

Por Gilson Carvalho

Nota 7,5


Ficha Técnica

Boa Sorte – 89 min.
Brasil – 2014
Direção: Carolina Jabor
Roteiro: Jorge Furtado, Pedro Furtado
Elenco: Deborah Secco, João Pedro Zappa, Cássia Kis Magro, Fernanda Montenegro, Enrique Diaz, Felipe Camargo, Gisele Fróes

Estreia: 20/11

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Crítica Elsa & Fred


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Cena do filme "Elsa & Fred"
Nunca é tarde para amar. O velho clichê é a premissa da comédia romântica Elsa & Fred, com Shirley McLaine e Christopher Plummer nos papéis principais. Sob a direção de Michael Radford, os veteranos atores brilham, ainda que o romance seja mais do que previsível.

Alguns meses após a morte da esposa, um mal-humorado Fred (Plummer) se muda para um apartamento, onde, contra sua vontade, vai contar com a ajuda de uma cuidadora, Laverne (Erika Alexander). Para se livrar da impositiva filha Lydia (Marcia Gay Harden) e seu marido (Chris Noth), que quer  que ele invista uma soma razoável em um negócio com perspectivas duvidosas, ele aceita a nova situação.

No mesmo andar, vive Elsa (McLaine), uma viúva sonhadora e agitada que vai mudar a vida de Fred, “devagarzinho”, como ela diz. Apesar de sozinha há 27 anos (ou 23, ela mesma não tem certeza), Elsa não se sente solitária e faz de tudo para tirar o novo vizinho da letargia em que vive. Romântica, ela tem verdadeira fixação pelo filme La Doce Vita, do italiano Federico Fellini, que não se cansa de rever.

 “Elsa & Fred” é uma oportunidade de ver dois grandes artistas em cena


Poster do filme "Elsa & Fred"Refilmagem de uma produção argentino-espanhola de mesmo nome, o longa proporciona o raro prazer de ver dois grandes artistas em cena. Interpretando personagens opostos em temperamento, eles dão uma aula de interpretação, com Elsa sempre em movimento, Fred a maior parte do tempo parado. Ela, pura emoção, ele racionalidade. Marcia Gay Harden compõe bem a filha dividida entre velhas mágoas e interesses materiais e o jovem Jared Gilman, que faz Michael, neto de Fred, tem seus momentos ternos com o avô.

O roteiro adaptado por Radford não foge do convencional, ainda que reserve uma ou duas surpresas ao longo da narrativa, incluindo uma situação dramática que dá algum peso ao tom geralmente leve. O final ainda reserva algumas seqüências adoráveis em Roma, onde eles têm a oportunidade de reencenar a famosa cena da fonte, protagonizada por Marcelo Mastroianni e Anita Ekberg no filme de 1960. Pura magia que só o cinema pode proporcionar.

Por Gilson Carvalho

Nota 7


Ficha Técnica

Elsa & Fred -  94 min
EUA -2014
Diretor: Michael Radford
Roteiro: Michal Radford
Elenco: Shirley McLaine, Christopher Plummer, Marcia Gay Harden, Scott Bakula, Chris Noth, George Segal, Erika Alexander, Jared Gilman 

Estreia: 20/11


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Crítica - Saint Laurent



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Cena do filme "Saint Laurent"
Saint Laurent, de Bertrand Bonello é uma cinebiografia que foge do convencional. Ao invés de mostrar a vida do célebre estilista linearmente, da infância à velhice, monta um painel em que cada fase tem a mesma importância. Isso retira da narrativa a relação de causa e efeito entre os fatos, evitando pieguice e mostrando o artista como ele era: um homem criativo que viveu intensamente tudo o que havia a ser vivido.

O trabalho inovador do estilista, que com facilidade captava novas tendências e as transformava em peças irresistíveis, o profissionalismo de sua equipe, que executava com brilhantismo suas ideias, e as belas modelos, suas musas inspiradoras, estão todos bem representadas, nas figuras de Betty Catroux (Aymeline Valade) e Loulou de la Falaise (Léa Seydoux).

O aspecto mais importante, a relação com Pierre Berger (Jeremie Renier), sócio e parceiro, ocupa de maneira um tanto livre o centro da história, mostrando que grande parte do sucesso comercial da marca YSL deve-se ao trabalho incansável e pioneiro na exportação para os Estados Unidos e outros lugares. Do mesmo modo que Berger nunca é apresentado como companheiro de Saint Laurent, também não é mostrado o rompimento dos dois, no auge do sucesso, em 1976.

"Saint Laurent" monta um painel que mostra a criatividade e a personalidade complexa do estilista


Poster do filme "Saint Laurent"O mais atraente, no entanto, é o período em que Saint Laurent tem contato com o submundo de Paris, as noitadas regadas a álcool, drogas e sexo, incluindo uma relação com Jacques de Bascher (Louis Garret) reforça a dimensão humana do designer. Gaspard Ulliel consegue notável semelhança física com o estilista, mas não sendo Saint Laurent uma obra exatamente realista, dá liberdade ao elenco, que incorpora o espírito da época, reforçado pela música, o vestuário, a fotografia,

Por outro lado, apesar de concentrar a ação entre 1967 e 1976 – período mais importante de sua carreira, a duração de duas horas e 30 minutos é excessiva e acaba cansando. Além disso, é muito fechado em si mesmo, não incluindo diversas personalidades e momentos marcantes, como os protestos de maio de 1968, que são mostrados muito brevemente. Para alguns, a falta de lineariedade pode causar estranheza e a não mitificação certamente será uma decepção para outros.

Por Gilson Carvalho

Nota 6


Ficha Técnica

Saint Laurent – 150 min.
França
Diretor: Bertrand Bonello
Roteiro: Thomas Bidegain, Bertrand Bonello
Elenco: Gaspard Ulliel, Jeremie Renier, Louis Garret, Léa Seydoux, Amira Gaspar, Helmut Berger

Estreia: 13/11


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22º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade


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Começa no dia 13 e vai até o dia  23 de novembro, em São Paulo, o  22° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade - maior festival de cinema LGBT da América Latina,  trazendo um  panorama de produções temáticas no Brasil e no mundo. O evento acontece no Centro Cultural São Paulo (CCSP), CINESESC, Espaço Itaú de Cinema – Augusta e terá sessões ao ar livre.
 Entre os destaques estão Favela Gay, de Rodrigo Felha, sobre a cena LGBT nas comunidades cariocas, Hipóteses - Entre o Amor e a Verdade,  uma adaptação da peça teatral homônima encenada pelo grupo Os Satyros. O filme conta histórias de prostitutas, traficantes, empresários, transexuais, michês e atores na capital. Castanha, de Davi Pretto,  narra a saga de um ator gaúcho que trabalha como drag queen em Porto Alegre. Essas produções e muitas outras produções brasileiras concorrem ao prêmio Coelho de Ouro.
A abertura será com Algo a Romper, da sueca Ester Martin Bergsmark, vencedor do Festival Internacional de Cinema de Roterdã e contará com a presença da diretora. Ao longo do festival haverá ainda  teatro, música, leitura dramática, performances, dança e intervenções culturais. Outra mostra especial é Pioneiros do Cinema Homoerótico,  homenagem aos cineastas Wakefield Poole e Peter de Rome, grandes contadores de histórias eróticas das décadas de 60, 70 e 80.
Mais informações: http://www.mixbrasil.org.br/
 

Serviço

22° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
São Paulo – 13 a 23 de novembro

CCSP – Centro Cultural São Paulo (cinema/ teatro e shows)
Gratuito a R$1,00

ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA (SALA 3) – Augusta
Seg - R$ 22,00 (inteira) e R$ 11,00 (meia)
Ter – R$ 18,00 (inteira) e R$ 9,00 (meia) 
Qua – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) 
Qui a Dom e Feriados – R$ 27,00 (inteira) 

CINESESC
Seg a Qui - R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)
Sex a Dom - R$20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)



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Crítica - Ventos de Agosto


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Cena do filme "Ventos de Agosto"
Ventos de Agosto é um filme sensorial. As imagens deslumbrantes, enquadradas de modo original, as cores vivas, os sons intensos, o falar cantado dos personagens, tudo apela para os sentidos de uma maneira que envolve o espectador e o transporta para outro lugar. É também um trabalho autoral, em que a marca do diretor (e também roteirista, com Rachel Ellis) Gabriel Mascaro utiliza sua experiência como artista visual e documentarista para criar uma obra que desafia rótulos.  
Em um povoado perdido no litoral do nordeste brasileiro, Shirley (Dandara de Morais) trabalha como tratorista em uma plantação de coco, cuida da avó idosa. Ao mesmo tempo, sonha voltar para a cidade, enquanto treina para ser tatuadora, ouve rock ‘n roll, namora Jeison (Geová Manoel dos Santos),  jovem pescador que vive com o pai,

"Ventos de Agosto" desafia rótulos e convida a uma viagem sensorial

Sensualidade domina a primeira parte do filme. Além das belíssimas cenas de sexo sobre cocos, o ambiente tropical em que o azul do céu pintado de alvas nuvens encontra no horizonte o verde do mar, presente também no altos coqueiros que os meninos escalam com habilidade. Jeison busca polvos no fundo do mar, enquanto Shirley espalha refrigerante por sua pele para se bronzear.
Poster do filme "Ventos de Agosto"O surgimento de um cientista, um “homem branco” (representando pelo próprio diretor) com seu equipamento de gravação de vento introduz uma quebra na narrativa, trazendo questionamentos não só para os habitantes locais mas também para o espectador. Quem é aquele homem? O que ele busca? As crianças, curiosas e desconfiadas, riem ao vê-lo e fogem do microfone que ele usa para captar os sons da natureza com que objetivo não se sabe. 
Na terceira parte, o tom muda, como se a aparição daquele homem estranho tivesse transformado irremediavelmente o ambiente. Primeiro Jeison acha um crânio que é identificado como de um antigo morador. Depois encontra um corpo do qual passa a cuidar e prantear, enquanto espera inutilmente que as autoridades venham recolhê-lo, no vilarejo sem endereço, “na quarto caminho depois da boca do rio, à esquerda.” O pai o acusa de negligenciar o trabalho de pescador, assim como havia negligenciado a mãe que acabou morrendo, e Jeison finda por desistir de guardar o corpo. O mar, que insiste em invadir a praia e roubar um pedaço do lugar, como outro sintoma de que o paraíso perdeu sua inocência.
Por Gilson Carvalho
Nota 9
Ficha Técnica
Ventos de Agosto – 75 min.
Brasil – 2014
Direção: Gabriel Mascaro
Roteiro: Gabriel Mascaro, Rachel Ellis
Elenco: Dandara de Morais, Geová Manoel dos Santos, Maria Salvino dos Santos, Antonio José dos Santos, Gabriel  Mascaro

Estreia: 13/11

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